<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148</id><updated>2012-01-24T21:04:59.249-02:00</updated><category term='BC'/><category term='crise nos EUA'/><category term='queda no desemprego'/><category term='China'/><category term='crédito'/><category term='neoliberalismo'/><category term='Brasil'/><category term='crise dos alimentos'/><category term='Kucinski'/><category term='palestra Bernardo Kucinski'/><category term='regularização'/><category term='câmbio'/><category term='salário'/><category term='recessão'/><category term='hipotecas'/><category term='crise alimentos'/><category term='commodities'/><category term='petróleo'/><category term='recado'/><category term='Rússia'/><category term='bolsa de valores'/><category term='especulação'/><category term='grau de investimento'/><category term='fundo soberano'/><category term='previdência'/><category term='keynesianismo'/><category term='subprime'/><category term='biocombustíveis'/><category term='trabalhador'/><category term='Vale do Rio Doce'/><category term='conta corrente'/><category term='preço alimentos'/><category term='juros'/><category term='balança comercial'/><category term='alta do juro'/><category term='Perguntas'/><category term='queda na renda'/><category term='risco-país'/><category term='inlação'/><category term='deflação'/><category term='crise'/><category term='análise'/><category term='EUA'/><category term='Citigroup'/><category term='indústria'/><category term='Respostas'/><title type='text'>Somos nozes</title><subtitle type='html'>Jornot07 - agora na versão "jornalistas econômicos"! Será?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>128</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-90930985778412438</id><published>2008-12-01T00:26:00.001-02:00</published><updated>2008-12-01T00:28:00.448-02:00</updated><title type='text'>Qual o impacto da queda do preço do petróleo?</title><content type='html'>Tirado da Comunidade Luís Nassif Online. Clique &lt;a href="http://blogln.ning.com/profiles/blogs/qual-o-impacto-da-queda-do"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ir para a comunidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul class="navigation byline"&gt;&lt;li&gt;&lt;a class="nolink"&gt;Posted by &lt;/a&gt;&lt;a href="http://blogln.ning.com/xn/detail/u_1mmiep70kedka"&gt;Ronaldo Bicalho&lt;/a&gt;&lt;a class="nolink"&gt; on 30 novembro 2008 at 10:00&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://blogln.ning.com/profiles/blog/list?user=1mmiep70kedka"&gt;View Ronaldo Bicalho's blog&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;Daniel Yergin é um importante analista do mercado de energia, chairman da Cambridge Energy Research Associates (CERA) e ganhador de um prêmio Pulitzer pelo seu livro The Prize: the Epic Quest for Oil, Money, and Power.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um artigo publicado recentemente no Financial Times, Yergin aborda questões relevantes sobre as conseqüências econômicas e políticas da queda do preço do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Os preços do petróleo são um barômetro da economia mundial. O aumento dos preços entre 2003 e 2007 refletiu o maior crescimento econômico global em uma geração. Este elevado crescimento econômico chegou ao fim não só pela subavaliação de risco, excesso de liquidez e excesso de confiança, mas também por um insustentável boom de commodities, do qual o petróleo era uma parte crucial. Agora, como o mundo caiu em recessão, os preços do petróleo caíram em mais da metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Evidentemente, um "colapso" de preço para o intervalo de U $ 60 - $ 70 é apenas um colapso quando se esquece que a média dos preços do petróleo em 2007 foi de US $ 72 o barril (e de US $ 66 em 2006). O estreito equilíbrio entre a oferta e a demanda não foi o único fator a impulsionar a subida dos preços do petróleo. A última explosão nos preços do petróleo e de outras commodities começou no fim do Verão de 2007, com o enfraquecimento do dólar que gerou uma "fuga para as commodities".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Os preços do petróleo continuaram crescendo ao longo de 2008 por um fator psicológico, que pode ser descrito como um "entusiasmo contagiante sobre as perspectivas do investimento", que se auto-reforçava e criava a sua própria realidade. Para que isto ocorresse era necessário assumir duas hipóteses equivocadas: 1) a crença no "descolamento"- que o resto do mundo estava imune a uma desaceleração econômica dos Estados Unidos -; b) que o preço não importava - que a oferta e a demanda não seriam afetadas pela elevação dos preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - O que era mais estranho quanto a este "entusiasmo contagiante" é que, enquanto os preços subiam, os “fundamentos energéticos” declinavam, juntamente com a economia global. O consumo de gasolina nos Estados Unidos atingiu o seu "pico de demanda" em 2007 e estava começando a declinar. Em bases globais, as estimativas para o crescimento da demanda para 2008 caíram de 2.1m barris por dia, no início do ano, para 200.000 barris por dia, agora. E talvez chegue a zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - O mercado mundial de petróleo está agarrado no que a Cambridge Energy Research Associates, há dois anos, descreveu como um cenário de recessão chamado "fissura global". A demanda de petróleo total nos Estados Unidos durante 2008 caiu 1m barris por dia em comparação com o ano passado. A última vez que a demanda caiu tanto foi em 1981, na véspera da recessão que era até agora conhecida como a "pior recessão desde a Grande Depressão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - O que acontecerá com os preços do petróleo no cenário de “fissura global”? Um dos fatores determinantes mais importantes, tal como nos os aumentos de 2003-2007, é o ritmo do crescimento econômico global. Mas, desta vez, a questão é quão longa e profunda será a recessão e quão grande será o impacto sobre o gasto do consumidor. A outra questão crucial é o próprio abastecimento de petróleo. Quão grande será o fluxo de novas reservas de petróleo que foram estimuladas pelo aumento dos preços e estavam em desenvolvimento, mas foram adiadas pela falta de pessoal e equipamentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - A Baixa dos preços está forçando as empresas de energia a reduzir seus orçamentos e segurar a partida de alguns novos projetos. Isso irá fazer-se sentir em uma nova virada do ciclo, após uma recuperação econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 – Em contrapartida, as políticas energéticas da nova administração americana, tal como em outros países, darão uma ênfase maior à eficiência energética e às energias renováveis. Um “programa de estímulo verde” já está no topo da agenda de transição. Mas a questão mais preocupante que ronda Washington é: em que grau a redução dos preços irá impactar negativamente o investimento em energias renováveis e em eficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - A resposta não será dada apenas pelo preço da energia, por mais importante que ele seja. O maior impacto virá a partir da saúde da economia, da situação fiscal do país e da disponibilidade de capital e de crédito. Com os custos de duas guerras e um grande resgate financeiro a ser feito, e com um sistema de crédito comprometido, os recursos para outros fins, são susceptíveis de serem restringidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - Em tais circunstâncias, algum tipo de cobrança ou de leilão para licenças de carbono pode de repente adquirir novos atrativos, não só para combater as alterações climáticas, mas como uma medida de aumento de receita de um governo federal que certamente precisa de dinheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-90930985778412438?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/90930985778412438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=90930985778412438&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/90930985778412438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/90930985778412438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/12/qual-o-impacto-da-queda-do-preo-do.html' title='Qual o impacto da queda do preço do petróleo?'/><author><name>marcelo osakabe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16813364201646461852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-6183241468242043612</id><published>2008-09-08T14:47:00.001-03:00</published><updated>2008-09-08T14:47:48.750-03:00</updated><title type='text'>A vingança dos heterodoxos</title><content type='html'>tirado do blog do nassif&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Sérgio Léo, no Valor&lt;br /&gt; (&lt;a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRJ6SgoQ5L28j8Qj"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;)Analistas como Martin Wolff, do "Financial Times", já registraram, no início do ano, a morte do sonho liberal de um capitalismo global regido pelo livre mercado. Faltava um documento oficial para decretar o óbito. Essa certidão acaba de ser lavrada - pela mais heterodoxa das organizações econômicas multilaterais, a Unctad, sigla em inglês da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento.&lt;br /&gt;(...) Os economistas da ONU tiraram do limbo peritos de linha heterodoxa, como o neokeynesiano Nicholas Kaldor, para decretar o que chamam de "fracasso do modelo neoclássico", predominante no Ocidente.&lt;br /&gt;"Embora a maioria dos economistas concorde que os pressupostos do modelo neoclássico estão longe da realidade, este modelo continua a servir de base para as prescrições de política econômica", acusa a agência da ONU, no seu recém-lançado Informe de Comércio e Desenvolvimento 2008. O documento combate prescrições do modelo neoclássico que considera baseadas em premissas equivocadas e potencialmente danosas. Entre as premissas, está a de que os preços são sinais claros do mercado para corrigir distorções de oferta e demanda. A Unctad também combate a idéia de que o investimento para aumentar a produção tem de ser precedido pelo acúmulo de poupança. Contra a teoria tradicional, por exemplo, os países em desenvolvimento com mais investimentos são os que enviam ao exterior mais poupança do que recebem, nota o Informe.&lt;br /&gt;Ao lado de questionamentos teóricos sobre a teoria neoclássica de formação preços, o documento menciona os problemas criados com a influência das expectativas nos mercados financeiro sobre os mercados de mercadorias e a produção real. Os economistas da Unctad não sabem dizer o quanto a especulação influencia a atual alta de preços de mercadorias, mas comentam que a lógica de uma parte substancial dos mercados de futuros e hedge hoje descolou do terreno produtivo e atende a decisões de "diversificação de portfólios de investidores".&lt;br /&gt;Em linguagem um pouco mais simples (só um pouco; nada no mundo atual é simples como se gostaria): ao notarem riscos maiores nos mercados de títulos, ou de ações, por exemplo, uma parte crescente de investidores do mercado financeiro tem diversificado aplicações comprando contratos de mercadorias no mercado futuro.&lt;br /&gt;Esses operadores não mudam de posições (comprando contratos ou vendendo os que têm) em função apenas da expectativa de mudança nos preços das mercadorias; só mexem em suas carteiras com base no que acontece nos outros mercados. A alteração no humor de investidores ganha efeito desproporcional no mercado de commodities.&lt;br /&gt;"Em vez de reduzir riscos, os complexos instrumentos financeiros desenvolvidos recentemente têm servido para espalhar o impacto de investimentos arriscados através de continentes, instituições e mercados", alerta a Unctad. A interpenetração dos mercados financeiro e de mercadorias e a arbitragem com juros e taxas de câmbio provocam movimentos que contrariam o saber convencional: países com grandes déficits nas contas externas no Leste Europeu vêem suas moedas se valorizarem e países com grandes superávits em conta corrente, como Japão e Suíça sofrem desvalorizações. Políticas baseadas nos pressupostos tradicionais podem exacerbar a crise, acreditam os economistas da ONU. (&lt;a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRJ6SgoQ5L28j8Qj"&gt;continua&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-6183241468242043612?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/6183241468242043612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=6183241468242043612&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/6183241468242043612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/6183241468242043612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/09/vingana-dos-heterodoxos.html' title='A vingança dos heterodoxos'/><author><name>marcelo osakabe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16813364201646461852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-5590069942520793306</id><published>2008-07-15T23:46:00.000-03:00</published><updated>2008-07-15T23:48:48.928-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='deflação'/><title type='text'>O risco da deflaççao mundial</title><content type='html'>15/07/08 07:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Econômica - 15/08/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bloomberg chama a atenção para o novo risco da economia mundial: a deflação, isto é, a queda generalizad de preços. Entrevistou Albert Edwards, analista do Société Générale SA que previu a crise cambial da Ásia há uma década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alerta de Edwards para os Bancos Centrais mundiais, é de que a deflação poderá se transformar no próximo fantasma da crise internacional. "A preocupação com a inflação é exagerada e a ameaça da deflação pode reaparecer, estimulada pela recessão mundial e pelo colapso da bolha das commodities", disse Edwards, 47, que trabalha em Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Bloomberg, Edwards foi considerado pela Thomson Extel o melhor estrategista mundial da Europa nos últimos sete anos. Essa mesma posição foi externada há duas semanas pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), o banco central dos bancos centrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o risco maior, pouco apontado pelos analistas. Toda crise financeira decorre de uma exacerbação da liquidez. Tem-se os ativos financeiros de um lado, os ativos reais do outro. O movimento de compra dos ativos determina seu preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o volume de ativos financeiros aumenta substancialmente, existe um aumento nos ativos reais (os bens que podem ser comprados), muitas vezes mais que proporcional (no fenômeno das "bolhas").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse movimento se dá via redução dos juros (por excesso de dinheiro disponível) que impacta os cálculos sobre o fluxo de resultados futuros da companhia: se aceito receber menos juros, significa que aceito pagar um preço maior pelos ativos. Esse movimento produziu altas substanciais no preço dos ativos mundiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um componente novo na parada, que é o aumento da demanda mundial de produtos provocado pelo fator China. Mesmo assim, o componente financeiro mantém enorme influência nos preços dos ativos. Além disso, com o mercado de derivativos, ficou extremamente difícil controlar a expansão da liquidez. Pois não se montou uma zorra justamente em cima de um dos financiamentos mais estáveis, o crédito imobiliário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema dessas crises de liquidez é que se comportam como o canhão que se desprende da corrente do navio em plena tempestade: ninguém sabe para onde vai. Os movimentos de manada são terríveis. Ora se corre para um lado, ora para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, caberia ao sistema dos maiores bancos centrais – FED, BCE, Banco da Inglaterra – coordenar essas expectativas. Mas a crise os deixou sem rumo, presos ao dilema de ou combater a inflação (provocando a deflação) ou combater a recessão (correndo risco de perder controle da inflação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se somam todos esses fatores, fica cada mais forte a hipótese da solução vir de forma traumática, na forma de uma deflação brava em cima da bolha. E aí, segundo a Bloomberg, bateria direto nas commodities internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, o superávit brasileiro da balança comercial é inteirada calcada nos commodities, especialmente na alta dos preços. Daí a importância de se montar um plano de contingência para o caso de uma queda acentuada das cotações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.projetobr.com.br/web/blog/6"&gt;http://www.projetobr.com.br/web/blog/6&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-5590069942520793306?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/5590069942520793306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=5590069942520793306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5590069942520793306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5590069942520793306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/07/o-risco-da-deflaao-mundial.html' title='O risco da deflaççao mundial'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-3254312210688971484</id><published>2008-07-01T17:17:00.002-03:00</published><updated>2008-07-01T17:39:58.541-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='keynesianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='especulação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='análise'/><title type='text'>'O capitalismo está desgovernado'</title><content type='html'>O economista &lt;strong&gt;Luiz Gonzaga Belluzo&lt;/strong&gt; é um homem muito preocupado com a conjuntura internacional e seus reflexos sobre o Brasil. Acha que a crise na economia americana está longe do fim e que exigirá um reformulação na ordem econômica mundial, em moldes preconizados há décadas por &lt;strong&gt;John Maynard Keynes&lt;/strong&gt;, um dos pais da macroeconomia, de forma a impedir que o mundo fique à mercê de flutuações de mercado, como no caso da inflação no preço dos alimentos. Participa de um seleto grupo de personalidades que mantém discussões informais, mediadas pelo &lt;strong&gt;presidente Lula&lt;/strong&gt;, sobre a situação da economia nacional e internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;  Jornal do Brasil&lt;/strong&gt;, 29-06-2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana depois de falar sobre &lt;strong&gt;O capitalismo financeiro global na entrada do século XXI&lt;/strong&gt;, no auditório do Ipea, no Rio, já no táxi rumo ao aeroporto para voltar a São Paulo, foi apresentado ao motorista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Este é o homem que queria caçar o boi no pasto na época do Plano Cruzado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, eu era contra. Eu queria era quebrar os caras que operavam no mercado de papel, vendendo pesado para acabar com eles. Mas não fui ouvido – disse Belluzzo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis a entrevista.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dificuldades nos EUA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Diante da crise que aconteceu e que ainda não terminou nos Estados Unidos, é muito provável que tenhamos pela frente um período difícil de reformas e resistência às reformas. Não está muito claro que tipo de política econômica será executada nos EUA, nem quais interesses ela vai atender, ou quais interesses ela vai ferir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Risco sem aviso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se há uma percepção por parte dos mercados de que é insustentável a situação do balanço de pagamentos, eles não esperam você exaurir suas reservas. Eles saem com tal rapidez que eles mesmos promovem a exaustão das reservas. Tenho este temor, por exemplo, diante da hipótese de, no ano que vem, apresentarmos déficit na balança comercial, o que não é uma impossibilidade. Se nos aproximarmos dessa situação, uma desvalorização abrupta seria precipitada pelos investidores que se antecipam e saem antes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Busca de rumos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos ter uma grande discussão nos próximos anos a respeito de como regulamentar este sistema financeiro que está aí, à solta. Será necessário um movimento de desconstrução do capitalismo desgovernado, e isto não vai ser resolvido pela razão econômica. Estamos num momento importante de mudanças, que não vai depender da sabedoria dos economistas, que talvez só ajudem marginalmente, sugerindo soluções para as forças sociais em jogo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bolha hipotecária 1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A história prova que estes processos especulativos que observamos não podem sustentar-se sem que se emita crédito bancário para seu suporte. Nos EUA, no caso das hipotecas, os bancos emitiam os certificados chamados CDOs ( Credit Debt Obligations) com base no crédito original. Como não havia regulamentação ou controle, começaram a catar na rua tomadores para os chamados créditos ninja (no income, no job, no assets) , porque o titular do crédito não tinha salário, trabalho ou bens de garantia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bolha hipotecária 2&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depois da valorização anormal das bolsas, que durou de 1995 a 2001, mais ou menos, ficou evidente que a lógica desse período é que a valorização dos ativos comanda o consumo. Mas a bolha mesmo ocorreu com as hipotecas imobiliárias. Este processo produziu um efeito assustador, que é a relação dívida/renda disponível. Na crise de 1929, esta relação era de 45%. Hoje nos EUA, esta relação chega a 140% e, entre os 60% mais pobres, chega a 300%. Esta situação exigirá muito tempo para ser digerida. Há a suposição de que tudo continuará como antes, depois de o banco central americano ter evitado o crash do sistema financeiro. Então nada será como antes, pois o grau de endividamento das família é uma coisa brutal. E o pior é que a taxa de desemprego americana começou a subir. E isto terá reflexos sobre o consumo que passou a ser o elemento mais dinâmico do crescimento do capitalismo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Imprevisão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depois da euforia das hipotecas e da valorização em progressão geométrica dos preços dos imóveis nos EUA, surgiu algo que não tinha sido previsto pelas agências classificadoras de risco, que apontavam como bons, com a denominação AAA, os títulos hipotecários: o preço das casas começou a cair, porque o estoque começou a crescer mais rapidamente do que a demanda. Isto afetou diretamente aqueles que já não estavam comprando casas para morar, mas para especular, e que usavam as casas como garantia de crédito para consumo de outros bens".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Especulação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não se pode deixar que os mercados financeiros tentem recuperar suas perdas em cima da crise subprime, porque há posições especulativas muito fortes com os índices dos preços das commodities".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;China &amp;amp; EUA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A dependência dos americanos diante das importações chinesas é muito grande. Mas o modelo sino-americano está num momento difícil, porque não se pode continuar com o mesmo padrão de consumo de energia e alimentos. Será necessário um mecanismo de controle, sobretudo para formação de estoques reguladores para os preços dos produtos agrícolas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Há risco de levarmos uma lambada" &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A situação do Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Brasil nunca esteve numa situação mais resguardada contra riscos econômicos do que hoje. Mas tem que ficar de olho no balanço de pagamentos e na inflação e é isto, em boa medida, o que o governo está fazendo. Temos reservas, mas não podemos esquecer que temos também ativos líquidos que podem ser convertidos rapidamente. E não podemos nos iludir: não são os estrangeiros que saem primeiro, são os brasileiros que vão para outros ativos na moeda reserva. Agora corremos o risco de o Fed (banco central americano) subir a taxa de juros e nós levarmos uma lambada no câmbio. Além disso, num caso de agravamento da crise nos Estados Unidos sofreríamos conseqüências, porque haveria uma queda nos preços das commodities, que hoje sustentam nossas exportações. Aí, teríamos de nos proteger".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Risco potencial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há quem diga que o câmbio flutuante atenua situações de risco, pode atenuar movimentos de fuga de capitais. Eu tenho cá minhas dúvidas. A idéia de que o câmbio atenue este movimento está relacionada com o papel que ele pode ter numa situação em que não haja uma integração financeira tão grande como há hoje. Os mercados financeiros se ajustam muito mais rapidamente do que os mercados reais, comércio e produção. Então, se há um estoque de ativos líquidos domésticos muito alto, como hoje no Brasil, há risco potencial de desvalorização, independentemente de a taxa ser fixa ou flutuante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desindustrialização&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alguns setores da indústria brasileira estão sendo muito afetados pela valorização do real, como o metal-mecânico e eletro-eletrônico e todos os que agora estão em déficit com a queda das exportações de manufaturas. O setor de bens de capital também está muito afetado no Brasil, a despeito do crescimento das taxas de investimento, pois as importações estão crescendo muito acima da produção doméstica. Os incentivos à importação estão atrofiando o setor de bens de capital em termos tecnológicos. Isto é uma coisa muito séria, e as conseqüências aparecem a longo prazo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Restrição no crédito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É necessário que se coloque alguma exigência de capital adicional em cima de alguns empréstimos, sobretudo para bens duráveis, para evitar que se adote uma medida geral de aumento dos depósitos compulsórios dos bancos no Banco Central. Isto prejudicaria as empresas ao afetar o giro do estoque de crédito. Teriam que ser adotadas medidas mais pontuais, que não são difíceis de tomar. Basta ter a vontade, porque isto é coisa costumeira em outros países".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Keynes atual&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No volume 27 das obras completas de &lt;strong&gt;Keynes&lt;/strong&gt; encontra-se uma proposta extremamente contemporânea. Ele tinha como idéia fundamental, depois do crash dos anos 30, que o dinheiro, a energia e os alimentos não podiam ser deixados à administração do mercado. Defendia uma moeda internacional, com uma administração centralizada, a criação de um comitê para impedir flutuações excessivas nas cotações das matérias-primas e tinha um plano bem elaborado que previa que os preços fossem mudando ao longo do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que ele propôs foi o controle da finança, ou seja, a chamada repressão financeira, que é o estabelecimento de normas, regras e critérios prudenciais que impedissem que o sistema reproduzisse as práticas que levaram ao crash de 1929. Do ponto de vista dele, estas práticas começavam pela permissão para que os capitais se movimentassem livremente entre os países".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rota de fuga&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise nos Estados Unidos forçou os bancos de investimento a procurarem rendimentos mais altos. E buscaram países com taxas de juros mais altas, como aqui no Brasil, que tem lugar de honra no pódio dos juros altos. Além disso, a moeda se valorizava, e eles ganhavam duas vezes. Eu cheguei a ousar dizer isto ao presidente do BC: o problema não é aumentar os juros, o problema é aumentar uma taxa de juros que já era muito alta. Então, o Brasil pagou um preço por isto; o real valorizou-se muito e o resultado aí está: o primeiro déficit da indústria brasileira global, redução do superávit comercial (em julho, 47% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado), e aumento do déficit em conta corrente (a previsão do Banco Central para o ano foi elevada de US$ 12 bilhões para US$ 21 bilhões), configurando o pior resultado desde 2001, chegando a cerca de 1,5% do produto Interno Bruto. Boa parte desse aumento do déficit em conta corrente decorre da remessa de lucros e dividendos por investidores estrangeiros, que cresceu desmesuradamente, aproveitando o câmbio favorável para isto. (US$ 15 bilhões de janeiro a maio, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado). O déficit na balança de turismo é assustador (US$ 4,5 bilhões até maio gastos por brasileiros no exterior, contra US$ 2,4 bilhões de gastos de estrangeiros no país)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ação nos derivativos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sobre o fluxo de capitais, tenho informações de que está relativamente baixo. E o Banco Central está comprando até acima do fluxo. O problema é que os investidores fazem operações com câmbio e juros nos mercados futuros. Então, não adianta o governo aumentar a aquisição de dólares, a menos que estimule a entrada por outra razão. Mas ele vai ter que operar com outros instrumentos, que afetem estas taxas de relação câmbio/juros, o cupom cambial, operando no mercado futuro com swaps e swaps reversos (operações complexas com potenciais taxas de valorização/desvalorização da moeda e dos juros e que, segundo o BC totalizam hoje algo em torno de US$ 23 bilhões) para forçar a valorização do dólar frente ao real. O governo tem que fazer estas operações, porque esta é a realidade dos mercados financeiros. Mas é preciso reconhecer que é difícil remar contra a maré quando a taxa de juros está muito alta e é muito difícil para o BC reverter as posições dos agentes, sobretudo dos bancos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abalo à vista?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sei se há possibilidade de um abalo maior, a curto prazo, nos Estados Unidos. Até agora, os bancos centrais estão conseguindo impedir maiores turbulências. Mas os americanos vão ter que resolver a questão do estoque de dívida das famílias, o que não é uma coisa pacífica. Mas se eles não resolverem isto, a economia não terá força para crescer. Ficarão como o Japão nos anos 90, com a economia estagnada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obama &amp;amp; Roosevelt&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A eleição de &lt;strong&gt;Obama&lt;/strong&gt; nos Estados Unidos não me entusiasma nem um pouco, porque não se trata de uma pessoa, mas de uma força social que está sendo gestada nos EUA, diante dessas famílias que já perderam ou ainda vão perder suas casas para morar em traillers, que vão ter que passar por um duro período de ajustamento. Aí lembro da difícil luta política do&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roosevelt&lt;/strong&gt; para levar adiante as reformas que concebeu durante a grande recessão e crise brutal posterior ao crash da Bolsa de Nova York em 1929. Não sei dizer se os Estados Unidos de hoje são melhores do que naquele tempo, mas desconfio que não, mesmo lutando contra o pessimismo, porque tenho dois filhos adolescentes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meta de gasto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Recentemente me atribuíram a autoria de sugestão sobre uma meta de gasto público diretamente ligada ao crescimento do Produto Interno Bruto. Na verdade, eu só me referia a uma sugestão do Armínio Fraga. Esta é uma das formas de controlar a demanda agregada, que está excessivamente estimulada neste momento. Mas ela não basta em si mesma. O que eu sugeri foi um aumento no superávit primário, portanto esterilização de recursos fiscais. Ou seja, reduzir a velocidade de crescimento do gasto público. É verdade que isto significa reduzir o investimento, por isto seria recomendável que o governo tivesse – como procurou ter, mas não conseguiu – um orçamento de investimentos que ficasse preservado e reduzisse os gastos correntes na medida do possível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lições do passado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Numa reunião do &lt;strong&gt;Fundo Monetário Internacional&lt;/strong&gt;, no ano de 1979, em Belgrado, onde estava por acaso, os europeus fizeram uma proposta para substituir o dólar como reserva internacional por um ativo emitido pelo &lt;strong&gt;FMI&lt;/strong&gt;, lastreado numa cesta de moedas, de acordo com a participação de cada um no comércio internacional. Os americanos não acharam aquilo nem um pouco engraçado e abandonaram a reunião no meio. Nosso amigo &lt;strong&gt;Paul Volker&lt;/strong&gt;, então presidente do &lt;strong&gt;Fed&lt;/strong&gt;, deve ter pensado: "Vocês estão querendo estabelecer uma ameaça ao dólar? Então vou mostrar quem tem poder". E, um dia depois de ter abandonado a reunião, elevou a taxa de juros de 6% para 12%. E, pouco tempo depois, para 14% e 21%. E nos quebrou. E os europeus tiveram de ajoelhar no milho. Com isto, os Estados Unidos recuperaram a hegemonia do dólar e também o domínio dos mercados financeiros americanos sobre o resto do mundo. Essa é a origem da desregulamentação e da globalização financeira. O&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reagan&lt;/strong&gt; valorizou brutalmente o dólar, sugou capitais de fora. Aqui, vivemos a década perdida. Nossas agruras deviam-se em boa parte ao fato de que tínhamos uma inflação alta, uma dívida externa imanejável, uma crise fiscal. Nessa penada, os EUA aumentaram brutalmente o déficit americano, que era uma brincadeira perto do que é hoje. Era 3% e hoje chegou perto de 7% do PIB. Corremos o risco de sermos ajustados pelo déficit americano. Hoje, as exportações brasileiras são apenas 15% do que foram no ano passado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Companheiro Delfim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Numa entrevista recente à &lt;strong&gt;Folha de São Paulo &lt;/strong&gt;falaram que haveria um ministério do bem referência a um grupo que debate questões importantes com o presidente da República. Não há nada disso. São apenas encontros informais em que estas questões todas são discutidas com a maior abertura, sem restrição de tema. Quanto à convivência com o &lt;strong&gt;Delfim Netto &lt;/strong&gt;(czar da economia durante boa parte do regime militar), ele é um aliado importantíssimo. Convivo com ele há muito tempo e temos opiniões muito parecidas. O Delfim nunca foi um ortodoxo monetarista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais valia à chinesa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A China já é uma economia que tem seu dinamismo puxado pelas exportações. Primeiro com produtos baratos, depois com graduação tecnológica das exportações. Exatamente como fizeram os japoneses há muitos anos: primeiro com radinhos baratos, depois com equipamentos eletrônicos sofisticados, competindo com os americanos hoje até no setor de automóveis. Só que a escala de transformação da China é muito maior. Isto permitiu que os americanos convivessem, sobretudo depois de 1995, com salários e rendimentos médios caindo, elevação do endividamento e com uma economia com grande desajuste, em que a demanda nominal, por conta do crédito, crescia à frente da renda e da produção. Sobre isto, brinquei com uns amigos do&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PCdoB&lt;/strong&gt; que ficaram indignados: é a mais valia, a produtividade do trabalhador chinês, que permitiu o aumento do consumo nos EUA e a acumulação de reservas que, recicladas, servem para financiar o déficit do balanço de pagamentos americano, comprando títulos públicos e privados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma ciência triste&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acho que eu preferiria ser saxofonista, tocar sax tenor. Pelo menos assim daria alegria às pessoas. O problema do economista é que ele sempre tem que prever as coisas ruins, falar dos riscos, de crises. A economia, como dizia &lt;strong&gt;Carlile&lt;/strong&gt;, é uma ciência triste".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Postado a pedido do professor.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-3254312210688971484?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/3254312210688971484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=3254312210688971484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3254312210688971484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-5191289149114715523?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/5191289149114715523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=5191289149114715523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5191289149114715523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5191289149114715523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/agora-que-o-semestre-acabou-eu-posso_27.html' title=''/><author><name>RRRR</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RCTXV7cJ204/SUZKpkD_SjI/AAAAAAAAAMU/QF1B9cNvlTk/S220/Pickles.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-9083150300781029363</id><published>2008-06-27T04:53:00.002-03:00</published><updated>2008-06-30T16:22:45.267-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Agora que o semestre acabou eu posso dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra mim, vozes internas é aquela feijoada me lembrando que eu almocei ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-9083150300781029363?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/9083150300781029363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=9083150300781029363&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/9083150300781029363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/9083150300781029363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/agora-que-o-semestre-acabou-eu-posso.html' title=''/><author><name>sapato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01451930409759352107</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-4543106246402853046</id><published>2008-06-23T09:49:00.003-03:00</published><updated>2008-06-23T10:01:13.586-03:00</updated><title type='text'>Conselhos de um veterano de guerra</title><content type='html'>&lt;em&gt;Formado em física, jornalista profissional e crítico por natureza, Bernardo Kucinski  conta sobre o que aprendeu durante décadas de carreira. “Jamais critique um colega. Ele não vai entender.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Giovana Romani (Nº USP 5392182)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo Kucinski pertence à panelinha dos lulistas. E também à dos professores da Escola de Comunicação e Artes da USP. Isso está longe de ser um problema. Pelo contrário. Durante um bate-papo com estudantes de jornalismo da universidade, no último dia 12, ele afirmou que fazer parte de um grupo com interesses similares, além de manter um bom relacionamento com todos os colegas, é necessário dentro do jornalismo. Curiosamente, foi até indagado por uma aluna. “Professor, e como eu faço para entrar em uma panelinha?”.  São estratégias de sobrevivência de um veterano de guerra que não sucumbiu ao regime militar e às mazelas político-sociais do país. Sem hipocrisia e fórmulas prontas, o experiente jornalista sabe hipnotizar uma platéia contando os percalços da profissão e casos exemplares de sua trajetória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialista em economia e ex-professor da USP (aposentou-se no fim de 2007), Kucinski foi por muitas vezes injustiçado. Talvez devido ao espírito crítico que fala mais alto até numa conversa informal com aspirantes a jornalistas. Na ocasião criticou os estudantes de jornalismo, a grande imprensa e o jornalismo cívico. Tudo com muito fundamento e eloqüência, que fique claro. Kucinski pode ser considerado, inclusive, um expert em críticas. Só ao presidente Lula ele as fez por quase dez anos. E com permissão oficial. Kucinski, colaborador de longa data do Partido dos Trabalhadores, foi assessor especial da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República entre 2003 e 2006. Sua função no governo era fornecer ao presidente uma análise crítica de sua relação com a mídia. “Mas jamais critique o texto de um colega jornalista”, alerta. “Há muita vaidade nesse meio.” Interessante a moral implícita na história, não é? O presidente da República pode até aceitar críticas. Um jornalista, nunca (ou raramente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conselhos, que podem até assustar os desavisados, não param por aí. Afinal, não é só de vaidade que sobrevive o jornalismo atual. No setor econômico, por exemplo, muitas vezes a compreensão do texto é difícil para os não iniciados. Nesses casos, a responsabilidade é dos próprios jornalistas. “Antes de escrever uma matéria é preciso estudar o assunto e entendê-lo completamente”, explica Kucinski. “Assim fica fácil traduzir as expressões típicas de determinada área. Quem fala difícil é porque não entendeu nada.” Outro problema é a falta de ética. “Há muito desrespeito pelas fontes e leitores”, avalia o jornalista. Ele tem razão. Acusações infundadas ou ainda sem comprovação sobre pessoas públicas ou anônimas pipocam na imprensa sem limite. Para fugir disso, a solução indicada por ele não é mirabolante ou impraticável. “Seja correto”, diz o intelectual, com a mesma simplicidade com que pede uma carona ao bairro de Pinheiros após tantas lições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-4543106246402853046?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/4543106246402853046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=4543106246402853046&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4543106246402853046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4543106246402853046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/conselhos-de-um-veterano-de-guerra_23.html' title='Conselhos de um veterano de guerra'/><author><name>Giovana Romani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13164468143904329043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-824036148977085362</id><published>2008-06-20T00:44:00.012-03:00</published><updated>2011-01-05T00:36:15.737-02:00</updated><title type='text'>O fazer jornalístico de Kucinski</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Em palestra realizada em 12 de junho, Bernardo Kucinski relatou sua experiência como jornalista &lt;/em&gt;&lt;em&gt;e afirmou ser possível ter um jornalismo econômico brasileiro&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;[Por Vanessa Maeji]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprender a ser dentro de suas possibilidades. É em torno disso que o jornalista Bernardo Kucinski apresentou sua palestra, no último dia 12, para os alunos de jornalismo da ECA-USP. Kucinski, que até ano passado dava aulas no curso, pôde ter um contato além da relação autor-leitor com os estudantes, já que um livro de sua autoria, &lt;em&gt;Jornalismo Econômico&lt;/em&gt;, foi texto-base para uma das disciplinas de graduação. Talvez por seu saber econômico já ser, teoricamente, conhecido pelos alunos que o foco não tenha sido a economia em si e centrou-se mais no fazer jornalístico. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como não podia faltar, Bernardo Kucinski deu algumas dicas práticas sobre a profissão, como evitar críticas a colegas, da necessidade de fazer parte de grupos, fora dos quais “é difícil sobreviver”, e a ser correto com fontes e com o que se escreve – em outras palavras, abusar do “fair play”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, saber lidar com as próprias etapas, para Kucinski, é essencial no jornalismo. Ele lamentou haver o jovem protótipo de jornalista que já possui um ceticismo tamanho frente ao que faz. “Ninguém precisa ser jornalista”, afirmou. Mas declarou que este profissional deve ter a “dupla capacidade de se maravilhar e se indignar”. Ele acredita que o melhor caminho talvez seja começar a profissão em veículos que permitem maior liberdade e que, assim, o jornalista possa se lapidar e aprofundar seus aprendizados sem se preocupar em seguir as regras da casa, antes de sofrer o que Kucinski considera uma espécie de “domesticação”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E esta posição de humildade em aceitar seus próprios desconhecimentos (e que, em verdade, tem um fundo egocêntrico), remete ao papel do jornalismo econômico do Brasil no cenário mundial. O professor ressaltou a inexistência deste tipo de jornalismo brasileiro, pois afirmou ser “de fora e fora de contexto” o que se conhece sob o nome de “jornalismo econômico”. É um processo similar ao que acontece com países periféricos quando se adquire o hábito sem haver produção – o que pode ser prejudicial. O professor acredita que tentar se inserir na economia sem, de fato, conhecer do que se é capaz pode se tornar um empecilho. O Brasil, por exemplo, não deve ter a mesma dinâmica nas teorias econômicas daquela de países centrais – apesar de ser afetado por elas –, pois sua economia tem características diferentes. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saber que o subdesenvolvimento não é um estágio do desenvolvimento e que um país não necessariamente avança para o último pode ser importante para se posicionar na economia global – dentro do que o país pode ser. Aceitar o aprendizado e tempo das etapas e ter consciência que elas não farão com que se torne um país central podem ser fator decisivo na constituição de uma teoria da economia propriamente brasileira. Dessa mesma forma, ter noção de que seja muito provável que não se alcance veículos maiores não diminui a importância de ter um &lt;em&gt;by line&lt;/em&gt;, uma autoria e responsabilidade naquilo que se faz. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-824036148977085362?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/824036148977085362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=824036148977085362&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/824036148977085362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/824036148977085362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/o-fazer-jornalstico-de-kucinski.html' title='O fazer jornalístico de Kucinski'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-3173882372072965656</id><published>2008-06-19T19:07:00.002-03:00</published><updated>2008-06-19T19:10:45.180-03:00</updated><title type='text'>Kucinski critica ignorância no jornalismo econômico</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ugo Pozo (Nº USP: 4903258)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jargão econômico seria uma forma de esconder a ignorância dos atuais jornalistas da área de economia, de acordo com Bernardo Kucinski. O veterano jornalista econômico, ex-professor e ex-assessor de comunicação do presidente Lula esteve na Escola de Comunicações e Artes, na Universidade de São Paulo, e, em palestra ministrada no dia 12 de junho, fez duras críticas à forma como o jornalismo é conduzido atualmente no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Kucinski, boa parte dos jornalistas da área econômica atualmente não possuem compreensão plena dos processos que noticiam. Isso os levaria a se apoiarem no denso jargão econômico para tratar de assuntos que não são capazes de explicar de uma forma clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista, porém, é contra a simplificação exagerada. “Não se deve diminuir o nível de complexidade dos processos, e sim utilizar uma linguagem simples para explicar processos complexos”, afirma. Como exemplo, Kucinski citou uma série de matérias que realizou para a Gazeta Mercantil, durante o segundo choque do petróleo, em que traduzia em termos claros o desenrolar da crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“Espião do Mossad”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kucinski também fez comentários a respeito de sua reportagem considerada mais polêmica: o caso do urânio que o Brasil vendeu ao Iraque, em 1981. “Como isso foi logo depois de Israel ter bombardeado o Iraque, no dia seguinte, os outros jornais, que não tinham condições de ir contra o poder instituído, saíram publicando que eu era um ‘espião do Mossad’ [serviço secreto israelense].”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Kucinski, que é graduado em física, tinha acesso a círculos de físicos brasileiros, em que a venda era tratada até mesmo com naturalidade. “O Estadão não quis se envolver diretamente comigo, mas me ajudou porque veio aqui no IPEN [Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares], de onde saíam os caminhões carregados de urânio, e fez uma matéria completa, irrefutável”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O fim do “monopólio da mediação” do jornalista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro tema abordado por Kucinski foi o surgimento de novas mídias e as conseqüências para o jornalismo impresso. Categórico, cravou que “o jornalismo escrito não vai morrer”, mas que o jornalista teria perdido o “monopólio da mediação da informação”.&lt;br /&gt;“Há alguns anos atrás, a [Rede] Globo [de Televisão] tinha em seu cadastro cerca de 20 mil cinegrafistas amadores. Hoje, [com a popularização da Internet e das câmeras digitais], quantos não devem ser?”, conjecturou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, a Internet é revolucionária e libertária, e traria a democratização para a área da comunicação. “Antes, o jornalista esperava pelo retorno de seus pares, como um editor que colocasse sua matéria na capa. Hoje, o retorno vem direto do leitor”, exemplificou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-3173882372072965656?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/3173882372072965656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=3173882372072965656&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3173882372072965656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3173882372072965656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/kucinski-critica-ignorncia-no.html' title='Kucinski critica ignorância no jornalismo econômico'/><author><name>ugo pozo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-663272544551111768</id><published>2008-06-19T18:59:00.002-03:00</published><updated>2008-06-20T15:34:58.643-03:00</updated><title type='text'>Kucinski: "Nunca critique um colega de profissão”</title><content type='html'>&lt;em&gt;Veterano do jornalismo econômico fala para estudantes sobre os percalços da profissão na prática.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;por André Cabette Fábio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira, dia 12 junho Bernardo Kucinski se dirigiu a uma turma de 30 alunos do segundo ano de Jornalismo da USP. No lugar da aula de Jornalismo Econômico, matéria que o próprio costumava passar e que normalmente ocorre às quintas, ocorreu uma palestra com o jornalista veterano. O comparecimento dos alunos foi incomumente alto para os padrões da turma de jornalismo noturno de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kucinski começa a palestra fazendo algumas considerações a respeito da cobertura econômica atual, em particular a respeito da volta da inflação. Para o jornalista, a cobertura que a mídia tem feito do assunto é omissa. “Todo mundo aqui [no Brasil] entende muito de inflação”, mesmo assim, diz, uma distinção importantíssima é deixada de lado. Ele ressalta que o que vemos atualmente é uma inflação causada por aumento de custos e não de demanda. Uma inflação de demanda é proveniente do aumento do ritmo de consumo maior que o ritmo de produção. Uma inflação de custos, por sua vez, é causada pelo aumento dos custos de produção, no caso isso acontece com o alardeado aumento dos preços das commodities. “é importante essa distinção porque elas [as formas de inflação] exigem remédios totalmente diferentes”. Uma saída para uma inflação de demanda é o “confisco” do dinheiro do consumidor, ou seja, diminuir seu poder de compra e, conseqüentemente, a demanda em si, daí o aumento dos juros. Para uma inflação de custos, no entanto, isso não faz sentido, “é um remédio totalmente oposto”. Nesse caso, o poder de consumo da população não é a raiz do problema, diminuí-lo com juros não seria uma solução. Pra Kucinski, a imprensa estaria omitindo essa discussão pois “é interesse dos bancos aproveitar essa crise pra retomar um processo de elevação dos juros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte da palestra, no entanto, não foi dedicada à cobertura econômica. Kucinski aproveitou a hora e meia que teve com os futuros jornalistas para passar um pouco da experiência de seus vários anos de carreira. É um retrato realista e um tanto desiludido da profissão, vindo de um homem que diz ter brigado com todo tipo de redação possível – Kucinski diz que resolveu prestar concurso para professor da USP depois que brigou com a revista Ciência Hoje. “O sistema aceita os dissidentes até um certo ponto. Passou dali o cara entra numa espécie de lista negra”. A partir disso Kucinski passa algumas dicas práticas para os futuros jornalistas se manterem no mercado com a integridade de suas idéias. “uma solução (...) é ser muito bom”, ou seja, mergulhar em cada tema que for cobrir, evitar o chamado “jornalismo tangencial”. Dessa forma o jornalista questionador compensa o fato de ser um “risco à empresa”. Ele destaca também o dever e a necessidade de ser correto com suas fontes e seus leitores. Esse é o tipo de relação que independe da empresa para qual se trabalha. Uma atitude ética atrelada a seu nome é algo que demissão nenhuma atinge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kucinski destaca também alguns cuidados quase que políticos que devem ser tomados. “O jornalismo no Brasil, como muitas coisas, é formado por panelinhas”. Entrar nessas “panelinhas” é imprescindível para manter algum apoio dentro do mercado. “Nunca critique um colega de profissão”, sob a pena de criar um atrito duradouro, também é algo que o jornalista recomenda fortemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, desse choque de jornalismo prático pelo qual os 30 alunos passaram, há uma mensagem que deixou uma impressão mais forte.&lt;br /&gt;“Vocês não podem ser grandes jornalistas num certo dia, depois, no futuro. É uma coisa que já começa na escola”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-663272544551111768?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/663272544551111768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=663272544551111768&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/663272544551111768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/663272544551111768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/kucinski-nunca-critique-um-colega-de.html' title='Kucinski: &quot;Nunca critique um colega de profissão”'/><author><name>sapato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01451930409759352107</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-1693552016290564465</id><published>2008-06-19T18:50:00.002-03:00</published><updated>2008-06-20T10:53:15.781-03:00</updated><title type='text'>Samurais da informação</title><content type='html'>12/06/08 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lia Chartouni Segre&lt;/span&gt; (n° USP 5993088)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em palestra ministrada a alunos do segundo ano de jornalismo, Bernardo Kucinski fala de ética e valores da profissão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Compromisso com os leitores e com a verdade”. Por trás da frase aparentemente batida há uma grande mensagem: pelo menos para o ex-professor de jornalismo da ECA, Bernardo Kucinski. Homem de história notável e gestos simples, impressionou os jovens futuros colegas de profissão com sua postura admiravelmente firme em um meio corrompido. O choque entre duas gerações tão antagônicas seria considerável de qualquer jeito, ainda mais pelo fato de uma das partes ter tanto a dizer a respeito do que a maioria daqueles que estavam na sala tanto ouvem falar, e querem ainda vivenciar. Se for de uma época (discutivelmente) de ouro então, nem se fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou um clássico", disse a certa altura da falação, explicando em muito sua opção de defender formas menos inovadoras de se fazer jornalismo. Sente saudades dos tempos de redação, aonde se aprendia fazendo, discutindo em um ambiente naturalmente favorável ao encontro humano e a elucubração sobre o que se acontecia além dos escritórios. Critica o jornalismo de colunas, com cada repórter na sua torre de marfim e especialidade própria. Mesmo com um discurso em vários pontos, demasiado nostálgicos e irreais para a atual conjuntura; a sua principal tecla – postura ética jornalista - é mais que atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sendo saudosista em alguns aspectos, Kucinski sempre foi lúcido quanto ao panorama da imprensa no país. A crise ética é muito mais antiga do que ele gostaria, e sim, há mais carreiristas e inconseqüentes no meio do que seria aceitável. Avisa que o que acontece hoje é longe do decente, seja entre repórteres, seja na relação repórter-empresa. Essas, diz, estabelecem um diálogo utilitarista com o funcionário. Por isso, aconselha a ser independente, se garantir com a sua agenda pessoal (em arquivos seguramente gravados em casa), coleção de reportagens, matérias, enfim: ter seu próprio método de trabalho. Tanto cuidado, perceberam os aspirantes a repórteres, não é exagero para os tempos turbulentos que estamos passando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bakumatsu: turbulência e renascimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos de redação são cada vez mais distantes: é mais que consenso hoje em dia que com a internet e as facilidades em geral de conexão (a qualquer lugar, de qualquer lugar), que não é preciso estar em alguma sede de veículo para fazer notícias. "Há uma democratização incrível", opina o jornalista, e concorda que, mais que em outras épocas, com as novas ferramentas, qualquer um faz notícia. Entre esse ser informacional e emissor e o jornalista, Kucinski acredita caber ao segundo maior responsabilidade sobre o que emite. Segundo o professor, não há como prever o futuro do ramo e do exercício profissional, mas há coisas que nunca mudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ser sempre fiel às suas fontes, respeitá-las; e aos seus leitores. Não é raro encontrar jornalistas que ao invés de fazerem entrevistas, buscam aspas ou esperam um erro para fazer manchetes curiosas, polêmicas. Só que esse profissional certamente perderá a credibilidade. Mesmo que o caminho da incorruptibilidade seja mais difícil do que a desonestidade - vigente -, ao final, você terá contatos que confiam em você - diz o experiente profissional, dando a receita que seguiu. Com essa fórmula que teve muitas portas fechadas, principalmente no começo, mas foi a que o possibilitou chegar à função de assessor da Presidência da República. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As virtudes não param por aí. Sim, é preciso ser perfeito, ou ao menos tentar errar o mínimo, pois sempre terá alguém para apontar suas falhas. Mas por isso também é bom ter amigos - e discorreu sobre a importância da panelinha como pé de sustentação para uma carreira saudável: ninguém é nada sozinho. E aconselha mais: nunca criticar os colegas. É necessário ser uma rocha, que não sucumba ao mais corriqueiro e usual, tão clichê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-1693552016290564465?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/1693552016290564465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=1693552016290564465&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1693552016290564465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1693552016290564465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/samurais-da-informao.html' title='Samurais da informação'/><author><name>Lia Lupilo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06490808071541019842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-785040442896261524</id><published>2008-06-19T18:47:00.004-03:00</published><updated>2008-06-19T18:55:49.550-03:00</updated><title type='text'>Experiências e críticas do jornalismo contemporâneo</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: georgia;font-family:verdana;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Por Pedro José Sibahi&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:78%;" &gt;O jornalista e cientista político, ex assessor da Presidência e antigo militante estudantil, Bernardo Kucinski, esteve no último dia 12 na Universidade de São Paulo, em palestra para alunos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:georgia;" &gt; Falando em tom um tanto amargado pela vida, mas jamais arrependido pelo caminho escolhido, Bernardo falou de sua experiência profissional na imprensa e na academia, deu opiniões e conselhos, fez críticas quanto à cobertura na atualidade e comentários sobre suas perspectivas para o futuro do jornal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:georgia;" &gt; De início ele apontou a necessidade de se desenvolver uma teoria do jornalismo que condissesse com as características do nosso país. Kucinski definiu o Brasil - assim como outros países em desenvolvimento - como imerso em um regime autoritário, assim, o jornalismo também necessitaria de uma “Teoria do jornalismo em sistemas autoritários”. Essa construção se faz importante pois nossa realidade não condiz com a dos países desenvolvidos, nos quais as noções de democracia e liberdade são mais desenvolvidas, assim como as forças políticas são diferentes. Fazendo uma comparação entre estes dois modelos, Bernardo falou de sua experiência no exterior. “Lá eles o querem pelo que você é. Aqui, eles precisam de você para realizar uma tarefa”. Para o ex-professor a diferença fica explícita principalmente no momento de assinar a matéria: enquanto em outros países a regra é colocar seu nome, aqui é preciso insistir muito e, muitas vezes, só ser aceito depois de "domesticado". Através dessa domesticação as empresas asseguram que nada contra os interesses da casa seja publicado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:georgia;" &gt; Falando de sua especialidade, o jornalismo econômico, Kucinski teceu diversas críticas. A principal foi quanto à elitização das publicações, fechadas sobre sí mesmas, excluindo grande parte do público através de um "economequês" que normalmente esconde a ignorância do próprio jornalista. Além disso, o poder do capital financeiro sobre as pautas das publicações tem sido muito maior do que o aceitável, refletindo o que já ocorre no próprio sistema financeiro. Hoje o Brasil é terreno de engorda para o capital internacional. “Ele chega pequeno, cresce, e vai embora.” Como a economia é dependente, o capital econômico acaba se submetendo ao capital financeiro. Isto poderia ser observado, por exemplo, na questão da volta da inflação. Segundo ele, uma importante discussão sobre qual seria o tipo da inflação que está nos atingindo, de custo ou de demanda, está sendo negligenciada pela imprensa. Assim, preserva-se o interesse do capital financeiro, personificado pelos bancos, interessado em aproveitar a situação para retomar a trajetória de crescimento dos juros, inflando seus lucros. Juros altos poderiam solucionar uma inflação de demanda, mas não resolveriam o problema de uma inflação de custo, como a que estamos vivendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:georgia;" &gt;Quando falava sobre os grandes jornais, Bernardo disse esperar que eles se tornem cada vez mais autoritários, mas que veículos alternativos tem aparecido, inclusive através de ONGs. Estes novos meios parecem ser a saída do monopólio informacional, apesar de ressalvas quanto à alguns deles e as práticas de um jornalismo menos criterioso. Pensando nas escolhas de uma carreira, ele também acrescentou que de qualquer forma é sempre importante que "o jornalista seja dono dos seus próprios meios", e ressaltou a necessidade de se criar um arquivo próprio de entrevistas, material de referência, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:georgia;" &gt; Finalizando sua palestra, Kucinski deu diversos conselhos, baseado no que vivenciou. Falou da importância que dá à ética, tanto com leitores quanto com fontes, assim como o repúdio quem tem pela chamada promiscuidade. Explicou os problemas quanto a falta de regulamentação através de uma lei de imprensa, o que leva ao uso do código civil e aos muitos processos por calúnia e difamação. Não deixou de criticar os "Cães de Guarda", colunistas que defendem o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: verdana;font-family:georgia;" &gt;status quo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:georgia;" &gt; através da imprensa, e colocou a importância de se levar a sério enquanto profissional desde cedo, comprometendo-se com o trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Citando o exemplo de um ex-aluno que fez seu TCC sobre a guerra na Indonésia, ele marcou muitos colegas com a predição de que não se deve almejar grandes trabalhos no futuro, pois os melhores jornalistas se destacam no dia-a-dia da escola.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-785040442896261524?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/785040442896261524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=785040442896261524&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/785040442896261524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/785040442896261524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/experincias-e-crticas-ao-jornalismo.html' title='Experiências e críticas do jornalismo contemporâneo'/><author><name>Pedro Sibahi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13561654368857222346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_OqdgyYHj84k/RrT5jgYzSYI/AAAAAAAAAGU/Re-ty6w96Og/s200/IMG_2191.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-4805349872161066901</id><published>2008-06-19T18:46:00.003-03:00</published><updated>2008-06-19T18:52:53.608-03:00</updated><title type='text'>Kucisnki compara jornalismo no Brasil e no exterior</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;por Pedro Maino, nº. USP 5903288&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Profissionais brasileiros se auto-censuram e nem sempre jogam limpo na visão do professor aposentado do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA/USP&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em palestra realizada no último dia 12, o jornalista econômico e ex-professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Bernardo Kucinski, falou, em palestras aos alunos do segundo ano, sobre a diferença entre os tipos de jornalismo praticados no Brasil e no exterior. Para o palestrante, que trabalhou tanto no Brasil quanto na imprensa estrangeira, há muitas diferenças entre o jornalismo aqui e nos Estados Unidos, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Kucinski, os jornalistas brasileiros são contratados apenas por seus serviços, ao contrário do que os estudantes possam pensar. “As empresas não querem você por suas idéias. Elas querem que o profissional exerça uma tarefa, enquanto as idéias cabem aos editores”, explicou o professor, que explicou a situação como um processo de domesticação do jornalista. “No período da ditadura era assim, mas isso ainda se observa nos dias de hoje”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convidado explicou ainda que os repórteres brasileiros sofrem com a auto-censura. “Aqui, o jornalista deixa de publicar algo por receio de se comprometer com a fonte e, com isso, perdê-la. É publicada então uma ‘ficção sobre o real’ e a verdadeira história só aparece depois do expediente. Só que ninguém precisa ser jornalista. Quem não quiser se comprometer pode arranjar outra profissão”, analisou, apontando o contrário em outros países. “Isso nem é cogitado por um repórter estrangeiro. Se ele tem uma informação apurada e confiável, nunca irá passar pela cabeça dele segurar esta notícia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respeito da atual ética vigente no jornalismo brasileiro, Kucinski foi crítico, afirmando que no Brasil impera a ‘ética da malandragem’. “Infelizmente, a honestidade está lá embaixo na nossa escala de valores. O profissional pensa apenas em conseguir o que precisa e tem uma relação predatória com sua fonte”. Em uma comparação com os americanos, o palestrante ressaltou que apenas dois pontos são importantes no Código de Ética deles. “Nos Estados Unidos, o jornalista deve ser correto com as fontes: buscar a verdade e jogar limpo (fair play)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre a ética e a atuação do profissional no Brasil, o professor explicou que isso faz com que as fontes tenham pavor de jornalistas. “Eles nunca sabem se você escreverá apenas o que ele disse”. No entanto, deu dicas para ganhar a confiança dos entrevistados. “No início, pode parecer mais complicado jogar limpo, mas isso te dá uma credibilidade que te diferencia dos demais no futuro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kucinski criticou ainda a relação tangencial de alguns jornalistas com o conhecimento e disse que é algo comum. “Certa vez em uma entrevista, o âncora me questionou sobre quais perguntas deveria me fazer ao vivo. Isso, obviamente, o livra das responsabilidades de se aprofundar no assunto tratado”. Ele, por outro lado, aconselhou aos alunos que façam justamente o oposto. “Jornalista bom é aquele que é informado, que sabe do que está falando e se aprofunda no tema”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a palestra, o professor revelou ainda uma série de outras dicas para que os estudantes possam se dar bem na imprensa, considerada com autoritária por ele. Uma delas se refere ao material utilizado pelo jornalista. “O brasileiro precisa fazer uso de uma ética defensiva, ou seja, deve ser dono de seu próprio material. Não pode depender de uma empresa, pois você pode ‘tomar um pé’ dela a qualquer momento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, Kucinski falou que o jornalista deve ser muito bom. “Pode parecer óbvio, mas, além de inteligente, você deve ser esperto e saber se inserir no sistema. É importante, por exemplo, não criticar, um colega de profissão. Além disso, é fundamental estar em uma ‘panelinha’. Ninguém te contrata porque você é bom, mas porque pertence a determinado grupo”. Bem humorado, o professor afirmou que, em último caso, o profissional deve montar a própria ‘panelinha’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor encerrou dizendo que ninguém será um bom jornalista em um dia, ou em um determinado momento. De acordo com ele, o talento deve aparecer durante a faculdade. “Se a pessoa não escreveu algo descente para o ‘Jornal do Campus’, (com circulação interna na Universidade de São Paulo), dificilmente escreverá algo assim no futuro”. Para Kucinski, a vida profissional começa na escola.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-4805349872161066901?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/4805349872161066901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=4805349872161066901&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4805349872161066901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4805349872161066901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/kucisnki-compara-jornalismo-no-brasil-e.html' title='Kucisnki compara jornalismo no Brasil e no exterior'/><author><name>Pedro Maino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692679439337331798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-3483358923546893500</id><published>2008-06-19T17:16:00.003-03:00</published><updated>2008-06-19T17:40:54.571-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palestra Bernardo Kucinski'/><title type='text'>Jornalismo, economia, e o que fazer com isso tudo</title><content type='html'>Por Eduardo Tavares (nº USP 4921589)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Falta uma teoria do jornalismo em sistemas autoritários”. Essa foi a tônica da palestra ministrada pelo ex-professor de Jornalismo Econômico da ECA-USP, Bernardo Kucinski na última quinta-feira (12). Na aula, Kucinski desenvolveu uma análise da atual cobertura jornalística da economia brasileira, a qual, segundo ele, se encontra deficiente. O professor também abordou aspectos da profissão jornalística, além de dar conselhos aos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De quem começou há muito tempo...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A principal carência do jornalismo brasileiro, segundo Kucinski, é o fato de que, diferentemente das coberturas em outros países, as idéias do próprio jornalista não apresentam grande relevância na elaboração das matérias. No Brasil ocorre uma “despersonalização” do jornalista, à medida que ele é “domesticado” conforme o projeto editorial da empresa em que trabalha. Kucinski, que possui uma vasta experiência na grande imprensa, criticou a atuação dos editores, que frequentemente deformam as matérias escritas pelos jornalistas, moldando os textos para adequá-los à mensagem que o veículo quer transmitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A censura que os jornalistas fazem sobre seu próprio trabalho também representa um grande obstáculo para o ganho de qualidade no jornalismo. Kucinski critica o hábito de muitos profissionais que administram a quantidade de informação a ser disponibilizada em suas matérias. Comportamentos como esse, visando algum tipo de privilégio ou prestígio ao manter informações em segredo, criam um paradoxo, já que a função do jornalista é incompatível com a atitude de impedir que a verdade completa seja propagada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao jornalismo econômico, especificamente, Kucinski o aponta como um agente de função ideológica, com o objetivo de convencer os leitores de que a situação está sob controle, quando, na verdade, não é exatamente essa a situação. O professor afirma que não há profundidade na cobertura, e o tipo de informação veiculada – e o modo como isso é feito – demonstram uma comunicação horizontal, de elite para elite. Os “jornalões”, como define Kucinski, são ainda caracterizados pela mesmice e pelo autoritarismo em seus noticiários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo comentado pelo professor diz respeito à atual discussão sobre o aumento da inflação, e as medidas do BC e do governo para conter esse aumento. A falha dos jornalistas, nesse caso, estaria no fato de não proporem reflexões sobre questões básicas, como as causas da inflação. Para Kucinski, abordagens cruciais como a demanda e os custos, que influenciam diretamente na oscilação da inflação, têm sido feitas de forma superficial. E essa insuficiência na investigação dificulta, inclusive, a procura de soluções para o aumento inflacionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra característica que denuncia a superficialidade na cobertura jornalística da economia é vocabulário utilizado nas notícias dos “jornalões”. O excesso de jargões, e o vocabulário por vezes exageradamente técnico e rebuscado significam, muitas vezes, uma tentativa dos jornalistas em esconder sua própria ignorância sobre o tema. Tal postura acaba por enfraquecer a credibilidade do jornalista, não somente frente aos leitores, mas também para com as fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;...para quem está apenas começando&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Entretanto, ainda que o autoritarismo da grande mídia seja predominante, essa situação desestimulante é compensada pelo que Kucinski aponta como o “florescimento de outros tipos de imprensa escrita”. Essas novas mídias, segundo o professor, seriam uma boa alternativa, não só para leitores, mas também para jornalistas iniciantes, por estarem menos sujeitas a serem instrumentos na luta ideológica. Por isso, o conselho do professor para os jovens profissionais é que não fiquem obcecados com a grande mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kucinski ainda exorta aos jornalistas em formação a que persigam valores fundamentais da profissão, como o respeito e a honestidade com as fontes e com os leitores, a ética na investigação e o incessante desejo de aprofundamento nos assuntos sobre os quais se escreve. E, principalmente, Kucinski enfatiza o fato de que o jornalista deve “ter a capacidade de se maravilhar e também se indignar com o que está acontecendo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-3483358923546893500?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/3483358923546893500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=3483358923546893500&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3483358923546893500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3483358923546893500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/jornalismo-economia-e-o-que-fazer-com.html' title='Jornalismo, economia, e o que fazer com isso tudo'/><author><name>Id</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04392919228651724990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.bravus.net/images/away/away_imposto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-5036061891575490028</id><published>2008-06-19T16:19:00.002-03:00</published><updated>2008-06-19T16:21:26.144-03:00</updated><title type='text'>Atividades econômicas têm cérebro no exterior</title><content type='html'>por Ricardo Balsani Ferraz, nº USP 5133540&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, as atividades econômicas são dirigidas por empresas que possuem seu centro de decisão nas grandes potências do capitalismo, de modo que aqui o jornalismo econômico não tem a mesma função que exerce em outros países. Com o “cérebro no estrangeiro”, ele pratica tão somente um minimalismo informacional, destinado a fazer ressonar as idéias de uma elite para ela mesma. Essa é a opinião de Bernardo Kucinski, jornalista e cientista político, que retornou à USP, onde lecionou, para ministrar palestra aos alunos do curso de jornalismo. Ele traçou um panorama do jornalismo econômico no país, e ensinou estratégias de sobrevivência em um ambiente que define como cada vez mais autoritário nas redações brasileiras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para Kucinski, hoje o Brasil é terreno de engorda para o capital internacional. “Ele chega pequeno, cresce, e vai embora.” Com uma economia dependente, o capital financeiro exerce domínio&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;sobre o capital econômico, o que acaba tendo implicações também para o &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;jornalismo. Isto poderia ser observado, por exemplo, na questão da volta da inflação. Segundo ele, uma importante discussão sobre qual seria o tipo da inflação que está nos atingindo, de custo ou de demanda, está sendo negligenciada pela imprensa. Assim, preserva-se o interesse do capital financeiro, personificado pelos bancos, interessado em aproveitar a situação para retomar a trajetória de crescimento dos juros, inflando seus lucros. Juros altos poderiam solucionar uma inflação de demanda, mas não resolveriam o problema de uma inflação de custo, como a que estamos vivendo.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Segundo Kucinski, esse caso demonstra que as discussões econômicas no Brasil são dominadas pelo interesse de uma elite, que mantém uma relação promíscua com o jornalismo. Ele cita as próprias manchetes de jornais para exemplificar como o grosso da população está sendo excluída do jornalismo econômico, que acaba falando ao próprio umbigo, pautado e direcionado às elites. O jornalista que inicia sua carreira em redações como essas acaba adquirindo vários vícios, como por exemplo a autocensura. Este, aliás, é apontado por Kucinski como um dos mais graves defeitos do jornalista brasileiro. Ao contrário de seus colegas estrangeiros, ele retira de seu texto as informações mais picantes ou polêmicas, o que resulta em uma ficção sobre o real, e não jornalismo.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como alternativa ao jornalista iniciante, Kucinski destaca um florescimento editorial, com o surgimento de novos veículos, e o revigoramento da imprensa alternativa. São esses &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ambientes que ele aponta como desejáveis para que um jornalista passe os primeiros anos de sua carreira, pois assim ele será menos utilizado na luta ideológica. Para ele, ser muito bom é uma das soluções para que o jornalista sobreviva no nosso mercado, e para isso ele deve aproveitar as chances que a profissão dá e mergulhar nos assuntos que trabalhar. Assim, além de se desenvolver, ele evita o que Kucinski chamou de jornalismo tangencial, que apenas fica na superfície dos temas. Para ele, o jornalista também deve se maravilhar e indignar com o que vê, evitando uma postura cética ou cínica. O jornalista que não exercita a capacidade de se comover acaba ficando fraco.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Baseado em suas próprias experiências, Kucinski aconselhou os estudantes a investirem nas relações pessoais com seus colegas de profissão. Seria importante pertencer as “panelinhas”, grupos de jornalistas reunidos por uma afinidade natural, ou um projeto em comum. Ao invés de excluir as pessoas de for, sua função seria &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a de oferecer suporte mútuo aos membros dos grupos, quando as horas não forem as melhores. Além disso, ele recomenda que os jornalistas tenham um tato especial na hora de fazer críticas a um colega, evitando, se possível, citá-lo nominalmente. Ele argumenta que elas sempre pesam para quem as recebe, e isso pode ser virar contra a pessoa que apontou os erros.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Kucinski também defendeu a ética defensiva como estratégia de sobrevivência. Ser correto com as fontes, e posteriormente com os leitores, fará com que a sociedade respeite mais o jornalismo. Para os casos em que acontecem abusos, ele defende uma legislação específica para a imprensa, pois se os jornalistas têm alguns direitos especiais, também devem ter maior responsabilidade. Para ele, muitas vezes a imprensa falta com o respeito por algumas pessoas, que são expostas, caluniadas e difamadas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-5036061891575490028?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/5036061891575490028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=5036061891575490028&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5036061891575490028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5036061891575490028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/atividades-econmicas-tm-crebro-no.html' title='Atividades econômicas têm cérebro no exterior'/><author><name>Ricardo Ferraz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04271688827495637257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-8245515929075242316</id><published>2008-06-19T16:16:00.008-03:00</published><updated>2008-06-19T16:49:24.375-03:00</updated><title type='text'>O jornalismo em sistemas autoritários</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em palestra, Bernardo Kucinski fala aos alunos sobre os vícios do jornalismo brasileiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Marcelo Osakabe - nº USP 5904511&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para quem esperava uma palestra sobre jornalismo econômico, uma surpresa. Bernardo Kucinski, professor recém aposentado do CJE, passou as quase duas horas de aula discorrendo sobre as características do modo brasileiro de fazer jornalismo.&lt;br /&gt;Num tom um tanto amargo (mas não decepcionado), ele nos contou a sua experiência tanto como profissional da área como de professor, bem como suas perspectivas e apostas para questões do campo hoje e no futuro, entremeadas de alguns conselhos para os ingressantes no mercado de trabalho.&lt;br /&gt;Ele começou nos apontando para a necessidade de se criar uma teoria do jornalismo que condissesse com as características do nosso país, uma “Teoria do jornalismo em sistemas autoritários”. Essa teoria substituiria os modelos europeu e americano, utilizados atualmente, mas que pouco têm a ver com nossa realidade.&lt;br /&gt;Kucinski trabalhou tanto na imprensa nacional como na estrangeira. “Lá eles o querem pelo que você é. Aqui, eles precisam de você para realizar uma tarefa”. A diferença, para o ex-professor, fica claro quando chega a hora de assinar uma reportagem. No exterior, qualquer reportagem vem assinada. Aqui, é necessário batalhar muito para pôr seu nome numa matéria. E isso aconteceria somente após o que ele chamou de “processo de domesticação”, em que a um jornalista só é permitido assinar depois de mostrar que não vai contra os posicionamentos da casa.&lt;br /&gt;Essa espécie de autocensura embutida a força faz com que o jornalista brasileiro guarde algumas coisas para si, apesar de a sua função social seja revelar, algo contraditório e que simplesmente não existe lá fora. A verdadeira história só é revelada depois, naquela conversa depois do expediente. O que sai na matéria é apenas uma ficção sobre o real, incompleta.&lt;br /&gt;O ex-professor criticou severamente o noticiário financeiro, dizendo que é escrito de elite para elite e que profissionais da área se escondem atrás do “economês” para não demonstrar a sua incompreensão do assunto. Explicou ainda como o jornalismo econômico é pautado pelo capital financeiro há anos e como se tornou extremamente viciado, entrevistando sempre o mesmo grupo de “entendidos”, que também fazem parte do jogo e que defendem interesses.&lt;br /&gt;Deu como exemplo a recusa dos grandes jornais em tratar a recente aceleração da inflação como provocada por um aumento dos custos e não da pressão da demanda. Essa omissão deliberada vai de encontro com o desejo do sistema bancário, que, com os juros cada vez mais baixos, temia ter que mudar a matriz de negócios que o norteou durante anos no país, a saber, lucrar quase que exclusivamente financiando a dívida pública brasileira, que rendia os “juros mais altos do planeta”, em vez da produção.&lt;br /&gt;Kucinski ainda disse que a tendência dos jornalões é ficarem cada vez mais autoritários, mas que diversos veículos novos estão surgindo, publicações que não são usados como instrumento ideológico e que por isso permitem que os jornalistas tenham mais liberdade na hora de escrever e assinar matérias.&lt;br /&gt;Daí em diante, passou a responder perguntas e dar conselhos aos alunos. Disse que precisávamos, antes de tudo, ser muito bons: aprofundar nos temas novos, descobrir fontes, conciliar sucesso pessoal e conduta ética. Emendou conselhos como “nunca criticar um colega de trabalho ou discutir com o editor” com outros mais espantosos do tipo “Se você não acontece logo na escola, não acontece nunca mais”. Falou da importância de se participar de uma “panelinha” e que o jornalista deve adotar uma ética defensiva (ser dono dos próprios instrumentos) para com os jornais.&lt;br /&gt;Questionado sobre Lei de Imprensa (ou a sua supressão), explicou que a grande diferença entre ela e o código civil é que a primeira trata dos erros no caso específico do jornalismo, que ocorrem de um modo proporcionalmente diferente. “A calúnia pode ser justamente absolvida caso se dê o direito de resposta em igual condição”. Por fim, afirmou que a interface entre jornalismo e ONGs é muito interessante (mas duvida que esse jornalismo engajado vai algum chegar a tocar em questões estruturais) e lamentou o esvaziamento das redações, antes espaço de troca e aprendizado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-8245515929075242316?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/8245515929075242316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=8245515929075242316&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8245515929075242316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8245515929075242316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/o-jornalismo-em-sistemas-autoritrios.html' title='O jornalismo em sistemas autoritários'/><author><name>marcelo osakabe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16813364201646461852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-5854115762457369141</id><published>2008-06-19T16:08:00.002-03:00</published><updated>2008-06-19T16:13:48.700-03:00</updated><title type='text'>O jornalismo como ele é</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em palestra a estudantes da ECA-USP, Bernardo Kucinski revela o lado prático da profissão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Juliana Varella Reginato, nº USP5402522&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O curso de Fundamentos da Economia teve sua última aula na quinta-feira, dia 12 de Junho. Convidado a expor uma palestra ao grupo, o professor recém-aposentado Bernardo Kucinski surpreendeu os estudantes de jornalismo com cerca de duas horas de conselhos práticos sobre o dia-a-dia da profissão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O primeiro ponto abordado foi o ensino. O ex-professor criticou a falta de uma teoria de jornalismo genuinamente brasileira, e explicou que os modelos usados são geralmente de outros países, onde a realidade da profissão é bem diferente. Isso, frisou, contribui para o desencanto dos jovens, que saem das faculdades com uma noção irreal do trabalho, e encontram um ambiente conservador, que valoriza o jornalista mecânico, cumpridor de tarefas. “Aqui, é preciso conquistar o direito de assinar, de ter idéias”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A economia, como esperado, também foi alvo de comentários, curtos porém esclarecedores, do especialista. Ele classificou o Brasil como “terreno de engorda” dos capitais estrangeiros, já que aqui se aplicam investimentos, mas não se fixa a renda. Concluiu que, se tanto os capitais quanto os centros de decisão das grandes empresas não estão no país, a economia brasileira permanece altamente dependente. Em seguida, destacou a desigualdade econômica interna do país, que se reflete no jornalismo, com jornais feitos por uma elite que só consegue falar às elites. Também foi pautada a influência negativa dos grandes bancos sobre os jornais diários, que acostumaram-se a omitir informações importantes à população, por serem indesejadas e possivelmente prejudiciais a eles.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Num momento mais otimista, o ex-professor esforçou-se em traçar um panorama das possibilidades para o jovem jornalista. Alertou que, nos grandes jornais, tem crescido o autoritarismo e decrescido a qualidade, com páginas recheadas de pautas previsíveis e textos superficiais. Lembrando que o jornalista de campo não é tão responsável por essa falha quanto a linha editorial, que o molda. A boa notícia é que as pequenas revistas, especializadas ou alternativas, estão seguindo o caminho contrário, crescendo e caprichando no conteúdo. Começar nesses espaços, aconselha Kucinski, pode ser muito mais gratificante do que na grande mídia. Isso porque, em geral, as revistas de menor porte tendem a dar mais espaço ao jornalista, e mais liberdade para que ele tenha opinião. Assim, com a possibilidade de errar e responder pelos próprios erros, fica muito mais fácil aprender e evoluir.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Diante de um cenário tão limitado, os alunos começaram a se perguntar se haveria uma saída, à qual respondeu o convidado com uma lista de conselhos. “Para sobreviver no mercado, primeiramente, seja muito bom.” A frase, aparentemente óbvia, despertou expressões de dúvida nos ouvintes, atentos. O palestrante prosseguiu, explicando que o jornalismo brasileiro tem perdido muita qualidade pela ausência de certas atitudes. Uma delas, continuou, é aproveitar as oportunidades de aprendizado. Deixar de lado a matéria superficial e empenhar-se em estudar realmente o assunto tratado, pois aquele conhecimento poderá ser útil na vida pessoal ou profissional. Outra atitude imprescindível, segundo ele, é sentir. Maravilhar-se e indignar-se com a mesma intensidade, tornando a profissão mais prazerosa e o resultado muito mais rico.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O ex-professor pincelou ainda outros conselhos preciosos aos aspirantes a jornalistas. Comentou a importância de ser ‘correto’ com as fontes e com os leitores, evitando o seu afastamento e facilitando a obtenção de futuros depoimentos. Afinal, a desconfiança causada por palavras distorcidas e conversas gravadas sem aviso mancham a imagem do jornal e do jornalista, até mesmo como pessoa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Entre discursos e conversas, o palestrante revelou experiências pessoais, das quais aprendeu algumas das lições que agora repassava aos alunos. Uma delas, a de jamais criticar um colega de trabalho. Discordar do editor pode ser, muitas vezes, um erro irreparável. “Para evitar situações como essa, o melhor é tomar todo o cuidado antes de entregar uma matéria.” Com isso, explica, evita-se que o superior faça muitas alterações no texto. Se, ainda assim, elas forem feitas, ele sugere que não se discuta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os últimos momentos da aula foram marcados por discussões mais fervilhantes, como sobre a lei de imprensa e a internet. Ao primeiro tema, o ex-professor respondeu com uma crítica aos jornalistas. “Temos muito privilégio, mas é preciso ser mais responsável (com os direitos alheios, como o de imagem)”. Sobre a internet, Kucinski aposta na permanência do jornalismo impresso, mas defende a versão online como uma nova satisfação para quem escreve. “Antes, o jornalista só interagia com o editor; agora o leitor está muito mais próximo”. Não se sabe ao certo como as novas ferramentas serão incorporadas pelo jornalismo, nem como será o mercado quando esses alunos saírem das salas de aula. O futuro, de fato, assusta e intriga. Mas um toque de experiência pode tornar o processo da descoberta, no mínimo, menos doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-5854115762457369141?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/5854115762457369141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=5854115762457369141&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5854115762457369141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5854115762457369141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/o-jornalismo-como-ele.html' title='O jornalismo como ele é'/><author><name>Juliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00567498033731986093</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-8833161128461422555</id><published>2008-06-19T16:02:00.001-03:00</published><updated>2008-06-19T16:04:03.824-03:00</updated><title type='text'>Acima de tudo, um amante do ofício</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;Por Tatiane Cristina Ribeiro (n° usp 5903034)&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bernardo Kuscinki demonstrou sua relação de amor e ódio com o jornalismo em palestra eloqüente&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Amar o jornalismo não parece ser muito difícil. Mas só parece. Uma profissão com tantos nuances e tantos “debaixo dos panos” faz com que muitos desistam e muitos acabem por se render ao sistema. Esse é o diagnóstico de Bernardo Kucinski, jornalista e ex-professor da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP). Apesar de parecer um daqueles que cansou do sistema, ele demonstra que lutar contra ele é ser um bom jornalista.&lt;br /&gt;Falando sempre sobre a importância da profissão para o mundo atual, ele contou histórias sobre a sua jornada pelo mundo jornalístico, apresentando sempre um discurso de dignidade e abertura na profissão. Para Kucinski, um jornalista não deve usar as informações que tem como trunfos e guardá-los, mas sim exercer seu dever: o de informar.&lt;br /&gt;Ao falar de jornalismo econômico, ele lançou duras críticas ao modelo atual, acusando os jornais econômicos de serem usados apenas para disseminar ideologias, sem informar as verdadeiras mazelas da economia mundial. Feitos diretamente para as classes dominantes, jornais como DCI e Gazeta Mercantil só repetem aquilo que os detentores da renda no país já dizem, e camuflando políticas que podem prejudicar o país.&lt;br /&gt;Sempre dando dicas aos estudantes que o ouviam, Kucinski mostrou que ser contra a situação atual não é apenas reclamar todos os dias do que lemos nos jornais, mas sim lutar por um jornalismo justo, sincero e que inclua toda a população. Nunca camuflando, mas mostrando a verdade, doa a quem doer.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-8833161128461422555?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/8833161128461422555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=8833161128461422555&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8833161128461422555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8833161128461422555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/acima-de-tudo-um-amante-do-ofcio.html' title='Acima de tudo, um amante do ofício'/><author><name>Tatiane Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04303417250402591402</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-7899341683301859741</id><published>2008-06-19T14:51:00.002-03:00</published><updated>2008-06-19T15:06:48.663-03:00</updated><title type='text'>"É uma inflação de custos, e não de demanda", diz Kucinski</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Ricardo Régener - Nº  USP 5902930&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em Palestra a alunos da Escola de Comunicações e Artes da USP, o Professor Bernardo Kucinski fala sobre o retorno da Inflação , discute as diferenças com outros períodos  e faz uma crítica à cobertura da imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;td&gt;&lt;h2&gt;"Há uma promiscuidade muito grande entre jornalistas e fontes"&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;"Ninguém precisa ser Jornalista por ser, se for pra escamotear a verdade, não seja"&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Estamos vivendo uma volta da inflação", constata o Professor Bernardo Kucinski, introduzindo o tema sisudo em um tom didático e informal. Em conferência com alunos do curso de Jornalismo da ECA-USP, durante o mês de junho, o professor Bernardo Kucinski traçou um panorama do retorno do "Dragão Inflacionário" ao cotidiano dos brasileiros. Kucinski, que já prestou assessoria sobre Assuntos Estratégicos para a Presidência da República, enfatiza que vivemos um quadro inflacionário muito distinto de ocasiões anteriores: "Trata-se de uma inflação de custos, e não de demanda".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o professor, a inflação de demanda, mais comum em períodos históricos passados, ocorre quando as pessoas estão com dinheiro demais, consumindo, e não há oferta suficiente. Nesse caso torna-se necessária a imposição de impostos, a queda de salários, o aumento da taxa de juros, entre outras políticas comumente adotadas. A Inflação de Custos, no entanto, ocorre devido ao aumento, por motivos diversos, dos preços de produção, “ela representa em si o confisco do dinheiro do povo, o cidadão vai consumir de qualquer forma certos produtos, mas vai ter que pagar um pouco mais por eles (...) ela por si já derruba a demanda, já faz que as pessoas tenham menos dinheiro pra gastar com outros bens".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Kucinski, essa distinção é de suma importância pois "ela [a inflação de custos] exige um remédio totalmente diferente". No entanto, a adoção de políticas mais condizentes com tal realidade está dificultada em parte devido a atuação dos Jornalistas na cobertura da crise; conforme o professor “[a mídia] está omitindo deliberadamente o fato de que se trata de uma inflação de custos”, e isso se deve a “uma promiscuidade muito grande entre Jornalistas e Fontes”. Kucinski critica o fato dos profissionais de jornalismo terem sempre as mesmas fontes, o que os faz, em muitos momentos, meros difusores dos interesses dos bancos. A estes o professor associa o principal interesse pela omissão de nuances aprofundadas da crise: “É de interesse dos bancos aproveitar essa crise pra retomar o processo de elevação dos juros, não é conspiratório, é uma coisa que vai acontecendo naturalmente, e precisa ter uma certa perspicácia pra perceber".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decorrer da palestra, além de falar sobre inflação e criticar incisivamente a ação dos Jornalistas nessa cobertura, Kucinski também deu muitas dicas práticas para a formação de profissionais ao mesmo tempo bem-sucedidos e honestos. “Ninguém precisa ser jornalista só por ser. Se for pra escamotear a verdade, não seja”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-7899341683301859741?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/7899341683301859741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=7899341683301859741&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/7899341683301859741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/7899341683301859741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/uma-inflao-de-custos-e-no-de-demanda.html' title='&quot;É uma inflação de custos, e não de demanda&quot;, diz Kucinski'/><author><name>Ricardo Régener</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16900397650812613031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-4888479539627930450</id><published>2008-06-19T14:24:00.012-03:00</published><updated>2008-06-20T20:06:12.300-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kucinski'/><title type='text'>Kucisnki revela as verdades do jornalismo em palestra</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Ex-professor do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA/USP critica o jornalismo brasileiro e revela as minúcias do mundo das redações&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Francisco Laurentiis (número USP: 5904504)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.revistadobrasil.net/rdb6/images/edicao_6/midia_bernardo.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.revistadobrasil.net/rdb6/images/edicao_6/midia_bernardo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na última quinta-feira (12/06), Bernardo Kucinski, jornalista de renome internacional e atual &lt;em&gt;ombudsman&lt;/em&gt; do Jornal do Campus (feito pelos alunos do curso de jornalismo da Escola de Comunicações e Artes) deu uma palestra descontraída, mas sobre temas sérios, aos alunos da disciplina Fundamentos de Economia. Na conversa, o ex-professor de economia da ECA, que se aposentou no final de 2007, abordou não apenas a economia mundial, principal foco do curso, mas também os problemas nas coberturas jornalísticas feitas pelos grandes veículos e o sistema autoritário das redações. Ele ainda deu dicas aos estudantes de como se destacar em um mercado de trabalho acirrado como é o do jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kucinski tem autoridade de sobre falar sobre o mundo do jornalismo. Sua experiência em meios de comunicação nacionais, como a Veja e a Gazeta Mercantil, e estrangeiros (como o jornal The Guardian e a rede de televisão BBC, ambos da Inglaterra), além de seu trabalho como escritor (é autor de &lt;em&gt;Jornalismo Econômico&lt;/em&gt;, publicado pela Edusp, entre outros), são provas disso. E, logo no início da palestra, declarou com a sinceridade quem nunca lhe faltou em muitos anos de profissão: “&lt;em&gt;Falta uma ideologia jornalística genuinamente brasileira&lt;/em&gt;”. Segundo o ex-professor, os valores do jornalismo nacional são importados dos Estados Unidos e da Europa e nossas principais publicações estão sempre copiando o que fazem as estrangeiras. Ele também comparou o jornalismo brasileiro com a economia do país: “&lt;em&gt;A economia do Brasil é guiada e direcionada pelos estrangeiros&lt;/em&gt;”, já que as decisões econômicas mais importantes não são tomadas no país, mas nos países estrangeiros. Kucinski completou dizendo que o Brasil é um “terreno de engorda” do capital estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, o jornalista fez críticas ao sistema autoritário imposto pelas redações brasileiras. Segundo o palestrante, os editores, “responsáveis pelas idéias”, são meros “cortadores”, “canetadores” de matérias, enquanto os jornalistas, “responsáveis por todo o trabalho”, são os “cordeirinhos” das redações: eles só assinam as matérias se seguirem à risca os manuais técnicos e ideológicos dos veículos, são muitas vezes obrigados a se “autocensurarem” para evitar problemas jurídicos para os veículos e não se aprofundam nos assuntos abordados para “não complicar” para os editores. Kucinski também destacou um dos piores hábitos do jornalista brasileiro: “&lt;em&gt;Jornalista brasileiro gosta de formar ‘panelinhas’ redações&lt;/em&gt;”. Como jornalista, ele garante que isso atrapalha principalmente a troca de informações entre os profissionais e desestabiliza o ambiente de trabalho na redação. O palestrante ainda se mostrou um severo defensor da ética no jornalismo: “&lt;em&gt;O profissional de mídia deve ser sempre correto e honesto com suas fontes, e também não deve criticar colegas de profissão&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalismo econômico brasileiro também foi tema da palestra. Kucinski destacou que os as notícias do caderno de economia são muitas vezes persuasivas, enganosas e pouco compreensíveis para maior parte da população. Ele também critica o excesso de jargões utilizados pelos jornalistas da área: “&lt;em&gt;Usar jargões é uma forma de mascarar a própria ignorância perante um assunto&lt;/em&gt;”. A seleção de valores empregada no caderno econômico foi definida por Kucinski como negligente: “&lt;em&gt;Há excessiva promiscuidade entre editores, jornalistas e o capital financeiro&lt;/em&gt;”. Para o palestrante, muitos assuntos não aparecem no caderno de economia pois não interessam à “elite” para quem essa parte do jornal é dirigida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os alunos que esperavam ver uma palestra sobre o “romantismo” do jornalismo e a crise econômica contemporânea, as críticas ácidas de Kucinski podem até ter soado um pouco exageradas. Mas a sinceridade de jornalista, aliada à boa argumentação do professor, mostraram as verdades por trás das redações e advertiram os futuros jornalistas da ECA sobre o que vão encontrar daqui a algum tempo. Kucinski falou a verdade, como sempre fez em sua carreira, e como deve fazer todo jornalista, não importando a ocasião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-4888479539627930450?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/4888479539627930450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=4888479539627930450&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4888479539627930450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4888479539627930450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/kucisnki-revela-as-verdades-do.html' title='Kucisnki revela as verdades do jornalismo em palestra'/><author><name>Butico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03869425848883678381</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_Zn6WmeucRig/SkDul0QJsII/AAAAAAAAAFQ/WkQTM8IHRm0/S220/Uhuhuhuhu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-8288903797333618905</id><published>2008-06-19T14:23:00.003-03:00</published><updated>2008-06-19T14:26:59.624-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kucinski'/><title type='text'>Conselhos a um jovem jornalista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em palestra a estudantes, o ex-professor Bernardo Kucinski falou dos desafios do jornalismo no país.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Bruno Benevides (nº USP: 5903969) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;O ex-professor da Universidade de São Paulo (USP) Bernardo Kucinski destacou a importância da honestidade no jornalismo e mostrou as dificuldades para um profissional defender suas idéias. Em palestra intitulada “Jornalismo em sistemas autoritários”, dada para alunos do curso de jornalismo da USP, ele destacou que no Brasil um repórter costuma receber pressão de diferentes grupos, mas que a tarefa dele é divulgar as informações.&lt;br /&gt;Para Kucinski o que caracteriza o Brasil como um sistema autoritário é a nossa economia dependente do exterior, uma vez que os centros de decisão das empresas não estão aqui. Ele diz ainda que o país serve como “terreiro de engorda do capital estrangeiro”, de modo que investidores internacionais ganham dinheiro e depois vão embora, sem deixar qualquer legado.&lt;br /&gt;Esta estrutura, ainda segundo ele, traz dificuldades ao jornalista, principalmente o de economia, pois o capital financeiro acaba exercendo grande pressão para que a mídia não trate de assuntos potencialmente desagradáveis para os investidores. Isto geraria um conflito, pois a tarefa do repórter é revelar informações, ao mesmo tempo que é pressionado para escondê-las. Para Kucinski muitos profissionais acabam fazendo uma “auto-censura”, o que significa que ter cuidados excessivos ao fazer as matérias, segurando informações que poderiam causar problemas para algumas pessoas ou grupos.&lt;br /&gt;O resultado de tudo isso acaba refletido na grande imprensa, defende Kucinski. Ela estaria repetitiva e autoritária, desrespeitando os leitores. Ele acusa esta, também, de fazer uma “ficção sobre o real”, de tratar apenas da elite, dela mesma e esquecer o mundo real. Para ele a função do jornalista deveria ser persuadir a população para o debate, municiando-a com informações.&lt;br /&gt;Kucinski, que já trabalhou em veículos como Veja e The Guardian e se aposentou da USP no ano passado, criticou ainda a falta de uma teoria jornalística nacional. O jornalismo brasileiro se basearia em teses estrangeiras que são inadequadas à nossa realidade. Isso porque essas teses vêm de países que não são dependentes, o que muda completamente a estrutura social e de poder. “(Os veículos de comunicação) não querem você por suas idéias, querem você para fazer uma tarefa”, diz ele, completando que “quem tem as idéias é o editor, o dono”. Em outros países não dependentes, como os EUA e as potências européias, o jornalista seria contratado exatamente a partir de suas idéias e convicções. Apesar de todas as críticas que fez, Kucinski vê algumas saídas no jornalismo. O mais importante é “não ficar obcecado pela grande imprensa”, tentando assim achar seu espaço. Para ele o florescimento de outras modalidades, como a Internet e as revistas de nichos específicos, é um bom caminho. Destaca ainda que é importante ser correto e ético tanto com as fontes quanto com os leitores, finalizando que o jornalista deve “tanto se maravilhar quanto se indignar com o que vê”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-8288903797333618905?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/8288903797333618905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=8288903797333618905&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8288903797333618905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8288903797333618905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/conselhos-um-jovem-jornalista.html' title='Conselhos a um jovem jornalista'/><author><name>Bruno Bene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03845003647109212774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-8113230783604310522</id><published>2008-06-19T14:01:00.002-03:00</published><updated>2008-06-19T14:07:26.170-03:00</updated><title type='text'>Ex- professor da ECA dá palestra a estudantes</title><content type='html'>Fernanda Braite&lt;br /&gt;número usp: 5902947&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bernardo Kucinski critica a grande mídia e dá conselhos sobre a profissão do jornalista&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa última quinta-feira, dia 12 de Junho, Bernardo Kucinski, jornalista e ex-professor da USP, ministrou uma palestra aos estudantes de jornalismo da ECA. O tema partiu de economia e seguiu analisando a profissão do jornalista, com conselhos e dicas aos futuros profissionais. Kucinski começou sua palestra destacando a desigualdade social em que vivemos e como isso influencia no jornalismo. “Se vocês trabalham nos jornalões,” disse o professor, “ (...) estão escrevendo em um jornal que fala do próprio umbigo. Estão falando de uma elite para uma elite, não tem nada a ver com o povo”. Isso influencia não apenas o foco e os temas a serem tratados nos jornais mas também o que não deve ser falado. “Nesses últimos 10 anos, há um domínio muito notável e impressionante do capital financeiro sobre o jornalismo econômico. Ele praticamente pauta os jornais.”, diz Kucinski, e como exemplo disso citou o atual retorno na inflação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Embora seja normal sempre haver uma inflação de fundo, atualmente ela vem subindo e atingindo outras faixas. Apesar de todos os jornalistas entenderem muito bem a situação, estão omitindo deliberadamente o fato da atual crise de preços ser resultado de uma inflação de custo, e não de demanda. “Essa distinção é importante porque elas exigem remédios totalmente diferentes.”, frisa Kucinski. Uma inflação de custo se dá quando o preço sobe devido a um aumento no custo de produção. Isso representa um confisco de dinheiro público, pois não podemos deixar de consumir certos produtos, e acabamos pagando mais, mesmo com o preço elevado. Nesse caso, não se deve tomar medidas de confisco, pois a situação em si já derruba a demanda e já acarreta em menos dinheiro para a população gastar em outros bens. Já uma inflação de demanda se dá quando as pessoas estão comprando demais e não há oferta suficiente. Aí sim, é necessário impor um imposto, diminuir salários ou aumentar as taxas de juros para que as pessoas tenham de pagar mais pelos bens e, conseqüentemente, diminuir a demanda. É uma solução completamente oposta da necessária para uma inflação de custo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isso porém, não é mencionado nos jornais e não está em discussão. O motivo é o interesse dos bancos em aproveitar a inflação para elevar as taxas, mantendo a ignorância da população sobre o fato de que essa inflação de custo não se revolve com o aumento de juros. “Os juros iam caindo, (...) as pessoas estavam indo para a poupança. Então eles aproveitaram a crise para retomar o estado de juros absurdamente altos.” Por conta disso, nenhum jornal publica nem discute o tipo de crise e inflação que estamos passando. Essa podagem do que se pode ou não escrever, porém, depende do veículo onde se trabalha. Segundo o palestrante, vivemos uma contradição no jornalismo: enquanto os grandes jornais estão cada vez mais autoritários e jornalistas são demitidos por não quererem seguir as rédeas da empresa, está havendo um grande crescimento de outras modalidades de imprensa escrita e novos mercados para se escrever. “É muito importante não ficar obcecado (para trabalhar) na grande imprensa”, sugere Kucinski. E aconselha que o ideal é começar por veículos que são menos usados na luta ideológica, onde há mais liberdade para se desenvolver como jornalista, para “só depois enfrentar a barra pesada na telinha da Globo, na Folha, na Veja, e nesses lugares que são realmente massacrantes”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para Bernardo Kucinski, o bom jornalista é aquele que se aprofunda o máximo nos assuntos que vai tratar e é honesto com a fonte e com o leitor. Além disso, é bom procurar pertencer a grupos de influência e evitar criticar colegas de profissão. O professor também elogiou a profissão e definiu o profissional do jornalismo com paixão: “O jornalista tem que ter a dupla capacidade de se maravilhar e se indignar com as coisas”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-8113230783604310522?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/8113230783604310522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=8113230783604310522&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8113230783604310522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8113230783604310522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/ex-professor-da-eca-d-palestra.html' title='Ex- professor da ECA dá palestra a estudantes'/><author><name>Salem Zamenaph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12403726199944483687</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-7088715760756943116</id><published>2008-06-19T11:09:00.005-03:00</published><updated>2011-01-05T00:37:13.519-02:00</updated><title type='text'>Namorando o jornalismo, por Kucinski</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vandson Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em palestra para alunos de jornalismo da USP, professor Bernardo Kucinski demonstra bom humor, simplicidade e indica rumos para os jovens que escolheram a profissão.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 de junho, quinta-feira, dia do namorados. Talvez não parecesse o dia mais indicado para uma palestra de economia, quando muitos estavam por demais preocupados nos presentes dados e recebidos – e aqueles que não tinham a quem dar ou de quem receber presentes por demais preocupados em demonstrar que nem ligavam para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Bernardo Kucinski, sorriso aberto a todos que entravam na sala onde começaria sua palestra - mesmo aos atrasados - , ministrou a disciplina de “Jornalismo Econômico” nessa mesma universidade, com as mesmas portas amarelas e barulhentas, durante 11 anos, e agora voltava, para um “bate-papo”, segundo o próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu discurso, ao mesmo tempo realista e apaixonado sobre essa profissão, por vezes tão controversa, ganhou os presentes logo de início, ao elucidar de forma clara o funcionamento da maioria das grandes redações do país, onde “querem pessoas que cumpram tarefas, não que tenham personalidade. Há um processo de domesticação que só permite que se assine a matéria depois de passar por essa ‘lavagem cerebral’. Por isso, aconselho os jovens a começarem por veículos menores, que lhes dêem a possibilidade de uma escrita mais livre, assim desenvolvendo um estilo próprio, e ganhando respeito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter a dupla capacidade de se maravilhar e se indignar com as coisas. Para Kucinski, optar pelo jornalismo não é apenas escolher uma carreira, mas se oferecer a uma causa, pois “ninguém precisa ser jornalista, só por ser. Se for pra escamotear a verdade, não seja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua afirmação vem de encontro às angústias de muitos iniciantes, ávidos por fazer de sua profissão um meio de promover a justiça social, mas que, ao ingressarem nos grandes veículos, encontram um cenário onde o exercício crítico é desestimulado, e a escalada na carreira se dá muito mais por uma maleabilidade, onde quem ‘abraça’ as posições da empresa, muitas vezes delineadas por interesses escusos, é promovido. “Há uma promiscuidade, uma defesa nos interesses próprios que não condiz com o exercício do jornalismo. Os ‘cães de guarda’ defendem o sistema; não se fala do que não é do interesse dos parceiros e, por isso, no noticiário econômico, imperam as entrevistas ligadas ao setor financeiro; não se conta tudo o que se sabe; usa-se uma linguagem truncada, feita para iniciados, muitas vezes escondendo o simples fato de que o jornalista não entendeu o que está dizendo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Bernardo Kucinski, apesar de todos os percalços, se mostra otimista com o futuro, em especial com o advento das novas tecnologias, que baratearam os custos de produção dos veículos, revigorando a existência de uma imprensa alternativa. Maior liberdade demanda maiores responsabilidades, e é necessário ter ciência disso: “Ser correto com as fontes e com os leitores e evitar a ‘ética da malandragem’ geram credibilidade. Se você omite uma informação, é diretamente responsável pelas conseqüências de uma possível tragédia. É preciso assumir o que se escreve”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-7088715760756943116?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/7088715760756943116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=7088715760756943116&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/7088715760756943116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/7088715760756943116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/namorando-o-jornalismo-por-kucinski.html' title='Namorando o jornalismo, por Kucinski'/><author><name>Theodoro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-4845121081344282810</id><published>2008-06-19T06:02:00.004-03:00</published><updated>2008-06-19T06:43:38.030-03:00</updated><title type='text'>Kucinski mostra a trilha para um bom jornalismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por: Renato Santino&lt;br /&gt;nºUSP: 5902972&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião de Bernardo Kucinski, as perspectivas atuais do jornalismo brasileiro são bastante preocupantes. Aposentado desde o fim de 2007, o ex-docente responsável pelas aulas de Jornalismo Econômico na Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo, originalmente graduado em Física, mas doutorado em Ciências da Comunicação, trabalhou em grandes veículos de comunicação brasileiros e estrangeiros e chegou ao posto de assessor de comunicação do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Em palestra ministrada aos estudantes de sua antiga disciplina, o ex-professor pôde debater sobre os rumos do jornalismo e apresentou um panorama crítico sobre o exercício da função nos dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a palestra, ministrada na última quinta-feira, dia 12 de junho, o conferencista criticou duramente a ausência de uma teoria do jornalismo autenticamente brasileira. Desta forma, o modelo jornalístico brasileiro acaba fatalmente atrelado aos manuais norte-americanos e europeus, o que acaba por descaracterizar o jornalista do nosso país, o qual é limitado por teorias que não se adequam à nossa realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor do livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jornalismo Econômico&lt;/span&gt;, publicado em 1996 pela Edusp, ainda comenta um problema recorrente quando se trata desta vertente do jornalismo que é abordado no livro supracitado, que é o do “economês”, linguagem formada por jargões, sobre os quais Kucinski afirma que são “uma maneira de esconder sua própria ignorância”. Ininteligível pela maioria da população, este rebuscamento acaba por afastar o leitor comum, que perde o interesse em um conteúdo importante para análise da situação de um país. Desta forma, o jornalismo econômico, feito pela elite, define um público-alvo: a própria elite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kucinski ainda explica a relação entre o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;byline&lt;/span&gt; (assinatura do autor da matéria) e a perpetuação dos padrões elitistas do jornalismo econômico. Para ele, há um grande esforço para se conseguir o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;byline&lt;/span&gt;, mas para alcançá-lo, é necessário seguir as regras dos grandes jornais. Como os "jornalões" possuem visões de mundo próximas, o jornalista se vê encurralado: ou segue as regras e consegue divulgar seu nome, ou as confronta e corre o risco de ver um triste &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Da Redação"&lt;/span&gt; assinando sua matéria. Como alternativa a essa "sinuca de bico", Kucinski propõe que o jornalista inicie sua carreira na mídia alternativa, onde não haja a possibilidade de assinar seus textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo Kucinski ainda deu algumas dicas para os jovens jornalistas para que possam seguir uma carreira de sucesso. Para ele, o bom jornalista deve ser íntegro e, acima de tudo, deve respeitar sua fonte e seu leitor. Devido à escassez crescente destes valores no atual panorama do jornalismo, torna-se comum o receio da fonte conceder uma entrevista a qualquer jornalista, pois não há garantias do que ele fará com as informações que lhes serão passadas, visto que o mau uso dessas informações é bastante comum. Uma vez que se possui a confiança da fonte, o jornalista pode se aprofundar cada vez mais no assunto, o que não seria possível sem essa confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra dica importante dada pelo jornalista aos seus futuros colegas de profissão foi a de “jamais criticar o trabalho de um colega”. Kucinski relata a importância das “panelinhas” para uma carreira bem sucedida. Para tal, o bom relacionamento com todos os seus companheiros de trabalho é importante, mas é ainda mais importante estreitar os laços com algum grupo no qual o jornalista possa confiar e usar como apoio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-4845121081344282810?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/4845121081344282810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=4845121081344282810&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4845121081344282810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4845121081344282810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/kucinski-mostra-trilha-para-um-bom.html' title='Kucinski mostra a trilha para um bom jornalismo'/><author><name>Santo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12308980684916686913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NVz1GL36Q2k/SoYMXvgDZaI/AAAAAAAAAIA/7OzlDkxj3KA/S220/O_Rlyspanico+.Jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-7112280786908162637</id><published>2008-06-19T01:49:00.001-03:00</published><updated>2008-06-19T01:57:18.042-03:00</updated><title type='text'>Jornalismo econômico é propaganda ideológica?</title><content type='html'>Camila Souza Ramos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nº USP 59003354&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cobertura jornalística brasileira sobre a atual volta da inflação é uma mostra clara da função ideológica que o jornalismo econômico cumpre em nosso país. Segundo o jornalista Bernardo Kucinski, que lecionou aulas de Jornalismo Econômico na Escola de Comunicações e Artes (ECA) até o ano passado, estão sendo escamoteadas informações cruciais sobre esta crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma inflação pode ser de custos ou de demanda”, explica Kucinski durante palestra na ECA. A atual inflação, segundo ele, é de custos, porque o que está condicionando a alta dos preços é o aumento do custo das matérias-primas. “Isso representa um confisco do dinheiro do povo”, afirma o ex-professor. “Logo, não se pode tomar outras medidas de confisco, porque esta inflação já está contendo a demanda”, acrescenta. A lógica, portanto, de defender a elevação dos juros como forma de conter a inflação é um remédio para outro tipo de inflação, a de alta de demanda, mas não para esta. Segundo Kucinski, há dois tipos de inflação, com dois tipos de remédio totalmente diferentes. “Mas não se discute isso no jornalismo”, pontua o jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, esta omissão na cobertura é intencional e serve aos interesses dos bancos. O grande problema, segundo Kucinski, é a forma como é produzida a notícia da área econômica. “Há uma promiscuidade grande entre jornalistas e fontes, que geralmente são apenas pessoas ligadas a consultorias financeiras ou ex-presidentes do Banco Central”. Tendo em mãos sempre as mesmas fontes, a produção de conteúdo torna-se viciada e análises mais profundas sobre o vai-e-vem da economia são dificultadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Byline&lt;/em&gt; e dependência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A univocidade do jornalismo econômico praticado no Brasil tem também outras causas. Segundo o ex-professor, nesta área “luta-se muito para conseguir o &lt;em&gt;byline&lt;/em&gt;”, que é o direito do jornalista de assinar sua matéria. Para conseguir o &lt;em&gt;byline&lt;/em&gt;, afirma Kucinski, “o jornalista deve se alinhar ao jornal”. E, uma vez que os grandes jornais têm o mesmo alinhamento político, o jornalista se vê se opção para atuar fora da voz dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para manter-se no mercado de trabalho, hoje altamente competitivo, o profissional não apenas submete-se a constantes interferências dos editores nas matérias produzidas, como acaba incorporando os mecanismos de censura de seus chefes no próprio ato de apurar e escrever sua matéria. “O jornalista não conta tudo o que sabe. A censura está introjetada e faz parte do &lt;em&gt;ethos&lt;/em&gt; dele”, lamenta o ex-professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esta característica é típica de sistemas autoritários”, afirma o jornalista. Em sua visão, o jornalismo brasileiro opera com uma ideologia importada, a do neoliberalismo, assim como foi o modelo de democracia que seguimos. Segundo Kucinski, esta postura é adotada por todas as redações porque “há um domínio do capital financeiro sobre o jornalismo econômico”. Ele ainda ressalta o peso que o capital externo exerce sobre a economia, e, desta forma, também sobre o que é veiculado sobre ela. “Somos uma espécie de ‘terreno de engorda’ do capital estrangeiro (...), o que torna a economia mais dependente ainda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Otimismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua visão sobre o futuro, no entanto, não é tão pessimista. “Está havendo um notável florescimento de outras imprensas escritas”, diz Kucinski, “e me parece que há um revigoramento da imprensa alternativa”. Para ele, somente fora das grandes redações é possível o jornalista desenvolver um trabalho mais livre, sem se prender às mesmas fontes ou limitar a informação a ser veiculada. Ele diz acreditar que a internet possa ser um espaço mais democrático e uma possibilidade de “mostrar que sua voz ainda é diferente”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-7112280786908162637?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/7112280786908162637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=7112280786908162637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/7112280786908162637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/7112280786908162637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/jornalismo-econmico-propaganda.html' title='Jornalismo econômico é propaganda ideológica?'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-2970217840909692192</id><published>2008-06-18T13:45:00.001-03:00</published><updated>2008-06-18T13:46:40.964-03:00</updated><title type='text'>“Jornalismo: profissão especial, cativante”</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por: Patricia Golini&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nºUSP: 5970051&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última quinta-feira, dia 12 de junho de 2008, o jornalista e professor Bernardo Kucinsky conversou com os estudantes da disciplina Fundamentos de Economia, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Durante esse bate-papo, como ele mesmo denominou sua palestra, Kucinsky abordou não apenas a economia mundial – foco do curso, mas também a cobertura jornalística feita pelos grandes veículos, a mídia alternativa e ainda, deu dicas aos estudantes de como proceder perante um mercado de trabalho tão competitivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor iniciou sua palestra falando brevemente sobre o momento vivido pela economia mundial. Segundo Kucinsky, a economia dependente é a grande vilã dos países em desenvolvimento. Aqui “o capital chega pequeno, é engordado, como um bezerro”, depois que os investidores já conseguiram o sucesso financeiro almejado, eles retiram os investimentos do país. A economia dos países mais pobres, dessa forma, é prejudicada, pois dificilmente, alcança um momento de estabilidade.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kucinsky, autor do livro Jornalismo Econômico, comentou que os jornalistas desta área não escrevem para o povo. Os jornais especializados se isolam em uma linguagem demasiadamente abstrata para grande parte da população. Assim, os profissionais do jornalismo econômico parecem esquecer a importância que essa área tem na vida das pessoas. Ela é tão importante quanto os outros assuntos abordados nos veículos de comunicação, porém permanece inatingível em seus jargões, caracterizando-se como algo que beira a simples ideologia dos veículos de comunicação não tendo o povo como principal alvo das publicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser questionado sobre o possível fim de algumas mídias, como o jornal impresso, Bernardo Kucinsky afirmou que essa é “uma previsão muito arriscada, impossível de ser feita”. É fato que diante do avanço das tecnologias, os jornalistas tenham perdido a exclusividade do direito de falar ao grande público, milhares de pessoas manifestam suas opiniões em blogs. Dessa forma, o mercado e o próprio povo exigem que os meios de comunicação se modifiquem para melhor suprir as necessidades da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo Kucinsky, ao fazer uma breve análise sobre o jornalismo atual, afirmou que no Brasil, alguns profissionais detêm informações de extrema relevância, porém, eles não as publicam, pois temem punição por parte dos veículos em que trabalham ou complicações diante de possíveis processos. Contudo, em países como os Estados Unidos, onde a imprensa é mais liberal e madura, essas informações são reveladas de forma aberta, tal que há o compromisso com a busca da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda completou o tema dizendo que as empresas de comunicação estabelecem com os jornalistas uma “relação predatória”, na qual o jornalista é usado durante o tempo que convier à empresa. Os veículos de comunicação não valorizam necessariamente as opiniões do profissional, mas sim, a capacidade de disseminar a informação de forma clara, sem manifestar suas idéias ou impor suas ideologias aos leitores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dar conselhos aos jovens estudantes de jornalismo, o professor disse que “os grandes veículos impressos tiram a autoria do jornalista”. Assim, muitos profissionais só alcançam o reconhecimento dos jornais com anos de experiência no mercado de trabalho, e tantas vezes passam a assinar suas matérias após anos de prestação de serviços a determinadas empresas. Mesmo assim, os jornalistas devem usar o “trabalho para aprender”, dedicando-se ao máximo a cada assunto, tornando-se, a partir daí, um especialista a cada texto escrito, pois “jornalismo é uma profissão especial, cativante” que exige muito de cada um nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-2970217840909692192?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/2970217840909692192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=2970217840909692192&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/2970217840909692192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/2970217840909692192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/jornalismo-profisso-especial-cativante.html' title='“Jornalismo: profissão especial, cativante”'/><author><name>Patricia Golini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10279245122051054564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-649513194775565485</id><published>2008-06-18T11:40:00.010-03:00</published><updated>2008-06-18T11:58:23.937-03:00</updated><title type='text'>Kucinski passa experiência a novos jornalistas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;O jornalista e ex-professor da USP fala sobre as perspectivas para a atuação de futuros colegas de profissão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Bruna Escaleira (Nº USP: 5903778)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No jornalismo, você nunca é responsável por dizer a verdade, mas é responsável por suas omissões, pois sua função é revelar”, aponta &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4793370U9"&gt;Bernardo Kucinski&lt;/a&gt; a estudantes de jornalismo da Universidade de São Paulo. Aposentado ao final de 2007, após ministrar a disciplina “Jornalismo Econômico” desde 1996, o profissional voltou à sala de aula, na noite da última quinta-feira (12), como conferencista convidado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sua experiência em meios de comunicação nacionais (como Veja, Gazeta Mercantil e os jornais alternativos Opinião, Movimento e Em Tempo) e estrangeiros (como o jornal The Guardian e a rede de televisão BBC), além de sua participação em publicações alternativas atuais (como a revista eletrônica &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/quemSomosMostrar.cfm?idioma_id=1"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;), lhe permite propor perspectivas para o futuro. Para o ex-professor, o novo profissional da comunicação deve estar atento às possibilidades de atuação na “imprensa alternativa”, uma vez que os grandes jornais “estão cada vez mais autoritários”, com estruturas hierárquicas mais rígidas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Kucinski aconselha os estudantes a “não se afligirem por começar (carreira) em grandes jornais; começar onde se tem mais liberdade” e possibilidade de assinar matérias, “o que também cria mais responsabilidade”. Para ele, um dos campos atualmente mais abertos ao desenvolvimento de jornalistas é o trabalho com Organizações Não Governamentais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No entanto, independente da área de atuação, o jornalista deve sempre “ser correto com as fontes e os leitores”, pois isso cria “a longo prazo, uma credibilidade que o destaca”. Kucinski defende que “qualidade e uso ético” da informação são indispensáveis no atual cenário de perda do “monopólio da informação” pelos jornalistas, devido à disseminação de novas tecnologias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O autor de “Jornalismo na era virtual - ensaios sobre o colapso da razão ética” (São Paulo: Fundação Perseu Abramo; UNESP, 2005), ressaltou que a Internet é “uma mídia revolucionária e libertária, que gera grande interlocução com os leitores”, pois estes podem expor seus comentários com mais facilidade do que na mídia impressa. Isto também é importante para o jornalista, que recebe respostas mais imediatas, diretamente do público.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sobre o jornalismo econômico, destacado pelos estudantes como nicho no qual enfrentam maiores dificuldades, sobretudo, em relação à linguagem, Kucinski comenta: “boa parte do jargão (usado no jornalismo de economia) é uma maneira de (o jornalista) esconder sua própria ignorância”. “A linguagem simples é vista como vulgar, mas não é necessariamente assim; é preciso explicar novos conceitos”, até que se tornem familiares para o público, expôs.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Muitos de nós só começamos a entender, de verdade, as matérias de economia quando passamos pelo curso (de jornalismo econômico), quando nos foram introduzidos alguns conceitos; mas como passar isso para os leitores ‘não iniciados’?”, questionaram alguns alunos presentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“O ponto de partida para escrever de forma inteligível e acessível é entender o processo” econômico do qual se está tratando, continuou Kucinski, que critica o jornalismo “tangencial” ou superficial. Segundo ele, o jornalista precisa aproveitar a oportunidade de “mergulhar no tema de cada matéria”, o que sempre enriqueceu e enriquecerá o trabalho do comunicador social em qualquer época.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-649513194775565485?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/649513194775565485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=649513194775565485&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/649513194775565485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/649513194775565485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/kucinski-passa-experincia-novos.html' title='Kucinski passa experiência a novos jornalistas'/><author><name>Bruna Escaleira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05060076586979747525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-1671616595424166279</id><published>2008-06-18T10:33:00.002-03:00</published><updated>2008-06-18T10:44:10.327-03:00</updated><title type='text'>Uma visão realista da profissão para futuros jornalistas</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Renato Rostás (nº USP 5903191)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="Calibri"&gt;Para Bernardo Kucinski, o jornalismo brasileiro e seu profissional encontram-se em uma crise. Ex-professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, hoje aposentado, Kucinski possui graduação em Física, mas ministrava aulas de Jornalismo Econômico.  Trabalhou na área tanto no exterior quanto em publicações nacionais e chegou até a ser assessor de comunicação do presidente Lula. Em palestra para os alunos de 3° semestre de Jornalismo da ECA, o jornalista procurou expor os pontos sobre a carreira que atualmente o deixam descontente e o que afeta negativamente a vertente econômica do jornalismo.&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Calibri"&gt;Durante a palestra, realizada na última quinta-feira, 12, Bernardo Kucinski enfatizou a falta de uma teoria do jornalismo própria do nosso país. Segundo ele, nos contentamos em importar teorias dos manuais jornalísticos da Europa ou dos Estados Unidos. Assim, jornalistas são feitos reféns das posições tomadas sobre a profissão no exterior e, o que é pior, não é estabelecido um padrão de comportamento.&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Calibri"&gt;Apesar de criticar essa situação, Kucinski elogia algumas atitudes que os profissionais do jornalismo tomam no exterior e que, segundo ele, seria bom se copiássemos essas posições em determinadas situações. Por exemplo, o jornalista costuma ter o compromisso com a verdade nos EUA, quão dura ela possa ser. Enquanto no Brasil algumas informações mais "picantes" – segundo o próprio Kucinski – acabam sendo deixadas de fora, elas só engrandecem o furo para os norte-americanos, que muitas vezes procuram esses detalhes mais comprometedores. Para piorar a situação, o que acaba determinando se a informação é comprometedora o suficiente ou não é a própria moral do jornalista que a apurou, o que, obviamente, varia muito de acordo com a vivência de cada um. Portanto, essa auto-censura baseada em fatores muito subjetivos acaba prejudicando o jornalismo no Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="Calibri"&gt;Ao mesmo tempo que falou sobre a falta de uma teoria brasileira própria do jornalismo, Kucinski deu um enfoque grande na palestra para o autoritarismo presente atualmente nas redações. Isso é representado de várias maneiras, seja na insistência dos editores em vasculhar os textos jornalísticos a fim de canetá-los – uma matéria perfeita seria impossível –, seja no fato de os chefes exigirem uma posição favorável de seus empregados para que consigam algum destaque na redação. Para ele, o grupo seleto dos que têm voz ativa nos jornais a conquistou sendo condescendente com o sistema; você é premiado quando escreve o que o sistema quer, da mesma foram que é punido quando escreve algo que o desagrade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="Calibri"&gt;Falando especificamente sobre o jornalismo econômico, sua especialidade, o professor elencou os principais defeitos da área. Um, já citado em seu livro &lt;i&gt;Jornalismo econômico&lt;/i&gt; (publicado originalmente em 1996, pela Edusp, com última revisão em 2007), é o da linguagem rebuscada que a seção de economia dos jornais costumam usar. Os jargões e a quantidade de números empregados mostram que os autores das matérias escrevem para um leitor já entendido do assunto, não admitindo aquele que está por fora do mundo econômico. Nas palavras de Kucinski, “os jornalões praticam um jornalismo fechado”, ou seja, é a elite escrevendo para a elite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="Calibri"&gt;Por fim, o jornalista condenou, ainda, o fato de hoje o jornalismo econômico como um todo, nos grandes jornais, ser pautado pelo capital financeiro. Ele afirma haver uma grande promiscuidade entre os profissionais do jornalismo e do mercado financeiro, acarretando em uma cobertura passiva e condescendente com as medidas governamentais que favorecem o mercado. Essas medidas que favorecem o mercado e a passividade da grande imprensa – Kucinski usou o termo “jornalões – fazem com que o Brasil torne-se um “terreno de engorda do capital financeiro”, segundo o professor, um local intermediário em que os investimentos sejam feitos em curto prazo e contem com lucro certo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-1671616595424166279?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/1671616595424166279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=1671616595424166279&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1671616595424166279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1671616595424166279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/uma-viso-realista-da-profisso-para.html' title='Uma visão realista da profissão para futuros jornalistas'/><author><name>RRRR</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RCTXV7cJ204/SUZKpkD_SjI/AAAAAAAAAMU/QF1B9cNvlTk/S220/Pickles.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-3214372362085176723</id><published>2008-06-18T08:28:00.001-03:00</published><updated>2008-06-18T08:29:56.285-03:00</updated><title type='text'>O jornalismo na visão de Bernardo Kucinsky</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Priscilla Sobral (N° USP - 5903830)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No dia 12 de Junho o professor Bernardo Kucinsky ministrou palestra para os alunos do segundo ano de jornalismo da ECA - USP. Na palestra, que fez parte do cronograma das aulas da matéria Fundamentos da Economia, ministrada pelo Prof. Cláudio Cerri, Kucinsky  contou um pouco de sua experiência no jornalismo brasileiro e estrangeiro e abordou temas como a teoria do jornalismo, a economia brasileira e conseqüentemente o jornalismo econômico feito no Brasil, além de dar alguns conselhos aos jovens estudantes. &lt;br /&gt;Inicialmente Kucinsky versou sobre as teorias do jornalismo, afirmando que o Brasil as importa e por isso elas não se adaptam a realidade brasileira. A teoria ideal para os jornalismo nacional seria, na opinião do palestrante, a de um jornalismo em sistemas autoritários. Atreladas a tal sistema surgem conseqüências como a ética defensiva, termo para designar o cuidado que o jornalista tem que ter com seus arquivos e fontes, arquivando-os sempre, com o objetivo de manter referências do que publicou.&lt;br /&gt;O jornalismo econômico foi um ponto de destaque na conferência. Kucinsky apontou a importante diferença entre a inflação de custos, que o país enfrenta atualmente, e a inflação de demanda, salientando que tal divergência não é questionada pelos jornalistas, porque a inflação de custos interessa aos bancos. Esses, por sua vez, dominam o jornalismo econômico brasileiro, já viciado em entrevistar sempre os mesmos personagens, cuja principal função seria a de garantir de que a economia está bem ou, no máximo, ficará bem em breve. A questão dos jargões econômicos também foi abordada pelo professor, que disse serem os jargões usados por aqueles que não conhecem bem o assunto sobre o qual estão escrevendo.&lt;br /&gt;Quanto a economia brasileira Kucinsky foi enfático ao afirmar que ela é “ O Terreno de engorda do capital financeiro”. As empresas produzem e lucram aqui, devido a mão de obra barata e aos juros altos, mas todas as decisões estratégicas são tomadas na sede da companhia, localizada, quase que sem exceções no exterior. Outro aspecto fundamental da economia nacional abordado por Kucinsky foi a desigualdade social, que chega a afetar os grandes jornais, como o Estado de São Paulo, e os jornais especializados, como o Valor Econômico, que falam somente para o setor burguês da população. &lt;br /&gt;A inovação tecnológica foi abordada em diversos aspectos. O palestrante falou sobre o fenômeno da diminuição das redações e aumento de jornalistas especializados, sobre o florescimento de novos veículos devido ao fácil acesso a tecnologia e ao advento da Internet como uma mídia inovadora, capaz de proporcionar a interação autor-leitor de modo mais palpável. O desaparecimento da mídia escrita foi uma das questões respondidas pelo jornalista que diz ser muito cedo para definir algo acerca, mas que a mídia escrita não desapareceu com a chegada da televisão ou do rádio.&lt;br /&gt;Uma parte significativa da palestra foi dedicada a dicas do professor aos futuros jornalistas. A primeira foi sobre a importância do byline, a assinatura do jornalista na matéria. Kucinsky destacou o byline como fundamental para que o jornalista seja, desde o inicio da carreira, responsável pelo que escreve. Em seguida falou-se sobre a importância do jornalista ser capaz de se impressionar com os fatos e se arriscar a escrever sobre tudo aquilo que ele considera importante e sobre o compromisso do jornalista com a verdade e as conseqüências que a publicação ou não dessa pode acarretar na vida tanto do jornalista quanto de seus personagens. &lt;br /&gt;Ao fim da palestra, depois de responder algumas questões dos alunos,  Kucinsky fez uma importante crítica feita aos jovens jornalistas: Eles perderam o respeito pelas pessoas, o que acarreta um aumento no número de casos de calúnia e difamação. Como resposta para esse desrespeito o jornalista disse que o jornalista tem grande poder, mas que todo grande poder traz uma grande responsabilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-3214372362085176723?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/3214372362085176723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=3214372362085176723&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3214372362085176723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3214372362085176723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/o-jornalismo-na-viso-de-bernardo.html' title='O jornalismo na visão de Bernardo Kucinsky'/><author><name>Priscilla Sobral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04006279256766460035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-39mKX2TeHqU/TgodboZtA2I/AAAAAAAAADs/2Ex_s1tatrs/s220/215528_10150170728260690_514425689_6628912_8336274_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-1865666667647969898</id><published>2008-06-17T22:41:00.002-03:00</published><updated>2008-06-17T22:44:37.600-03:00</updated><title type='text'>O jornalismo atual, segundo Bernardo Kucinski</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Adriana Nakamura (nUSP 5904251)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jornalista Bernardo Kucinski esteve na Escola de Comunicações e Artes da USP nesta última quinta-feira, 12 de junho, para palestrar aos alunos do terceiro semestre de Jornalismo. Kucinski discorreu sobre os problemas, os vícios e as deficiências do jornalismo atual, além de dar algumas orientações àqueles que pretendem seguir a carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Falta para nós, aqui no Brasil, uma teoria do jornalismo em sistemas autoritários”, foi o comentário que abriu a palestra. A análise girou em torno da contradição entre as teorias jornalísticas importadas dos Estados Unidos e da Europa e a realidade das redações brasileiras. Segundo Kucinski, os grandes veículos de comunicação daqui impõem autoritariamente suas ideologias sobre os redatores e é preciso batalhar muito para se conquistar o direito de assinar uma matéria e de ser reconhecido na profissão. Ele acredita que uma das saídas para driblar o autoritarismo das redações é adotando uma posição defensiva. É recomendável que o jornalista tenha seus próprios instrumentos, fontes e arquivos para que não dependa da empresa. Além disso, é interessante dar privilégio aos veículos menores, principalmente no início da carreira, pois nos grandes jornais não há espaço para desenvolver-se com liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra forma de defesa é a formação de panelinhas. “Aqui não existe aquela coisa de você ser chamado porque você é bom. Você é chamado porque você é daquela panelinha”, afirmou. Neste ambiente, que é muito mais competitivo hoje, é importante pertencer a um grupo para sobreviver na profissão. O palestrante deu ainda outras dicas aos universitários, como “nunca critiquem um colega de profissão” e “sejam sempre corretos com as fontes e com seus leitores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a palestra, Kucinski fez uma crítica ao jornalismo cívico, alegando que a profissão exige um compromisso com a verdade, a qual não deve, em hipótese nenhuma, ser suprimida, administrada, omitida ou postergada, mesmo quando a revelação de uma notícia possa levar a uma tragédia, como ocorre em casos de seqüestro, por exemplo. “Você nunca é responsável por ter dito uma verdade, (...) mas se o fato de você dizer uma mentira levar a uma coisa desastrosa, você é co-responsável.”, declarou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B. Kucinski ministrara aulas de Jornalismo Econômico na ECA até o ano passado, quando “foi aposentado à força, por idade”, como ele mesmo diz. O ex-professor, que também já ocupou o cargo de assessor de comunicações do presidente Lula, acredita que o jornalismo econômico não tenha no Brasil a mesma função que exerce em outros países. Nesta sociedade marcada pela polarização da renda, os jornais falam para um público restrito, os enfoques são aqueles desejados pelas elites e a abordagem obedece aos interesses dos bancos. A imprensa da economia brasileira é dominada pelo capital financeiro. Além disso, os jornalistas não são preparados satisfatoriamente para tratar dessa área, que é tão complexa. “Boa parte dos jargões que o pessoal usa, no fundo, é uma maneira de se proteger, de esconder a própria ignorância”, revelou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionado sobre as mídias digitais, ele disse que a internet é “revolucionária, libertária e gera grande interlocução do leitor”, além de “um novo tipo de satisfação” no jornalista, na medida em que ele pode obter respostas imediatamente dos seus leitores. Por outro lado, o ex-professor declarou que é muito difícil prever o futuro do jornalismo frente aos avanços tecnológicos. “O jornalista perdeu o monopólio da informação; qualquer um pode falar”. Kucinski citou também os cinegrafistas amadores e classificou o processo como uma democratização dos meios informativos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-1865666667647969898?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/1865666667647969898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=1865666667647969898&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1865666667647969898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1865666667647969898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/o-jornalismo-atual-segundo-bernardo.html' title='O jornalismo atual, segundo Bernardo Kucinski'/><author><name>Adriana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14384410966682962174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-5217784329372531499</id><published>2008-06-15T19:34:00.000-03:00</published><updated>2008-06-15T19:36:08.781-03:00</updated><title type='text'>Reportagem sobre a palestra de Bernardo Kuscinski</title><content type='html'>Os alunos devem cobrir o evento produzindo um texto jornalístico de 50 linhas, no máximo, com  título de até 45 toques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser uma reportagem da palestra ou uma entrevista com o conferencista, a escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos individuais e assinados (sem esquecer o número USP),  devem ser postados no blog  da classe ("somos nozes") até o dia 19 de junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será a terceira nota do curso, compondo com as provas a média sobre a qual incidirá até 0,5 ponto, referente à participação individual no Observatório da Crise.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-5217784329372531499?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/5217784329372531499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=5217784329372531499&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5217784329372531499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5217784329372531499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/reportagem-sobre-palestra-de-bernardo.html' title='Reportagem sobre a palestra de Bernardo Kuscinski'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-4245348286000828355</id><published>2008-06-14T16:32:00.001-03:00</published><updated>2008-06-14T16:35:06.506-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise alimentos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;INFLAÇÃO DE ALIMENTOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contradições do noticiário econômico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Luciano Martins Costa em 10/6/2008&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Comentário para o programa radiofônico do OI, 10/6/2008&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa brasileira ainda não registrou formalmente, mas sobram sinais de que o período de alta de preços de produtos básicos, as chamadas commodities, pode estar com os dias contados.&lt;br /&gt;A leitura combinada de boletins de instituições financeiras, artigos e avaliações de autoridades monetárias noticiados nos últimos dias aponta para a adoção de medidas de contenção das especulações no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás desse jogo está o risco de multiplicação de protestos como os que vêm ocorrendo na Europa contra o alto preço dos combustíveis.&lt;br /&gt;Pode ser que estejamos observando um processo inédito de organização dos mercados contra a ação de especuladores. Analistas conservadores que observam os movimentos dos grandes fundos de investimento registram mudanças de rumo na tendência de investimento em commodities.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O risco de conturbações sociais provocadas pelo alto preço do petróleo e pela inflação de alimentos pode estar acendendo sinais de perdas significativas no médio prazo. E os grandes fundos, que têm capacidade para produzir o chamado efeito-manada, estariam considerando com maior cautela o risco social nos seus investimentos em commodities.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ausência eloqüente &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialistas observam, aqui e ali, que os aumentos de preços de produtos básicos têm razões diversificadas, entre eles o próprio aumento de consumo em países como China, Índia e Brasil, mas lembram que, se estiverem dispostos a reduzir riscos no futuro, os grandes protagonistas do mercado vão agir contra a especulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se forem confirmadas essas avaliações, a imprensa brasileira terá de enfrentar certas contradições que se criam no noticiário econômico do dia-a-dia. Por exemplo, ao comemorar a obtenção de melhores preços para a soja ou outras commodities, a imprensa se refere à melhora das contas externas do Brasil e à soma de pontos positivos no festejado sucesso da política econômica do governo. Mas o aumento de preços das commodities, junto com outros fatores, pode despertar o dragão da inflação, como alertava a revista Veja na semana passada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento é interessante para observar como o noticiário, de modo geral, aborda os fatos econômicos apenas pelo lado dos lucros, como se o sucesso do mercado sempre representasse o bem-estar da sociedade. Na economia globalizada, é preciso notar que, se as oportunidades se ampliam, também se altera o conceito de risco.&lt;br /&gt;Recentemente, esse foi um dos temas debatidos por especialistas em desenvolvimento sustentável na Conferência Internacional do Instituto Ethos. Não foram notados editores de economia na platéia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-4245348286000828355?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/4245348286000828355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=4245348286000828355&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4245348286000828355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4245348286000828355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/inflao-de-alimentos-contradies-do.html' title=''/><author><name>sapato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01451930409759352107</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-2644232867257738298</id><published>2008-06-14T14:20:00.004-03:00</published><updated>2008-06-19T13:48:30.075-03:00</updated><title type='text'>Bernando Kucinski discute jornalismo na ECA</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Cristiane Sinatura (nUSP: 5904417)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não vale a pena ser jornalista só por ser”. Com essa frase, o ex-professor de Fundamentos de Economia da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Bernardo Kucinski, ilustrou o exercício jornalístico como deveria ser, em palestra ministrada aos alunos do terceiro semestre de Jornalismo da ECA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, o jornalismo no Brasil vive em um sistema autoritário, em que a grande censura é feita justamente pelos próprios jornalistas. “Eles sabem muito mais do que publicam”, explica Kucinski. “A culpa é, em parte, dos jornais brasileiros, que procuram profissionais não por suas idéias, mas unicamente para cumprir tarefas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adentrando a área do jornalismo econômico, o professor, que já foi assessor de comunicação do presidente Lula, diz que a falta de abordagens mais profundas e pouco acessíveis ao público leigo se deve principalmente ao interesse dos bancos que, em um país pouco esclarecido, podem atuar com mais facilidade a favor de seus próprios lucros. “O que temos hoje é uma relação de promiscuidade entre o jornalismo econômico, principalmente aquele feito pela grande imprensa, e o capital financeiro”, expõe Kucinski. “O melhor trabalho atualmente é feito pelos veículos menores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira, o jornalismo econômico brasileiro, repleto do que Kucinski chama de “panelinhas” (grupos muito restritos de jornalistas, balisados por um interesse em comum) não exerce a mesma função que a imprensa estrangeira. “Ao invés de esclarecer, aqui os jornais fazem um jornalismo de elite para elite e levam o povo a crer que está tudo bem com a economia nacional”, acrescenta o professor, graduado em Física pela USP, especializado em Comunicação e autodidata em Economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na palestra, o autor do livro “Jornalismo econômico” deu uma série de dicas para aqueles que desejam sobreviver no mercado sem se vender. “Vocês têm que ser muito bons. Para isso, estudem muito sobre todos os assuntos que abordarem, descubram as melhores fontes e mantenham a capacidade de se maravilhar e de se indignar com as coisas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kucinscki também teceu críticas aos estudantes de jornalismo em geral, alegando que hoje a maioria já começa muito cínica, ou seja, desprovida de idealização. Com base em sua vivência na ECA, como professor do curso de Jornalismo, ele afirma que os erros começam já na faculdade. “Se você não faz alguma coisa que presta já no &lt;em&gt;Jornal do Campus&lt;/em&gt;, dificilmente fará ao longo da carreira. O bom jornalismo começa na escola”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quase um hora de palestra, Kucinski deu início a uma discussão com a classe, conduzida pelas perguntas dos alunos. Nesta segunda parte, o professor continuou a dar dicas como “não discuta com o editor” e “não critique seu colega”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntado sobre a contradição entre sua afirmação de que os jornais não procuram jornalistas por suas idéias e a crescente prática do jornalismo opinativo na imprensa atual, Kucinski esclarece que “quem pode opinar é uma 'panelinha' muito restrita e seleta, de profissionais já estabelecidos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a “profecia” que determina o fim do jornalismo impresso, Kucinski é enfático: “Os jornais nunca vão desaparecer. As revistas ilustradas, como &lt;em&gt;Life&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Manchete&lt;/em&gt;, sumiram quando a tevê começou a dominar o jornalismo, mas hoje esse segmento está reaparecendo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor também vê a internet com bons olhos. Para ele, se antes era o editor quem permitia grandes satisfações ao jornalista, ao conceder-lhe uma manchete de capa, hoje é o próprio leitor internauta que se encarrega disso. O jornalista pode perceber a repercussão de sua matéria tão logo a publica na internet, graças à relação interativa que se estabelece com o leitor, que agora pode comentar em tempo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar, de volta à questão do jornalismo econômico, Kucinski afirmou que o jornalista dessa área, além de não se vender ao mercado, precisa entender melhor o próprio processo econômico para fazer um bom trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-2644232867257738298?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/2644232867257738298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=2644232867257738298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/2644232867257738298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/2644232867257738298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/bernando-kucinski-discute-jornalismo-em.html' title='Bernando Kucinski discute jornalismo na ECA'/><author><name>Cris Sinatura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13922247390681334999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_C_5opdXFz_E/SlourlO9tCI/AAAAAAAAARk/JDq2BjIBZQw/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-4961944899746868807</id><published>2008-06-10T10:55:00.003-03:00</published><updated>2008-06-10T10:55:58.351-03:00</updated><title type='text'>Obama e McCain não têm plano para deter crise nos EUA, diz analista</title><content type='html'>10/06/2008 - 09h58&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉBANO PIACENTINIcolaboração para a Folha Online&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois prováveis candidatos à Casa Branca --o democrata &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u378185.shtml"&gt;Barack Obama&lt;/a&gt; e o republicano &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u378236.shtml"&gt;John McCain&lt;/a&gt; -- não possuem grandes idéias para superar a recessão nos Estados Unidos, na opinião de Thomas Patterson, professor da Universidade de Harvard especializado em política governamental, eleições e mobilização da sociedade civil.&lt;br /&gt;Em entrevista por telefone à Folha Online, o especialista comparou a atual crise econômica com a causada pela quebra da bolsa de Nova York, em 1929, quando o então presidente Franklin Roosevelt (1933-1945), inspirado na teoria de John Keynes, interveio na economia.&lt;br /&gt;AP/Efe&lt;br /&gt;Os prováveis candidatos à Casa Branca, senadores Barack Obama e John McCain&lt;br /&gt;"A crise econômica dos anos 1930 não é como a de hoje. Na época, Roosevelt promoveu marcos regulatórios e um programa de seguridade social inspirado [no economista britânico] Keynes. Eu não vejo grandes idéias na campanha de Obama. Vai ser interessante ver ele ou McCain lidarem com a crise econômica, mas não vejo nenhuma grande filosofia. A crise atual é crônica, vem se desenhando há algum tempo, e o governo não tem controle sobre ela", diz.&lt;br /&gt;Para o professor, Obama é mais parecido com o ex-presidente Jimmy Carter (1977-1981) que com John F. Kennedy (1961-63), com quem a campanha do senador busca associá-lo.&lt;br /&gt;"O ex-presidente mais parecido com Obama, em minha opinião, é Carter. Ele era um "outsider" em 1976. Depois de Watergate, que acabou com a confiança dos americanos no governo, Carter unificou a nação e fez todos acreditarem novamente na política. Ele foi, como Obama, o "outsider" que entrou na disputa, incomodando os candidatos do establishment".&lt;br /&gt;Patterson é autor de "The Unseeing Eye" (O olho invisível, em tradução livre), escolhido como um dos 50 livros mais influentes sobre a opinião pública americana na segunda metade do século 20. Leia a seguir a entrevista concedida pelo especialista de Harvard à Folha Online.&lt;br /&gt;Folha Online - Como fica a campanha eleitoral com a saída de &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u378189.shtml"&gt;Hillary Clinton&lt;/a&gt; ?&lt;br /&gt;Patterson - Ainda há muita pressão sobre Hillary Clinton. O partido, que estava dividido, começa a se reunificar. Ela tem uma personalidade muito forte e teve quase tantos votos populares quanto Obama, é uma situação delicada. Os democratas estão correndo para se alinharem, mas precisam decidir que papel a senadora assumirá, ou deixará de assumir.&lt;br /&gt;Folha Online - Hillary não seria uma vice forte demais para Obama, não competiria com ele?&lt;br /&gt;Patterson - Como presidente dos Estados Unidos, é preciso se cercar de pessoas influentes e experientes. Isso lembra os anos 60, quando John F. Kennedy teve como vice Lyndon Johnson, que era líder da maioria no Senado. Kennedy não teve dificuldades em lidar com Johnson. Além disso, o histórico de Hillary como senadora é de saber se relacionar com outras lideranças. Um vice com forte liderança não é necessariamente um problema.&lt;br /&gt;Folha Online - A campanha de Obama tem tentado associar sua imagem à de Kennedy. Essa semelhança é real?&lt;br /&gt;Patterson - Eu não acho que ele seja semelhante a Kennedy. Ele foi um candidato e um presidente muito diferente. Kennedy também foi um ótimo orador, mas ele era um negociador e um "insider", que se movimentava com influência dentro do partido. Neste sentido, ele se aproxima mais de Hillary, que tem muita influência entre os democratas. O ex-presidente mais parecido com Obama, em minha opinião, é Jimmy Carter. Ele era um "outsider" em 1976, com pouca experiência política. Após Watergate, que acabou com a confiança dos americanos no governo, Carter unificou a nação e fez todos acreditarem novamente na política. Ele foi, como Obama, o "outsider" que entrou na disputa, incomodando os candidatos do establishment, gerou muito entusiasmo nas pessoas e depois teve alguns problemas --alguns que não criou. Havia muito desemprego e uma crise econômica na época.&lt;br /&gt;Carolyn Kaster/Alex Brandon/AP&lt;br /&gt;Para professor, o provável candidato democrata Barack Obama (esq.) tem um perfil parecido com o do ex-presidente Jimmy Carter&lt;br /&gt;Folha Online - Carter era tão liberal quanto Obama?&lt;br /&gt;Patterson - Não. Mas ele tinha um discurso parecido: falava em unir os americanos e acabar com a divisão entre os partidos, assim como Obama.&lt;br /&gt;Folha Online - Quando Roosevelt foi eleito à Casa Branca em 1933, os EUA viviam uma recessão econômica causada pela quebra da Bolsa de Nova York em 1929. A crise que o país vive hoje é apontada por economistas como a maior em décadas. O sr. acredita que caso seja eleito, Obama tomará medidas que ajudem a economia a se reerguer?&lt;br /&gt;Patterson- Há algumas semelhanças. Mas falar de Roosevelt, ou mesmo de Kennedy, é falar de profundas experiências políticas nos EUA. Roosevelt foi Secretário da Marinha durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1919), candidato à vice-presidência em 1920 e, em 1928, foi eleito governador de Nova York. Ele tinha muita experiência. John F. Kennedy foi congressista no fim dos anos 1940 e se tornou presidente muitos anos depois. A crise econômica dos anos 1930 não é como a de hoje. Na época, Roosevelt promoveu marcos regulatórios para as atividades financeiras e um programa de seguridade social inspirado na teoria econômica de John Keynes. Eu não vejo nenhuma grande idéia na campanha de Obama.Vai ser interessante ver ele ou McCain lidarem com a crise econômica, mas eu não vejo nenhuma grande filosofia. A crise atual é crônica,vem se desenhando há algum tempo, e o Estado não tem controle algum sobre ela.&lt;br /&gt;Para mudar isso seria preciso um plano de uma dimensão que ainda não foi pensada por aqui, e não se pode aplicar a mesma fórmula de Roosevelt. Isso não quer dizer que não se possa fazer nada. Se eleito, Obama vai querer melhorar o sistema de saúde, e vai enfrentar problemas nesse sentido, pois não há muito dinheiro para isso. Ele também irá agir sobre o comércio, mas vivemos em um mundo globalizado. É um contexto mais difícil para se promover uma intervenção estatal da dimensão que Roosevelt executou nas décadas de 30 e 40 [Roosevelt foi reeleito por elevada margem de votos em 1936, 1940 e 1944], e eu não vejo nem as idéias nem as condições para um plano dessa grandeza. Ao menos por enquanto.&lt;br /&gt;Folha Online - McCain tenta agora se colocar como o "novo líder", que acredita na força do livre mercado e que cuidará das "questões do novo século", como o aquecimento global e as fontes de energia. O sr. considera que esta nova estratégia pode funcionar?&lt;br /&gt;Bill Haber/AP&lt;br /&gt;Senador republicano, John McCain discursa em evento de campanha em Kenner, Los Angeles&lt;br /&gt;Patterson - Ambos os candidatos falam em inserir na agenda política americana a questão do aquecimento global. Tirando isso, eles divergem na maioria dos temas. McCain é naturalmente um político a favor do livre mercado, e esta tem sido a tendência da chamada globalização mundial. Em parte o que ele fala sobre o senador democrata está certo: uma parte da política de Obama é "antiga", mas isto pode ser a política certa neste momento.&lt;br /&gt;A idéia, por exemplo, de que o governo tem que melhorar a saúde pública. Os Estados Unidos são uma das poucas democracias desenvolvidas que não têm um sistema de saúde pública, financiado pelo governo. Saúde pública universal é "política antiga". São gastos enormes ao governo, pode significar aumentos de impostos. Mas por vezes "políticas antigas" podem ser boas políticas. Os americanos precisam ter acesso a uma saúde pública, ou ao menos subsidiada, pois os custos dos planos de saúde são exorbitantes.&lt;br /&gt;As empresas americanas têm que pagar pelos planos de saúde de seus funcionários, o que coloca as companhias em desvantagem em relações a outros países.O problema de Obama é que ele promete reformar o sistema de saúde, e, se eleito, será difícil realizar esta política. Em 1993, Bill Clinton foi eleito prometendo melhorar a saúde, mas depois não o fez, pois não havia dinheiro no governo para isso. Obama pode enfrentar o mesmo problema.&lt;br /&gt;Folha Online - Obama é muito criticado por ser inexperiente. O sr. acha que ele pode formar uma equipe forte, que preencha as suas lacunas de experiência executiva?&lt;br /&gt;Patterson - Algo positivo sobre tornar-se presidente é que você pode se cercar de muitos assessores competentes. Mas nós não sabemos ao certo. Ele nunca geriu nada sozinho. Bill Clinton sofreu por sua inexperiência como administrador nos primeiros 18 meses na Presidência, demorando para tomar decisões, em parte pois ele não sabia lidar com todos os conselhos que recebia. Se Obama ganhar, vamos ver o que acontecerá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-4961944899746868807?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/4961944899746868807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=4961944899746868807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4961944899746868807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4961944899746868807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/obama-e-mccain-no-tm-plano-para-deter.html' title='Obama e McCain não têm plano para deter crise nos EUA, diz analista'/><author><name>sapato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01451930409759352107</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-3622008740709203615</id><published>2008-06-09T17:57:00.004-03:00</published><updated>2008-06-09T18:05:46.452-03:00</updated><title type='text'>Análise do Fundo Soberano por uma equipe da Unicamp</title><content type='html'>Assessoria de Comunicação e Imprensa - UNICAMP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"&lt;strong&gt;Fundo soberano made in Brazil (Valor Economico - 06/06/2008)&lt;/strong&gt;: Os fundos de riqueza soberana (FRS) vêm ganhando destaque crescente nos fóruns políticos internacionais e na imprensa especializada. Esses fundos governamentais de investimento, criados majoritariamente pelos países em desenvolvimento, são geridos em separado das reservas oficiais e constituídos de ativos em moeda estrangeira. Enquanto as reservas são aplicadas em títulos dos principais países centrais, notadamente do Tesouro americano, os FRS diversificam suas aplicações em diversos tipos de ativos em busca de maiores retornos.&lt;br /&gt;Esses fundos alcançaram um patrimônio estimado entre US$ 1,9 a 3,5 trilhões e se transformaram em importantes atores financeiros globais. Embora atuem de forma semelhante a qualquer outro fundo de investimento financeiro, os FRS estão suscitando preocupações quanto a seus impactos potenciais na estabilidade financeira mundial e na segurança nacional nos países centrais. São crescentes as pressões para que esses fundos adotem um código internacional de conduta que defina regras para suas estratégias de investimento.&lt;br /&gt;Os primeiros FRS foram criados na década de 1950, como o Kuwait Investment Authority (KIA). Na década de 1970, com a elevação dos preços do petróleo, surgiram outros fundos baseados nas receitas de exportações desta commodity e foi instituído, pelo governo de Cingapura, o primeiro fundo soberano com recursos oriundos das exportações de manufaturados. No começo dos anos 1990, ocorreu a terceira onda de criação de fundos soberanos, seja por países exportadores de bens industrializados (Malásia e Taiwan), seja por exportadores de petróleo (Irã e Qatar). Na presente década, o aumento das receitas de exportações de vários países em desenvolvimento (associado ao recente boom de commodities e aos ganhos de competitividade na produção de manufaturas), aliado ao seu esforço em acumular reservas, os transformaram em exportadores líquidos de capital e estimularam a proliferação dos FRS. Foram criados mais de dez novos fundos, dentre os quais os da Rússia, China e Coréia, com objetivo de viabilizar um fluxo de receita sustentável para fazer face ao esgotamento dos recursos naturais e/ou à perda de competitividade internacional, e de reduzir o custo de carregamento das reservas. Atualmente, mais de 20 países possuem FRS.&lt;br /&gt;O Fundo Soberano do Brasil (FSB), recentemente anunciado, possui várias peculiaridades vis-à-vis aos existentes. Na realidade, o FSB não deveria ser classificado como um Fundo de Riqueza Soberana. Enquanto os FRS se baseiam em riquezas soberanas - associadas a recursos naturais escassos e não-renováveis, ou a estoques elevados de reservas internacionais acumuladas a partir de estratégias que priorizam a competitividade das exportações e a redução da vulnerabilidade externa -, o FSB terá como fonte principal de recursos um adicional de 0,5% do PIB à meta de superávit primário (3,8% do PIB) que será destinado à aquisição de cotas do Fundo Fiscal de Investimento e Estabilização (FFIE) constituído no Banco do Brasil. Secundariamente, o Tesouro poderá emitir títulos públicos para complementar o capital do FFIE."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;--Fundo é mero paliativo cambial, é mais eficaz adotar controles mais amplos sobre os fluxos de capitais de curto prazo--&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FSB também se diferencia dos FRS existentes em relação aos seus objetivos. Por intermédio do FFIE, o FSB comprará dólares no mercado, que serão aplicados em empresas brasileiras no exterior, como a Petrobras e a filial estrangeira do BNDES, e financiará a compra de produtos brasileiros e a expansão de empresas nacionais no exterior. Dessa forma, pretende-se alcançar três objetivos: formar uma poupança pública para uso anticíclico; aumentar o funding do BNDES, que se tem revelado insuficiente para atender às necessidades de financiamento do setor privado; e ampliar a demanda por dólares no mercado de câmbio para deter a apreciação do real.&lt;br /&gt;Essas linhas gerais do FSB revelam que não se trata de um fundo de aplicação de reservas acumuladas ou de superávits realizados na conta de transações correntes, mas de um fundo lastreado em recursos fiscais. Assim, qualquer análise deve partir do pressuposto de que o FSB não constitui um FRS, mas um instrumento adicional de política. Desse prisma, é fundamental observar que o primeiro objetivo, a adoção de uma política fiscal anti-cíclica, é prematura no caso do Brasil, que não possui superávit nominal e já realiza um esforço fiscal significativo. A arrecadação fiscal adicional em função da elevada elasticidade das receitas tributárias teria outros usos igualmente justificáveis, como a redução da dívida mobiliária e o financiamento da infra-estrutura.&lt;br /&gt;No caso do financiamento externo de instituições públicas brasileiras, o mesmo resultado poderia ser alcançado mediante outros instrumentos. Por exemplo, o BNDES poderia ampliar seu funding por meio da emissão de títulos no mercado internacional, em condições de prazo e custo hoje mais favoráveis do que no passado recente, graças à obtenção do investment grade.&lt;br /&gt;O terceiro objetivo - a criação de uma nova fonte de demanda por dólares - é o mais relevante diante da trajetória de deterioração da balança comercial. O fundo possibilita a aquisição de divisas pelo Tesouro com custo inferior ao atual, dada a rentabilidade superior das suas aplicações. Dessa forma, o governo emitiria uma sinalização contrária à tendência de apreciação do real, desejável frente à perspectiva de maior entrada de dólares decorrente do grau de investimento. No entanto, mesmo a aplicação de uma parte do superávit primário no FSB implicaria restrições à redução da dívida pública interna, cuja taxa de juros é superior à rentabilidade média das aplicações possíveis. Do ponto de vista cambial, o FSB é um mero paliativo para a gestão da política macroeconômica. Seria mais eficaz ir ao centro da questão, mediante a adoção de controles mais amplos sobre os fluxos de capitais de curto prazo, o que exigiria uma mudança mais expressiva no regime cambial e monetário vigente.&lt;br /&gt;Em suma, o FSB é um instrumento completamente distinto de outros fundos soberanos e tem potencial muito limitado para enfrentar os dilemas atuais da política econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maria Cristina P. de Freitas&lt;/strong&gt; é professora da PUC-SP e consultora da Fundap.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Geraldo Biasoto Jr&lt;/strong&gt; é professor-licenciado do Instituto de Economia da Unicamp e Diretor-executivo da Fundap.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Daniela M. Prates&lt;/strong&gt; é professora-doutora do Instituto de Economia da Unicamp, pesquisadora do Cecon e do CNPQ.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-3622008740709203615?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/3622008740709203615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=3622008740709203615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3622008740709203615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3622008740709203615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/anlise-do-fundo-soberano-por-uma-equipe.html' title='Análise do Fundo Soberano por uma equipe da Unicamp'/><author><name>marcelo osakabe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16813364201646461852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-1747153779823034286</id><published>2008-06-09T16:03:00.002-03:00</published><updated>2008-06-09T16:27:06.570-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Governo estuda zerar alíquotas de importação para conter preços, diz Miguel Jorge&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;IVANIR JOSÉ BORTOTLINCOLN MACÁRIO&lt;/p&gt;&lt;p&gt;da Agência Brasil&lt;/p&gt;Para controlar a inflação, o governo poderá zerar as alíquotas de importação em setores onde constatar um aumento excessivo de preços. Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, diz que aumentar os juros é um remédio clássico para combater a alta de preços. Ele, no entanto, afirma que o combate a abusos do mercado - que pode ser feito com mudanças nas tarifas de importação --também deve ser uma arma do governo.&lt;br /&gt;Miguel Jorge disse que as áreas técnicas de sua pasta e do ministério da Fazenda vão fazer um cruzamento de dados para identificar "gargalos"que possam estar provocando aumento do custo das indústrias. Para ele, há um componente especulativo na alta dos preços dos alimentos no mercado.&lt;br /&gt;O ministro acredita que os investimentos no setor produtivo não vão diminuir, mesmo com o aumento da taxa Selic, isso graças aos benefícios fiscais da recém-lançada Política Industrial. Ele rebateu as críticas de que 50% dos recursos do pacote para a indústria tenham beneficiado o setor automobilístico. E enfatizou: o setor vai receber R$ 3 bilhões em incentivos e estará investindo R$ 20 bilhões nos próximos três anos.&lt;br /&gt;Jorge revelou ser contrário à Contribuição Social para a Saúde (CSS) e disse que uma melhora da gestão pública teria mais resultados que um novo imposto, ao defender uma redução da atual carga tributária, equivalente a 36% do Produto Interno Bruto (PIB), para melhorar a competitividade da indústria brasileira.&lt;br /&gt;O crescimento das importações não preocupa o governo, uma vez que o item de maior importância é o de bens de capital, que vem contribuindo para modernizar o setor produtivo e a crescer no momento em que a maior parte das indústrias estão com 90% da capacidade produtiva ocupada.&lt;br /&gt;O atual patamar de valorização do câmbio não tira a competitividade e, ao contrário do que os analistas sustentam, não vem provocando uma "desindustrialização" do país, segundo Miguel Jorge.&lt;br /&gt;Leia trechos da entrevista:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agência Brasil&lt;/strong&gt; - Juros é o melhor remédio para esta situação de inflação acelerada?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - Pode não ser o melhor, mas ele é um dos poucos. Estamos levantando eventuais gargalos na produção para que a gente possa agir, se houver uma inflação de demanda, em algumas áreas da economia, mas o aumento dos juros é um remédio clássico para esta circunstância.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - O presidente Lula pediu ao senhor e ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, para analisar que medidas podem ser adotadas no combate a inflação?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - Ao invés de fazer uma conversa com o ministro Mantega, eu pedi para os nossos secretários que se encontrassem com os secretários da Fazenda, para que eles possam cruzar as informações sobre eventuais gargalos que estejam pressionando a inflação e, para que, eventualmente, se tomem medidas em relação aos gargalos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - Que medidas?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - Medidas clássicas, já que nós falamos em taxa de juros como medida clássica, como redução de tarifas de importação. Se você notar que em algum setor está havendo um aumento indevido, excessivo de preços, que possa estar influenciando o custo das empresas, obrigando a elevarem seus preços, causando mais inflação, certamente você tem que zerar a alíquotas de importação. É uma medida que nós podemos tomar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - Com o último dado de aumento de 10,5% na produção industrial fica muito difícil dizer que a elevação dos preços é provocada pelo crescimento do consumo. Que outros elementos estão alimentando a inflação? Há especulação?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - Há especulação. Isso já é conhecido. O presidente Lula já falou isso. Se você tirar o aumento dos preços dos alimentos da inflação, verá que mais da metade da nova inflação é de alimentos. Com o enxugamento da liquidez no mundo, os grandes fundos e os especuladores começaram a ir para os mercados de commodities, causando aumento nos preços dos alimentos. É verdade que há um aumento no consumo de alimentos em vários países e de consumo do milho para etanol nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - Ao elevar a taxa de juros, o Banco Central não passa um sinal ao empresário de que o custo do investimento vai ficar mais caro?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - Realmente isso é uma conseqüência óbvia do processo do aumento dos juros. Uma das coisas que minimizará este efeito é o fato de termos lançado a política de desenvolvimento produtivo, que faz com que se facilite o investimento. O BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], ao passar o financiamento de uma máquina de cinco para dez anos, ou ao acelerar muito a depreciação de um equipamento, que hoje pode ser feito em um ano e não mais em cinco, está promovendo o investimento sem que você tenha efeitos no consumo. Pode ter um efeito importante na redução do consumo o aumento dos juros, mas os investimentos serão afetados positivamente pelos efeitos da Política de Desenvolvimento Produtivo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - Analistas do mercado apontam o setor automotivo como o principal beneficiado pelas medidas da política de desenvolvimento produtivo, em um momento que a ampliação das frotas de veículos estão agravando os problemas de trânsito das grandes cidades. Além disso, o setor não tem condições de andar com as próprias pernas?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - Certos analistas fizeram uma leitura apressada e irresponsável da medida e saíram falando bobagem, quando disseram que a indústria automobilística receberia 50% das desonerações fiscais. Isso é uma deslavada mentira. As desonerações estão em R$ 24 bilhões e a indústria automobilística está recebendo R$ 3 bilhões do total. Isso significa 12%, não 50%.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AB&lt;/strong&gt;r - E crescimento no uso de automóveis nas grandes cidades?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - O problema não é que tenhamos muitos automóveis nas cidades. O problema é que nossas cidades não investiram em infra-estrutura. É uma irresponsabilidade o que aconteceu neste país, em termos de infra-estrutura local, nem estou falando na infra-estrutura dos portos e das rodovias. O automóvel está mostrando para onde vão os impostos cobrados dos veículos que deveriam ir para a infra-estrutura, inclusive para transporte coletivo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - A ineficiência do setor de transporte acaba sendo um custo distribuído em toda a cadeia de produção?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - Um caminhão que precisa chegar ao Porto de Santos levando uma mercadoria, ele tem que cruzar a cidade inteira e, para isso, leva de duas horas e meia a três horas. Além do prejuízo para a importação e a exportação, tem o prejuízo para a cidade de bilhões de dólares por ano, além da poluição.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - As indústrias operando com 90% de sua capacidade, mas a incorporação de mais 20 milhões no mercado consumidor, o senhor acha as políticas de estímulo à produção do seu ministério vão produzir efeito a tempo de evitar uma inflação maior?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - No caso da inflação industrial, sim. Agora temos que pensar que uma boa parte da inflação está nos alimentos. Fizemos a liberação, a pedido do ministro Reinhold Stephanes, das alíquotas de importação do trigo, reduzindo o custo dos impostos da Marinha Mercante, para importar trigo do Canadá e dos Estados Unidos a preços competitivos. Aí, temos um paradoxo: o pãozinho está subindo muito e o preço do automóvel, cuja venda cresceu 30%, não está subindo. O aumento dos automóveis no último ano foi de 2,5%.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - E a reforma tributária não poderia ajudar na redução dos custos das empresas?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - A reforma tributária está no Congresso Nacional, e espero que o deputado Antônio Palocci tenha razão de que a gente consiga aprová-la até o final do ano. Temos que avançar mais. As tentativas anteriores não foram adiante porque eram mais profundas do que esta e tiveram resistência. Agora temos uma reforma que é possível. A resistência a uma reforma mais profunda não veio dos setores produtivos. Veio dos governos estaduais e municipais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - Para os setores industriais e comerciais, reduzir imposto pode ser uma saída para ganhos de produtividade e competitividade?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - Nós temos uma confusão na legislação brasileira. Hoje, nas empresas você tem áreas só para tratar dos tributos, para preencher papel e planilhas de computadores. Agora, você tem de outro lado um peso excessivo dos impostos sobre a produção, quando deveria ser maior sobre o consumo. Acredito que deveríamos, a partir do momento que o país tem um crescimento sustentável, é o que dizemos que tem, pensar em duas coisas: em reduzir os gastos públicos e mantê-los sob controle, é o que está sendo feito, e reduzir a carga tributária. Nós aumentamos muito a carga tributária quando tivemos que cobrar mais impostos em uma época em que não tínhamos tanta produção para que cobríssemos os gastos públicos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - É um estrutura tributária herdada de um período de inflação alta?&lt;br /&gt;Miguel Jorge - É exatamente isso. Agora temos que repensar essa estrutura tributária e ir reduzindo, claro que não podemos dar uma "paulada" e ir reduzindo de 36% do Produto Interno Bruto [PIB] para 30%, 28% ou 25%, mas começar a pensar e a discutir o assunto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - E este novo tributo que está sendo criado para financiar a saúde não pode elevar os custos das empresas?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - Se eu considero que deveríamos reduzir a carga tributária? Evidentemente que o ministro do Desenvolvimento tem que ser contra o aumento de carga tributária. E é um aumento de carga tributária. Ontem, um deputado amigo meu dizia que só as pessoas que ganham acima de R$ 3 mil pagariam o imposto. Não importa, é mais aumento de tributo e que vai ser repassado ao produto. O presidente Lula reclamava que nenhum empresário abaixou o preço com o fim da CPMF [Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira]. O empresário não vai baixar mesmo, já está no custo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - São os custos da burocracia para as empresas?&lt;br /&gt;Miguel Jorge - Acho que as empresas melhoraram muito a gestão, mas há muita burocracia no país. Eu mesmo passei esses dias por isso. Precisei de um documento para uma destas áreas ligadas ao governo, em que o ministro faz parte, e exigiram que tivesse autenticação com firma reconhecida. Aí, o chefe de gabinete passou o número do decreto, o artigo em que dizia que não é para ter mais isso. Insistiram. No final, acabaram aceitando. A burocracia não é questão brasileira, é de todo o mundo, é um negócio insidioso. Quando ela se instala é mais difícil de tirar do que imposto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - E o câmbio? O aquecimento da economia está elevando as importações, embora as exportações venham sendo sustentadas pelos preços das commodities no mercado externo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - Não vejo muita possibilidade de queda dos preços. Nós continuaremos exportando bem. Acho que a decisão da Comunidade Econômica Européia vai contribuir para elevação das exportações de carne. Alguns países estão abrindo novos mercados para carnes de frango e suínos. Veja bem, os 10% de crescimento industrial devem-se, em parte, ao aumento da importação de bens de capital que continua crescendo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABr&lt;/strong&gt; - Uma das contas que mais vem crescendo no Balanço de Pagamentos do Brasil é a remessa de lucros e dividendos, que já é maior que o pagamento de juros ao exterior. Isso não preocupa?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Jorge&lt;/strong&gt; - Se elas [as empresas] estão mandando muito dinheiro é porque ganham dinheiro legalmente. Não há nenhum problema em relação a isso. É que, pela primeira vez, as empresas estão ganhando dinheiro. Nós passamos muito tempo com as empresas tendo dificuldade de sobreviver por causa da inflação. Imagine uma multinacional que tenha passado, a partir de 1986, por oito planos econômicos e seis moedas. Estas empresas perderam dinheiro por todo este tempo, mas se mantiveram no país. Naquela época, tiveram que trazer dinheiro de fora para não quebrar. Hoje, se elas estão ganhando dinheiro, se estiveram, nos priores momentos, no país, e hoje estão nos melhores momentos, têm o direito de mandar seus dividendos a seus acionistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-1747153779823034286?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/1747153779823034286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=1747153779823034286&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1747153779823034286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1747153779823034286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/governo-estuda-zerar-alquotas-de.html' title=''/><author><name>marcelo osakabe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16813364201646461852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-3854754856193460988</id><published>2008-06-09T14:28:00.001-03:00</published><updated>2008-06-09T14:30:21.767-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='recado'/><title type='text'>Recado do professor</title><content type='html'>Antecipada para dia 12 a palestra de Bernardo Kucinski na ECA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por motivos de agenda do convidado, a  palestra do professor Bernardo Kucinski,  marcada anteriormente para dia 19 de junho, foi antecipada para a próxima quinta-feira,  12 de junho, rigorosamente às 19:30 hs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos devem cobrir o evento produzindo um texto jornalístico de 50 linhas, no máximo, com  título de até 45 toques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser uma reportagem da palestra ou uma entrevista com o conferencista, a escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos individuais e assinados (sem esquecer o número USP),  devem ser postados no blog  da classe ("somos nozes") até o dia 19 de junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será a terceira nota do curso, compondo com as provas a média sobre a qual incidirá até 0,5 ponto, referente à participação individual no Observatório da Crise.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-3854754856193460988?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/3854754856193460988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=3854754856193460988&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3854754856193460988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3854754856193460988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/recado-do-professor.html' title='Recado do professor'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-1408831333211295613</id><published>2008-06-06T18:18:00.001-03:00</published><updated>2008-06-06T18:19:41.308-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='especulação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='commodities'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='petróleo'/><title type='text'>Petróleo tem maior alta em um dia e supera a barreira dos US$ 139</title><content type='html'>da Folha Online&lt;br /&gt;O preço do petróleo disparou nesta sexta-feira e cravou dois novos recordes --durante as negociações da Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York) e no fechamento da sessão de hoje.&lt;br /&gt;Durante o dia, o barril cravou a marca de US$ 139,01, maior da história da negociação da commodity na Nymex. No fechamento, o barril ficou em US$ 138,54 --novo recorde para um encerramento de negócios--, alta de US$ 10,71, ou 8,41% --a maior alta para uma única sessão.&lt;br /&gt;As declarações do ministro dos Transportes de Israel, de que um ataque contra as instalações nucleares do Irã --segundo maior exportador da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo)-- é inevitável também levaram tensão ao mercado. Além disso, o banco de investimentos Morgan Stanley informou em um relatório que o preço da commodity pode chegar a US$ 150 em julho --por conta do feriado de 4 de Julho nos EUA, além da demanda crescente da Ásia.&lt;br /&gt;O dólar caiu ainda mais após o anúncio dos dados de emprego nos EUA. A economia americana fechou 49 mil postos de trabalho em maio, e a taxa de desemprego teve a maior variação em um mês desde 1986, chegando a 5,5%.&lt;br /&gt;A economia americana vem registrando resultados negativos nos indicadores de trabalho desde o início deste ano. Os setores que mais perderam vagas foram os de manufaturas, construção, varejo e serviços profissionais e comerciais.&lt;br /&gt;A divisa norte-americana também recuou desde que o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, disse, ontem (5), que o conselho do banco "não descartará em sua próxima reunião subir a taxa de juros" para a zona do euro, a fim de garantir a estabilidade de preços.&lt;br /&gt;Os investidores tem usado o petróleo e outras commodities para se proteger da desvalorização do dólar no mercado internacional e a da inflação em alta na economia dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;"Sem escolha"&lt;br /&gt;O ministro dos Transportes de Israel, Shaul Mofaz, disse que o Irã pode ser atacadio se não abandonar seu programa nuclear, e que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, "irá desaparecer antes que Israel desapareça", segundo reportagem do diário israelense ""Yediot Ahronot".&lt;br /&gt;Ahmadinejad, na segunda-feira (2), disse que Israel irá "desaparecer em breve" e que o "poder satânico dos EUA" será destruído. "Vocês devem saber que o regime sionista criminoso e terrorista [Israel] que possui 60 anos de agressões e crimes alcançou o fim de seu trabalho e logo desaparecerá da cena geográfica", afirmou segundo a agência oficial Irna.&lt;br /&gt;Ahmadinejad já havia deixado a comunidade internacional indignada em 2005, quando afirmou que Israel deveria ser "varrido do mapa".&lt;br /&gt;Mofaz disse, segundo a reportagem, que as sanções internacionais impostas contra o Irã, como forma de interromper o programa nuclear do país, não surtiram efeito. "Se o Irã continuar com seu programa de armas nucleares nós iremos atacá-lo", disse o ministro, segundo o texto. "As sanções não são efetivas. Não haverá escolha que não atacar o Irã para interromper o programa nuclear."&lt;br /&gt;Estoques nos EUA&lt;br /&gt;Na quarta-feira (4) o Departamento de Energia dos EUA informou que as reservas de petróleo do país caíram em 4,8 milhões de barris na semana encerrada no dia 30 de maio, mas as reservas de gasolina cresceram em 2,9 milhões de barris no período, superando a previsão de alta de 1,2 milhão de barris e atingindo 209,1 milhões de barris.&lt;br /&gt;A demanda por gasolina nos EUA, por sua vez, teve uma queda de 1,4% nas últimas quatro semanas, segundo o departamento.os dados fizeram com que o barril recuasse para o patamar de US$ 122. No dia 22 de maio o barril chegou ao recorde de US$ 135,09.&lt;br /&gt;O barril já vinha recuando devido ao comentário feito ontem pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, de que é improvável que o banco mantenha sua política atual de corte de juros. Com a perspectiva de que os juros do BC americano parem de cair, o dólar interrompeu a trajetória declinante vista nos últimos meses. Com o dólar podendo ganhar força diante das moedas frente às quais vem perdendo valor, como o euro e o iene, o preço da commodity pode voltar a ser um obstáculo para novos compradores --o que serviria como uma forma de frear a expansão da demanda.&lt;br /&gt;Bernanke disse ontem que "no momento, a política monetária para promover o crescimento moderado e a estabilidade de preços ao longo do tempo". A avaliação dos analistas é de que o Fed deve deixar sua taxa de juros em 2% na próxima reunião do banco, programada para os dias 24 e 25 deste mês e, provavelmente, até o fim do ano (alguns falam em um ligeiro aumento mais perto do fim do ano, se a inflação registrar alta).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-1408831333211295613?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/1408831333211295613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=1408831333211295613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1408831333211295613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1408831333211295613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/petrleo-tem-maior-alta-em-um-dia-e.html' title='Petróleo tem maior alta em um dia e supera a barreira dos US$ 139'/><author><name>sapato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01451930409759352107</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-4535503881679805619</id><published>2008-06-02T18:11:00.001-03:00</published><updated>2008-06-02T18:20:13.536-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crédito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>Crescem negócios com crédito podre</title><content type='html'>&lt;em&gt;Cristiane Perini Lucchesi&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;02/06/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ampliação no total de crédito no Brasil tem elevado também o volume de crédito com pagamento em atraso, o chamado crédito podre. O resultado é o aumento da venda desse tipo de ativo de grande risco e retorno no mercado secundário, que deve chegar a R$ 10 bilhões neste primeiro semestre, com relação aos R$ 17 bilhões de todo o ano passado. Em 2006, não chegou a R$ 5 bilhões. Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) têm sido os instrumentos cada vez mais usados pelos compradores para as aquisições, pois possuem vantagens fiscais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A inadimplência em relação ao total de crédito tem caído sistematicamente desde 2004, de 11% para 8%, mas o volume absoluto dos créditos em atraso cresceu", explica o sócio da KPMG especializado em reestruturação, Salvatore Milanese. Desde 2004, o crédito com atraso de 61 a 360 dias ainda na carteira dos bancos cresceu 50%, para níveis acima de R$ 78 bilhões, segundo estudo da KPMG com base em dados do Banco Central. Se somadas as operações fora do balanço, que já foram consideradas baixas contábeis e foram para a chamada "conta de compensação", o total de crédito podre estimado por Milanese no Brasil é de mais de US$ 116 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bancos podem ganhar ao se desfazer desses ativos, pois podem ter algum lucro que, se viesse, só viria no futuro. Podem também deixar de se preocupar em ir atrás da recuperação desses créditos, o que tem um custo e muitas vezes é feito por empresas especializadas em cobrança terceirizadas. São os detentores dos ativos que organizam leilões privados para sua venda. Os investidores que compram os ativos e conseguem uma recuperação maior do que a estimada podem ter ganhos de 15% a 30% em dólar, calcula Milanese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do ano passado, com a crise de hipotecas nos Estados Unidos e a maior aversão ao risco, muitos leilões acabaram não saindo, diz Cláudio Citrin, diretor da administradora de fundos internacionais Spinnaker. "Hoje, com o grau de investimento do Brasil e a menor aversão ao risco dos investidores estrangeiros, os leilões foram retomados", conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, após três anos de experiência nesse mercado mais complexo, os investidores já têm um parâmetro melhor dos custos do processo e da recuperação real que pode ser obtida com as mais diferentes carteiras. "Os preços passaram por um processo de ajuste, de sintonia fina, e agora o mercado voltou", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem diversos tipos de crédito podres que podem ser vendidos: de pessoas físicas, empresas pequenas, médias ou grandes. Mas, no Brasil, a maior parte dos negócios é de venda de crédito para a pessoa física, que permite maior diversificação para o investidor, maior rentabilidade e possibilidade de recuperação. Do total do crédito em atraso de 61 a 360 dias em fevereiro último, 49% era crédito ao consumidor, segundo os dados do Banco Central. São dívidas nas operações de leasing, crédito direto ao consumidor, cartão de crédito, cheque especial etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mercado secundário de crédito podre tem ampliado também os negócios para as empresas de cobrança de dívidas, das quais as mais conhecidas são a Credit One, a Siscom, a Audac, a Contax, a Vanc e a Atento, segundo participantes do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os principais compradores de crédito podre, as tesourarias dos bancos de investimento internacionais e os fundos mais agressivos, explica Roberto Vianna, sócio da Lefosse Advogados, que atua no Brasil em parceria com a Linklaters. Também empresas especializadas na compra desses ativos participam dos leilões, como por exemplo a Credigy, que no Brasil é representada pela Betacred Aquisição e Administração de Créditos Ltda, a Recovery Brasil, a AMC e a Thorton. Participam também seguradoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os compradores nem sempre são conhecidos do consumidor, é possível ver na internet caso nos quais o devedor quer quitar sua dívida mas não consegue encontrar a pessoa certa para negociar o pagamento. Diversos bancos já realizaram leilões de venda de crédito podre na sua carteira ou fora dela, mas os mais ativos são o ABN AMRO, Santander, Itaú, Votorantim e Unibanco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras mais famosas foram ainda no segundo semestre de 2006, quando o ABN Amro vendeu R$ 1,6 bilhão em créditos de varejo que já haviam sido baixados como prejuízo para a empresa americana Credigy após ter vendido R$ 900 milhões em créditos corporativos inadimplentes para o banco de investimento americano Lehman Brothers. Também em 2006 o Banco Itaú havia vendido carteira de crédito inadimplente de varejo de R$ 1 bilhão, com possibilidade remota de recuperação, mas para uma empresa do próprio grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Valor Econômico (&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/financas/54/Crescem+negocios+com+credito+podre,,,54,4956939.html?highlight=&amp;amp;newsid=4956939&amp;amp;areaid=54&amp;amp;editionid=2018"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/financas/54/Crescem+negocios+com+credito+podre,,,54,4956939.html?highlight=&amp;amp;newsid=4956939&amp;amp;areaid=54&amp;amp;editionid=2018&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-4535503881679805619?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/4535503881679805619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=4535503881679805619&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4535503881679805619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4535503881679805619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/06/crescem-negcios-com-crdito-podre.html' title='Crescem negócios com crédito podre'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-4334116802006401413</id><published>2008-05-28T16:01:00.003-03:00</published><updated>2008-05-28T16:05:51.965-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inlação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preço alimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise dos alimentos'/><title type='text'>Alta de alimentos corrói renda familiar</title><content type='html'>&lt;em&gt;Cibelle Bouças&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;28/05/2008&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A inflação dos alimentos tende a comprometer mais a renda média disponível das famílias em 2008. A aceleração de preços da cesta básica, porém, deve ser compensada em parte por reajustes menores nas tarifas de serviços como energia elétrica, telefonia, gás e transporte. Em 2009, a situação se inverte e os preços administrados (reajustados com base no IGP-M) devem se acelerar e impactar mais a renda familiar, enquanto os preços de alimentos registrarão altas menores em comparação com as variações previstas para este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O efeito corrosivo da inflação de alimentos sobre o poder de compra dos trabalhadores já apareceu nos quatro primeiros meses do ano, conforme análise da MB Associados. A consultoria traça um comparativo entre o preço médio da cesta básica, calculada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese), e o salário mínimo. Em março, quando houve o reajuste do mínimo para R$ 415 - aumento de 9,2% e ganho real sobre a inflação dos 12 meses anteriores de 4,7% - , um salário era suficiente para comprar o equivalente a quase duas cestas básicas (1,85).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em abril, esse poder já recuou para 1,82. O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, observa que, em anos anteriores, no mês do reajuste e pelo menos nos três meses seguintes essa relação superava duas cestas. "O ganho real de quase 5 pontos não alterou tanto o poder de compra das famílias", afirma Vale. Para ele, com a tendência de aceleração nos preços de alimentos nos próximos meses, a relação entre salário e cesta básica deve se deteriorar mais, podendo chegar ao pico de baixa alcançado em janeiro deste ano, de 1,66.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dieese faz uma comparação semelhante e calcula quanto do mínimo é gasto com os alimentos básicos após o desconto para a Previdência Social. Em abril, a aquisição exigiu 52,84% do rendimento líquido, contra 50,53%, em março e 47,31%, em abril de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro estudo, feito pela RC Consultores, estima que o aumento nos preços da cesta básica neste ano comprometerá 10,1% da renda bruta das famílias, ante 9,2% no ano passado. A consultoria projeta um aumento no custo da cesta básica de 16,4% em 2008 - ele foi de 9,2% em 2007. O cálculo leva em consideração famílias que tenham um rendimento mental médio de R$ 1.220 e o valor corresponde a um reajuste na renda média nominal de 6,9% este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os gastos com serviços de energia elétrica, telefonia, gás e transporte terão aumento mais modesto que no ano passado, de 2,95%, ante 6,95% registrados em 2007. Como o reajuste é inferior ao do rendimento médio nominal, o comprometimento da renda familiar com esses gastos também será menor, de 25,2%, ante 26,2% no ano passado. "Neste ano, a participação menor dos administrados no gasto das famílias vai compensar os gastos maiores com a cesta básica. Com isso, a renda disponível vai ficar praticamente estável, em 62,8%", observa Fábio Silveira, sócio da RC Consultores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em 2009 a situação se inverte. O aumento nos preços da cesta básica deverá ser menor, de 3,7%, com o fim da escalada da inflação de alimentos, que no mercado internacional já dá sinais de estabilização, ainda que em patamares altos. Com o reajuste na renda de 5,3%, o peso da cesta básica terá impacto um pouco menor sobre a renda disponível, de 9,9%. Além disso, observa Silveira, após alta de 7,75% do IGP-M em 2007 e expectativa de que supere 10% neste ano, a alta nos administrados deverá ser maior, de 6,5%, o que implicará em impacto de 25,5% sobre a renda - o indicador é utilizado no cálculo de reajuste de alguns dos preços administrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O efeito desses itens sobre a renda disponível deverá comprometer 37,3% dos ganhos das famílias, deixando um índice de renda disponível de 62,7% - 0,1 ponto abaixo do estimado para 2008. "O que quero chamar a atenção é que a renda disponível está chegando no seu limite. Taxas de juros maiores, cesta básica mais cara, encurtamento dos prazos de pagamento de veículos e outros produtos de maior valor agregado, tudo isso vai comprometer a renda disponível nos próximos meses", diz Silveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto preocupa Vale. Os itens da cesta básica que apresentaram as maiores altas são produtos que não têm substituto direto, como farinha de trigo, arroz e batata. "A inflação de alimentos não vai dar trégua no curto prazo. Mesmo o reajuste do salário mínimo não é suficiente para compensar a deterioração na renda causada pelos aumentos de preços da cesta básica. O que se ganhou em 2006 e 2007 está se perdendo agora. Vamos voltar ao padrão de 2005", afirma o economista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LCA Consultores revisou as suas projeções de rendimento disponível em função da inflação mais acelerada que o previsto. A massa real de salários (descontado o efeito da inflação) deve apresentar no ano um incremento de 5,4%, levando-se em conta um INPC de 5,1%. A estimativa anterior era de um aumento de 6% na massa real, com inflação de 4,5%. Os resultados apontam uma deterioração nos ganhos reais dos trabalhadores em relação ao ano passado. "A redução do crescimento do PIB para 4,6% em 2008 tem um efeito sobre essas estimativas. Mas, acima de tudo, é a expectativa de inflação mais salgada que impacta na renda disponível", afirma Fábio Romão, economista da LCA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pesquisa recentes, realizadas por outras consultorias, corroboram a tese dos economistas. Levantamento realizado pela Latin Panel junto a 8,2 mil domicílios revela que as famílias comprometeram mais a renda no primeiro trimestre em relação ao mesmo intervalo de 2007, mas gastando menos com produtos de maior valor agregado - reflexo do aumento de gastos com itens de primeira necessidade, como arroz, feijão, carne, legumes e frutas, que são excluídos da base de avaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acompanhamento é feito semanalmente pela Latin Panel em municípios com mais de 10 mil habitantes, o que representa 82% da população domiciliar e 91% do potencial de consumo do país. A lista é composta por 75 categorias de produtos, entre alimentos, bebidas, produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica. Segundo os últimos dados, no primeiro trimestre o volume de vendas desses itens se manteve estável, o que é avaliado como negativo pela gerente de atendimento da Latin Panel, Maria Andréa Ferreira Murat. "O crescimento vegetativo da população por si só provoca um aumento do consumo de 1%", ponderou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas classes C, D e E, as compras domésticas registraram queda de 4% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, com queda de 6% nas compras de alimentos, de 3% em bebidas e de 2% em itens de higiene pessoal. A inflação de alimentos teria sido a responsável pela redução do consumo, diz Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, a inflação mais acelerada ajudou a frear o consumo no primeiro trimestre, de acordo com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O levantamento revelou que 18% dos consumidores consideraram o item alimentos como o que mais afetou o nível de endividamento, seguido por eletrodomésticos (16%) e vestuário (15%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Valor Econômico&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-4334116802006401413?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/4334116802006401413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=4334116802006401413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4334116802006401413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4334116802006401413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/alta-de-alimentos-corri-renda-familiar.html' title='Alta de alimentos corrói renda familiar'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-3292472908022590056</id><published>2008-05-26T09:18:00.001-03:00</published><updated>2008-05-26T09:19:50.487-03:00</updated><title type='text'>Fundos negociam até 8 vezes mesma safra</title><content type='html'>&lt;b&gt;Investidores financeiros alavancam preços no mercado agrícola e elevam chances de riscos e ganhos para o produtor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o valor de  negociação de produtos  agrícolas subiu 64% no ano  passado e 81% nos quatro  primeiros meses deste ano&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;!--Fotografia/Auto/Inicio--&gt; &lt;!--FOTO--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--/FOTO--&gt;&lt;!--Fotografia/Auto/Final--&gt;   &lt;b&gt;  MAURO ZAFALON&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;  DA REDAÇÃO (Folha de SP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risco maior e irracionalidade. Esses são os novos "perigos" para as negociações no mercado agrícola internacional. Os riscos são trazidos, em boa parte, por novos fundos que, em busca de diversificação de mercados para atuar, descobriram os agrícolas no momento em que a demanda por eles explode com o apetite voraz por alimentos dos mercados emergentes gigantes, como China e Índia. Essa inflação agrícola (já batizada de "agflação") vem gerando distúrbios sociais em países consumidores e ganhos em produtores, como o Brasil.&lt;br /&gt;O ritmo acelerado de negociações no mercado futuro chega a girar 22 safras anuais de soja. Só os fundos são responsáveis por 8 dessas safras. Em 2007, o mercado futuro agrícola da Chicago Board of Trade negociou 7,3 bilhões de toneladas de milho, 4,3 bilhões de soja e 2,7 bilhões de trigo. A produção física desses produtos, em 2007, foi de 780 milhões, 220 milhões e 606 milhões de toneladas, respectivamente.&lt;br /&gt;Volumes maiores de negociações esquentaram os preços,  que passaram a ter variações  bruscas, chamadas pelo mercado de "volatilidade". Essas oscilações seguem entradas e saídas dos fundos e trazem riscos.&lt;br /&gt;Esses riscos, no entanto, não  desagradam aos participantes  do setor. Para os produtores,  podem significar preços maiores. Para os investidores, a  chance de uma margem maior  de lucro nas operações. Para as  Bolsas, maior liquidez, o que  tornam ainda mais atraentes as  operações nessas instituições.&lt;br /&gt;Esse mercado voraz exige cada vez mais profissionalismo.  Do contrário, empresas e produtores podem ser liquidados  quando estiverem do lado errado da tendência do mercado.  Foi o que ocorreu com empresas do Meio-Oeste dos EUA e  do Centro-Oeste brasileiro. No  caso brasileiro, uma tradicional  empresa de Goiás não conseguiu honrar os compromissos  no mercado de Chicago.&lt;br /&gt;Os produtores brasileiros  não ficaram isentos a essa volatilidade. No ano passado, negociaram parte da safra com valores até inferiores a US$ 9 por  saca. A soja superou os US$ 30.&lt;br /&gt;Um dos grandes produtores  de soja de Mato Grosso vendeu  a soja por valores inferiores a  US$ 10 por saca e, na hora da  entrega, rompeu os contratos.  O caso foi para a Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Operações na BM&amp;amp;F&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não é só no exterior que aumentaram as operações agrícolas. A BM&amp;amp;F, agora BM&amp;amp;F Bovespa S.A., pode negociar US$  45 bilhões neste ano no mercado agropecuário. No ano passado, foram US$ 24,3 bilhões. Em  2006, US$ 12,5 bilhões.&lt;br /&gt;"O mercado atual é dominado por imprevisibilidade e irracionalidade impressionantes",  diz Fernando Muraro, da Agência Rural. Há cinco anos, oferta,  demanda, chuva e seca direcionavam os preços do mercado  futuro de grãos. Nos últimos  anos, se perdeu essa formação  básica e "a volatilidade [dos  preços], que historicamente  era de 20%, foi a 50%", afirma.&lt;br /&gt;Victor Abou Nehmi Filho, gerente da Sparta, administradora de fundos de investimento,  diz que os fundos não influenciam nos preços finais do produto, "mas dão volatilidade".  Os fundos operam sob as mesmas regras técnicas e públicas a  que todos têm acesso. A entrada ou saída desses fundos no  mercado pode, no entanto, provocar alterações bruscas nos  preços, admite ele.&lt;br /&gt;Ivan Wedekin, diretor de  Produtos do Agronegócio e  Energia da BM&amp;amp;F, concorda.  "Os fundos não geram os fundamentos do mercado -aumentam ou diminuem a febre  [dos preços]", que vem da oferta e da demanda.&lt;br /&gt;"Os fundos não criam mercados, mas apenas vão onde existe liquidez. Quem cria os mercados são os "hedgers" -cooperativas, traders, exportadores etc.", diz Wedekin.&lt;br /&gt;Muraro insiste em que os  preços atuais têm algo mais do  que oferta e demanda. "O mercado viveu, em 2007, com os  maiores estoques de soja da  história. Mesmo assim, os preços explodiram." Isso mostra o  lado irracional do mercado, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Além de oferta e demanda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O diretor da Agrural diz, ainda, que oferta e demanda não  explicam o fato de a saca de soja  subir de US$ 17,60, em agosto  de 2007, para US$ 35, em fevereiro, na Bolsa de Chicago. Em  abril, já recuava para US$ 24.&lt;br /&gt;"Essa "financeirização" do  mercado veio para ficar e pode  gerar novo boom para as commodities", diz Muraro. Um desses sinais é a retomada de pressão dos preços do petróleo que,  na sexta-feira, atingiram US$  132 por barril em Nova York.&lt;br /&gt;Apesar da imprevisibilidade  e da irracionalidade do mercado, Muraro diz que a volatilidade não é ruim. Quem estiver no  mercado tem de ser profissional para não ser atropelado.&lt;br /&gt;É difícil mensurar, mas os volumes negociados no mercado  futuro agropecuário são impressionantes. A alta se deve,  em parte, aos novos milhares  de fundos que se especializam  em nichos, diz Muraro.&lt;br /&gt;Começaram com ações na  Dow Jones, passaram pela Nasdaq, migraram para as commodities minerais, petróleo e chegaram aos agrícolas.&lt;br /&gt;Essas bruscas elevações de  preços forçam produtores e  empresas que trabalham no  mercado físico a buscar saídas.  Diz um operador que bancos e  tradings já montam operações  paralelas às de Chicago, em que  as duas partes -fornecedor e  usuário de matérias-primas-  seguem a Bolsa, mas sem o pagamento dos ajustes diários,  como os do mercado futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-3292472908022590056?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/3292472908022590056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=3292472908022590056&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3292472908022590056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3292472908022590056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/fundos-negociam-at-8-vezes-mesma-safra.html' title='Fundos negociam até 8 vezes mesma safra'/><author><name>Id</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04392919228651724990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.bravus.net/images/away/away_imposto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-636569595741324587</id><published>2008-05-23T02:43:00.002-03:00</published><updated>2008-05-23T02:46:23.590-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='especulação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='commodities'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='petróleo'/><title type='text'>Preços do petróleo caem em NY e Londres após superarem US$ 135</title><content type='html'>Os preços do barril do petróleo em Nova York e Londres encerraram esta quinta-feira em baixa devido a uma &lt;a href="http://economia.uol.com.br/glossario/index-r.jhtm#Realização"&gt;realização de lucros&lt;/a&gt; (venda para embolsar ganhos recentes) e a uma recuperação do dólar, depois de ter batido novos recordes durante o pregão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contrato futuro negociado em Nova York caiu US$ 2,36, a US$ 130,81 o barril. Pela manhã, ele havia passado de US$ 135.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Algumas pessoas determinaram um alvo a US$ 135 como parte de suas estratégias de investimento e, quando o preço chegou lá, elas realizaram lucros", disse Phil Flynn, analista do Alaron Trading em Chicago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, houve um movimento geral de vendas nos mercados de commodities depois que o dólar mostrou uma certa recuperação ante as demais moedas em resultado de uma queda no dado de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos pela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Europa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O barril do petróleo tipo Brent, de referência na Europa, fechou em baixa de US$ 2,19, atingindo US$ 130,51, no International Exchange Futures (ICE) de Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pregão desta quinta foi muito volátil. O Brent fechou US$ 4,63 abaixo do preço recorde de US$ 135,14 que tinha registrado no início das negociações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fatores que contribuem para as grandes oscilações do petróleo no mercado internacional são o temor dos mercados de que a oferta da commodity não possa atender à demanda e o enfraquecimento do dólar frente a outras divisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Com informações de EFE e Reuters)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://economia.uol.com.br/ultnot/2008/05/22/ult4294u1389.jhtm"&gt;http://economia.uol.com.br/ultnot/2008/05/22/ult4294u1389.jhtm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-636569595741324587?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/636569595741324587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=636569595741324587&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/636569595741324587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/636569595741324587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/preos-do-petrleo-caem-em-ny-e-londres.html' title='Preços do petróleo caem em NY e Londres após superarem US$ 135'/><author><name>RRRR</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RCTXV7cJ204/SUZKpkD_SjI/AAAAAAAAAMU/QF1B9cNvlTk/S220/Pickles.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-105459450154338133</id><published>2008-05-21T14:25:00.003-03:00</published><updated>2008-05-21T14:29:56.229-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indústria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><title type='text'>As indústrias flutuantes chinesas</title><content type='html'>O governo Lula lançou sua segunda política industrial, com desoneração e incentivos fiscais da ordem de R$ 21,4 bilhões até 2011. Um dos principais objetivos será modernizar as empresas brasileiras, medida mais do que necessária num período de competição quase selvagem pelos mercados mundiais. Vejam o que a China, de longe o mais agressivo de todos os competidores, está fazendo no setor de bens de capital. Montaram indústrias flutuantes, isso mesmo, flutuantes, dentro de navios, na busca de reduzir o prazo de entrega de máquinas e equipamentos mundo afora.&lt;br /&gt;O governo chinês embarca em navios peças e mão-de-obra especializada, que vai montando máquinas ao longo da viagem marítima. Como algumas partes desses maquinários são importadas, em vez de ficar aguardando a chegada da peça na China, o navio vai ancorando nos portos em que ela está disponível durante a viagem até o destino final: o país do comprador do bem de capital. Com esse modelo de indústria, a China consegue entregar em quatro a seis meses uma máquina que outros países demoram cerca de um ano para fazer chegar às mãos do seu cliente. Não por outro motivo a China hoje é um grande competidor internacional no setor de máquinas e equipamentos. Lidera, por exemplo, a produção de guindastes para portos, já considerados um dos mais avançados do mundo.&lt;br /&gt;O fato é que entender a China e suas estratégias passou a ser vital para competir no mundo atual. De um país antes conhecido por fabricar produtos baratos e ruins, hoje busca avançar no mercado internacional desenvolvendo produtos de alta tecnologia, ainda a preços bem mais competitivos do que seus parceiros internacionais. Resultado de um país que cresceu de 1979 a 2006 a uma taxa média de 9,6% ao ano. Que hoje, diante da escassez de energia provocada pelo salto econômico, procura transferir indústrias de consumo energético intensivo para outros países, como o Brasil.&lt;br /&gt;Na busca de compreender esse ator global, a Fundação Dom Cabral decidiu pesquisar as empresas chinesas e sua atuação no Brasil. A primeira etapa do estudo resultou na montagem de um ranking com as 200 maiores companhias da China, intitulado "Os futuros donos do poder: Top 200 Chinese Dragons". Desse grupo, pelo menos dez já estão atuando no Brasil, inclusive aquela que é considerada hoje a maior empresa chinesa: Sinopec, uma companhia petroleira (veja relação abaixo).&lt;br /&gt;Responsável pelo estudo, o professor Carlos Arruda diz que as cinco maiores empresas chinesas listadas no ranking apresentam um faturamento superior a US$ 500 bilhões. Além da Sinopec, as outras quatro são: China National Petroleum Corporation, State Grid Corporation of China(SGCC), Petrochina Company Ltd. e Industrial and Commercial Bank of China. Segundo Arruda, boa parte dos 200 dragões chineses tem sua origem em "decisões de organismos, agências ou instituições ligadas ao governo central". Muitas delas, porém, são tidas como empresas privadas de capital aberto, com ações disponíveis nas bolsas de Hong Kong e Nova York. O que torna muito complexo a definição do que é realmente público e privado no gigante asiático&lt;br /&gt;Em sua pesquisa, Carlos Arruda afirma ter notado que as empresas chinesas hoje buscam associar o baixo custo com a inovação tecnológica. Diz ele no estudo que, atualmente, "mais do que a capacidade de produção a baixo custo", as empresas do ranking procuram se destacar "se associando com parceiros tecnológicos de todo o mundo". O professor cita o caso da Haier, uma das maiores produtoras de refrigerantes da China, que se tornou líder mundial na fabricação de adegas climatizadas. A empresa, em associação com a Walmart (Sam's Club), "desenvolveu produtos 50% mais baratos do que os concorrentes, com tecnologias muito mais avançadas". Segundo Arruda, em pouco tempo a Haier conquistou 60% do mercado americano.&lt;br /&gt;Dessas empresas chinesas que buscam incorporar alta tecnologia a seus produtos, o professor Carlos Arruda menciona também a Huawei, já presente no Brasil no setor de telecomunicações. A empresa chinesa se associou à Telefônica (Vivo) para desenvolver e lançar a família de telefones celulares de terceira geração. O pesquisador da Fundação Dom Cabral destaca que hoje na China é possível encontrar universidades montadas por empresas para formação de mão-de-obra especializada em tecnologia avançada. O segundo passo da Dom Cabral será analisar a atuação no Brasil das empresas chinesas. Entre as 200 maiores companhias chinesas, as dez que já estão no Brasil são:&lt;br /&gt;Air China (transporte/logística)&lt;br /&gt;Bank of China (setor financeiro)&lt;br /&gt;Baosteel (siderurgia e metalurgia)&lt;br /&gt;China Metais e Minerais - Minmetals (siderurgia e metalurgia)&lt;br /&gt;China Shipping do Brasil (transporte/logística)&lt;br /&gt;Cosco Brasil S/A (transporte/logística)&lt;br /&gt;Gree Electric Appliances Inc. (eletroeletrônico)&lt;br /&gt;Sinopec (petróleo e gás)&lt;br /&gt;ZTE (telecomunicações)&lt;br /&gt;Huawei (telecomunicações)&lt;br /&gt;Além da política industrial&lt;br /&gt;O governo Lula, depois da política industrial, vai avançar para outra área. A do ajuste fiscal. Num dia, lançou um pacote de desoneração tributária e incentivos fiscais de R$ 21,4 bilhões até 2011. No outro, deve anunciar um aperto fiscal, economizar mais dinheiro para fazer uma poupança externa. Com isso, duas personagens do governo ficarão satisfeitas. O ministro Guido Mantega (Fazenda) criará o fundo soberano, terá dinheiro para estimular empresas brasileiras lá fora e, de quebra, poderá atuar no mercado de câmbio. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ganhará uma ajudazinha do Ministério da Fazenda, que vai reduzir um pouco mais o gasto público para fazer poupança externa. Com isso, diminuirá a demanda pública. A política econômica fica um pouco mais equilibrada. Um pouco tarde, mas ainda a tempo de evitar que a inflação faça maiores estragos no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Folha Online&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-105459450154338133?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/105459450154338133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=105459450154338133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/105459450154338133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/105459450154338133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/as-indstrias-flutuantes-chinesas.html' title='As indústrias flutuantes chinesas'/><author><name>Id</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04392919228651724990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.bravus.net/images/away/away_imposto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-9088752212402050365</id><published>2008-05-20T16:35:00.002-03:00</published><updated>2008-05-20T16:45:29.920-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise dos alimentos'/><title type='text'>Ataques xenófobos na África do Sul</title><content type='html'>A frustração com a alta do preço dos alimentos, junto com a pobreza e o ressentimento contra uma onda de imigrantes de outras partes do continente, provocaram nos últimos dias ataques a estrangeiros na África do Sul, com ao menos 20 mortos e centenas de feridos. A polícia de Johannesburgo entrou em choque com manifestantes. Ao menos 5 mil pessoas buscaram refúgio em centros comunitários. Dois imigrantes foram queimados vivos no domingo. Um dos grupos ameaçados é o de imigrantes do Zimbábue - cerca de 1 milhão deles foram para a África do Sul atrás de emprego nos últimos anos, fugindo da crise econômica e inundando o país com mão-de-obra barata. A onda de violência tornou-se indiscriminada, com ataque a favelas de sul-africanos pobres sendo atacadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Valor Econômico&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-9088752212402050365?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/9088752212402050365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=9088752212402050365&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/9088752212402050365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/9088752212402050365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/ataques-xenfobos-na-frica-do-sul.html' title='Ataques xenófobos na África do Sul'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-5350202198662754027</id><published>2008-05-20T16:25:00.004-03:00</published><updated>2008-05-20T16:43:11.112-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neoliberalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise nos EUA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><title type='text'>McCain defende livre mercado como remédio para a economia</title><content type='html'>O senador John McCain, virtual candidato republicano à Presidência dos EUA, defendeu ontem, durante um discurso para empresários em Chicago, que menos impostos e mais mercado livre são os melhores remédios para combater a desaceleração da economia americana. McCain tachou Barack Obama como o tradicional "democrata defensor do Estado inchado", que aumentaria os impostos e prejudicaria o crescimento. Para o republicano, Obama estaria engajado no "velho estilo de política" que explora o ressentimento do público contra o comércio internacional em vez de focar nos problemas de competitividade dos EUA. Ele reconheceu entretanto que muito mais coisa precisa ser feita para ajudar as pessoas que perderam seus empregos por causa da globalização e prometeu ser mais rigoroso nos acordos comerciais para proteger os interesses americanos. "[Tanto com Hillary Clinton quanto com Obama] a gente acaba vendo o mesmo pacote: mais impostos federais, mais regulamentação federal, mais controle do governo sobre a economia e mais gastos públicos", atacou o senador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Valor Econômico&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-5350202198662754027?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/5350202198662754027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=5350202198662754027&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5350202198662754027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5350202198662754027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/mccain-defende-livre-mercado-como.html' title='McCain defende livre mercado como remédio para a economia'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-250012164419666037</id><published>2008-05-19T16:20:00.004-03:00</published><updated>2008-05-19T16:27:31.886-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grau de investimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>Para o Grupo Brasil</title><content type='html'>Pessoal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se vocês já viram isso, nem sei se será útil, mas em todo caso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O link abaixo direciona para o último relatório emitido pela Standard &amp;amp; Poor's antes da elevação do rating do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www2.standardandpoors.com/portal/site/sp/en/us/page.article/2,1,1,0,1148443064155.html?vregion=us&amp;amp;vlang=en" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www2.standardandpoors.com/portal/site/sp/en/us/page.article/2,1,1,0,1148443064155.html?vregion=us&amp;amp;vlang=en&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uns comentários legais, além de apontar os pontos positivos e negativos da economia brasileira que foram decisivos na avaliação e concessão do investment grade ao país...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-250012164419666037?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/250012164419666037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=250012164419666037&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/250012164419666037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/250012164419666037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/para-o-grupo-brasil.html' title='Para o Grupo Brasil'/><author><name>Id</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04392919228651724990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://www.bravus.net/images/away/away_imposto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-3403739283951207031</id><published>2008-05-18T19:29:00.003-03:00</published><updated>2008-05-18T19:32:13.465-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='commodities'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise dos alimentos'/><title type='text'>Mapa da crise dos alimentos</title><content type='html'>Na seção Especiais, o Estadão fez um mapa-mundi estilizado, que mostra como a crise dos alimentos afeta diversos países.&lt;br /&gt;Ficou bem legal! Vejam o que acham &lt;a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=588"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-3403739283951207031?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/3403739283951207031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=3403739283951207031&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3403739283951207031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3403739283951207031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/mapa-da-crise-dos-alimentos.html' title='Mapa da crise dos alimentos'/><author><name>Lia Lupilo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06490808071541019842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-7955803154206198793</id><published>2008-05-16T12:28:00.003-03:00</published><updated>2008-05-16T12:34:55.744-03:00</updated><title type='text'>Produtividade: A caça aos baixos salários</title><content type='html'>&lt;em&gt;O que as empresas ocidentais fazem quando os operários da China começam a exigir melhores salários e condições de trabalho? Fácil -transferem a produção para um país mais barato. É a vez do Vietnã.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China,a potência manufatureira do mundo, precisa de novos trabalhadores com baixos salários, e este é o motivo do homem de terno preto estar falando até ficar rouco. "Não demorem", ele diz às pessoas reunidas ao seu redor, pressionando sua boca contra o microfone. "Nós cuidaremos de tudo em minutos e vocês terão trabalho imediatamente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O homem, cujo nome é Zhou Liang, trabalha para uma agência de empregos privada, que tem seu escritório em um terminal de ônibus em Shenzhen, o centro industrial no sul da China. Ônibus chegam constantemente ao terminal vindos de toda a China, trazendo uma nova oferta de trabalhadores migrantes jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas Zhou, o agente de empregos, soa desesperado, como alguém tentando vender um produto que ninguém quer. Cartazes na parede anunciam os empregos mais mal remunerados do mundo. Uma grande quantidade de fábricas está à procura de trabalhadores, mas elas pagam apenas um salário mínimo mensal de 750 yuans, ou cerca de US$ 107, e isto para uma carga horária de oito horas por dia, cinco dias por semana. Mas trabalhando horas extras e fins de semana, anuncia Zhou, na esperança de interessados, os trabalhadores podem ganhar até duas vezes mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele conseguiu atrair 40 candidatos e pede para que façam três filas. Um deles é Zhong Xia, 20 anos, da província de Sichuan. A bagagem dela consiste de uma mala e um balde de plástico. O balde é para que possa lavar suas roupas no dormitório da fábrica onde provavelmente morará em breve, dividindo um quarto com várias outras mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A mulher recebe um emprego para montar componentes elétricos, incluindo cabos e plugues. É um começo, e melhor do que nada, ela diz rapidamente antes de seu grupo ser conduzido para uma fila de espera de microônibus que levarão os trabalhadores para as fábricas. Todo o processo é concebido para acontecer o mais rapidamente possível, para impedir os trabalhadores de mudar de idéia no último minuto. Atualmente, mão-de-obra se tornou um bem em falta na China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há uma escassez de 2 milhões de trabalhadores apenas no delta do Rio Pérola, a zona industrial da China adjacente a Hong Kong, onde empresas como Adidas e Mattel têm seus produtos fabricados. Os fabricantes de lá competem implacavelmente por mão-de-obra, disputando desesperadamente cada trabalhador. Esta luta marca um novo capítulo na história da globalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por um longo tempo parecia que a China, com seus 1,3 bilhão de habitantes, oferecia ao mundo uma reserva inesgotável de mão-de-obra barata. Era a base da receita para o sucesso que o reformista Deng Xiaoping prescreveu ao país há 30 anos. Empresas estrangeiras terceirizariam a produção de bens simples para a China. E os comunistas lhes forneceriam os trabalhadores que precisassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todos se beneficiaram com o arranjo. Cerca de 300 milhões de chineses foram retirados da miséria e a China se transformou na principal fornecedora para os países industrializados. Os consumidores no Ocidente ficaram satisfeitos por poderem comprar camisetas e tênis baratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas agora este sistema simbiótico não está funcionando tão bem quanto no passado. O boom econômico nas províncias mais pobres do oeste do país provocou a redução do afluxo de trabalhadores migrantes, à medida que muitos chineses preferem procurar emprego mais perto de casa. Isto, por sua vez, forçou as empresas a reverem completamente suas suposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os custos estão subindo por toda parte. A escassez de mão-de-obra tornou a produção mais cara, à medida que os trabalhadores agora podem exigir salários mais altos. Uma lei trabalhista mais rígida, matérias-primas mais caras e a valorização do yuan chinês frente ao dólar também contribuíram para a alta dos custos. A inflação chegou recentemente a 8%. O papel da China como destino supremo de produção de baixo custo está rapidamente se tornando história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Investidores alemães, antes atraídos pelos baixos custos do Extremo Oriente, começaram a perceber recentemente que as vantagens financeiras de terceirizar a produção para a China começaram a desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Conseguir lucro está ficando cada vez mais raro", relata o consultor Wilfried Krokowski, que é especializado em ajudar empresas alemãs a entrarem no mercado chinês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como resultado, regiões manufatureiras como o delta do Rio Pérola estão experimentando um verdadeiro êxodo. Segundo uma pesquisa da Câmara de Comércio dos Estados Unidos em Xangai, uma entre cinco empresas já está pensando em sair da China. Muitas estão levando suas fábricas para lugares onde os salários agora são mais baixos, como Vietnã, Bangladesh ou Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ou fecham completamente, como a Boji Company. Até recentemente, a Boji era uma das maiores produtoras mundiais de árvores de Natal artificiais, empregando 20 mil pessoas. Agora seu complexo de prédios em Shenzhen está abandonado e suas lojas de fábrica fechadas. "Nós queremos nosso dinheiro", fornecedores irados picharam nas paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apenas em dezembro e janeiro, mais de 1.000 empresas deixaram o delta do Rio Pérola. A maioria era de Taiwan ou da vizinha Hong Kong. Mas eram apenas a ponta do iceberg. Segundo Stanley Lau, o vice-chefe de uma federação de empresas de Hong Kong, 10% de até 70 mil empresas manufatureiras de pequeno e médio porte na área provavelmente fecharão as portas neste ano. Cerca de 4 mil empresas no setor de calçados, diz Lau, já fecharam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que é mais surpreendente neste êxodo é que ninguém na China está preocupado com a partida destes estabelecimentos escravizantes. Não há grandes protestos ou apelos desesperados por parte de políticos. Pelo contrário, a mudança é intencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os planejadores da China sabem que seu país não tem futuro como produtor de baixo custo. Seguindo os passos do Japão e da Coréia do Sul, eles estão convertendo sua base industrial, na esperança de catapultar a indústria chinesa para o nível de alta tecnologia. É uma mudança que os estrategistas comunistas de Pequim estão promovendo tão energicamente como apenas ditaduras são capazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pequim eliminou recentemente alguns incentivos para investidores estrangeiros, incluindo isenções de imposto de renda de pessoa jurídica e reduções de alíquotas para muitos bens exportados. Como resultado, se tornou quase impossível ter lucro com a exportação de certos produtos, como couro para calçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao mesmo tempo, Pequim busca promover a "harmonia" social que o líder do Partido Comunista e presidente, Hu Jintao, apregoa constantemente. É uma campanha que visa neutralizar a crescente insatisfação na República Popular. Os súditos de Pequim estão se tornando mais cientes de seus direitos e não estão mais dispostos a serem explorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em intervalos de poucos dias, os operários da Clever Metal&amp;Electroplating, em Shenzhen, param repentinamente de trabalhar. Vestindo uniformes azuis com números amarelos fixados neles, eles se sentam à beira da estrada, parecendo suficientemente inofensivos -quase como se estivessem fazendo um piquenique. Mas o clima é tenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os trabalhadores dizem que estão esperando por seu salário há duas semanas. Eles especulam que os administradores da empresa estão ficando sem dinheiro, assim como eles gradualmente estão perdendo a paciência. "Eu pinto molduras de metal por até 12 horas por dia", se queixa um funcionário, "e a máscara fina que uso não impede o cheiro forte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As condições ainda não melhoraram significativamente em muitas fábricas chinesas. Os empregadores pagam salários de fome, deixam de dar crédito pelas horas extras e arruinam a saúde de seus funcionários. Uma operária da Taiway, uma fornecedora para a indústria de material esportivo, descreve quão dura é a vida nos bastidores de uma fábrica chinesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Usando um dispositivo apenas ligeiramente maior do que uma escova de dente, ela passa até 10 horas por dia aplicando cola em solas de calçados. O cheiro é terrível e ela freqüentemente sofre de dores de cabeça. Apesar da empresa ter distribuído máscaras, diz a funcionária, elas são tão ineficazes que quase ninguém as usa -exceto quando os inspetores fazem visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Toda noite ela cai exausta na cama. Ela compartilha um quarto com seis outras mulheres no dormitório de propriedade da empresa. Não há chuveiros para os funcionários, que precisam carregar água quente em baldes para se lavarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No passado, os chineses tolerariam em silêncio essas condições. Mas agora eles não estão mais dispostos a aceitá-las, e até mesmo podem esperar apoio do governo. A nova lei trabalhista, introduzida no início do ano, garante aos funcionários maior proteção contra demissão e maiores pagamentos rescisórios. Também aumenta os custos para as empresas, especialmente os produtores que pagam baixos salários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caravana passa&lt;br /&gt;O administrador Huang Hanxin, 68 anos, está combatendo a nova onda de custos em todas as frentes. Ele dirige a Sha Wan Dian Ji, uma das maiores fabricantes de secadores de cabelo do mundo, que produz cerca de 7 milhões de unidades por ano. Os funcionários, a maioria mulheres jovens, montam os secadores que serão vendidos sob as marcas Revlon, Conair, Babyliss e Vidal Sassoon. Eles montam os corpos plásticos em uma taxa quase acrobática, com 70 mulheres montando 3 mil unidades por dia na linha de montagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fábrica antes conseguia um lucro de 15%, mas atualmente este número caiu para entre 3% e 5%, diz Huang, acrescentando que a valorização do yuan frente ao dólar prejudicou seriamente a empresa. Além disso, diz Huang, leis de proteção ambiental mais rígidas aumentaram em 3% a 5% o custo da produção. A União Européia exigiu recentemente que os fabricantes reduzissem o conteúdo de substâncias perigosas como chumbo e cádmio em aparelhos eletrônicos. Isto, diz Huang, significa comprar materiais diferentes e mais caros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os compradores de bens importados da China estão descobrindo que seus preços saltaram consideravelmente, especialmente para itens comuns como vestuário e calçados. Grandes gerentes de compras de empresas manufatureiras e de comércio alemãs confirmam que o "made in China" não é mais sinônimo de "imbativelmente barato". Fontes na gigante alemã de vendas por catálogo, Otto, dizem que notaram "altas significativas de preços", especialmente para têxteis. A Kaufhof, uma grande loja de departamentos alemã, também está vendo aumentos constantes de preços para produtos feitos na China. Fontes nas empresas dizem estar "preocupadas" com a situação. De fato, a situação é motivo de preocupação para qualquer um que faça negócios com a China, especialmente empresas de pequeno e médio porte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fornecedores chineses aumentaram preços em todas as categorias de produtos, diz Mario Moeschler, um executivo de marketing da Winora, uma fabricante de bicicletas com sede na cidade bávara de Schweinfurt, que diz que as altas nos preços foram entre 5% e 10%. "Nós fomos informados sobre os aumentos de preços", diz Moeschler, que recebe três a quatro cartas da China a cada semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação para o aumento de preço é sempre a mesma, ele diz: o valor da fatura é maior, infelizmente, porque o aço e o alumínio se tornaram incrivelmente caros. Esses aumentos de preço são especialmente prejudiciais aos fabricantes de bicicletas, que obtêm muitas de suas peças, como quadros e garfos, da China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, os preços das matérias-primas subiram em todo o mundo. Mas o que está tornando os produtos da China muito mais caros agora é o enorme aumento nos custos trabalhistas. Um aumento anual de 10% ou mais nos salários agora se tornou regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente um engenheiro chinês ganha cerca de US$ 31 mil por ano, aproximadamente o dobro do que no início da década. Além disso, está se tornando cada vez mais difícil encontrar -e manter- esses trabalhadores qualificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não causa surpresa que 94% das empresas alemãs com negócios na China esperem que os custos salariais continuaram subindo, como mostrou um levantamento da firma de consultoria administrativa PricewaterhouseCoopers (PwC) e da Associação Federal de Administração, Compra e Logística de Materiais. Segundo o estudo, a economia média em preço com produtos chineses atualmente é de apenas cerca de 10%. As empresas dizem que não é incomum para elas até terem prejuízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"À medida que aumenta o padrão de qualidade e o nível de automação, e as limitações de tempo se tornam mais restritivas, terceirizar produtos na China está se tornando cada vez menos atrativo, do ponto de vista do preço", diz Klaus Schulten, especialista da PwC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os importadores começaram a procurar por alternativas há muito tempo. "Leste Europeu e Índia", conclui o estudo da PwC, "se tornarão substancialmente mais importantes como mercados de fornecimento a médio prazo". Parece que a caravana está seguindo em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Um empregador modelo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a indústria de calçados estabeleceu o tom. Centenas de empresas já tiveram que fechar suas fábricas na província de Guangdong, na China. Ao mesmo tempo, centenas lançaram novas operações em países como Índia, Bangladesh, Indonésia, Vietnã e Camboja. Ironicamente, a indústria de calçados alemã às vezes se depara com velhos conhecidos lá: freqüentemente são os chineses que desenvolvem fábricas nestes países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Schneider, 52 anos, também se estabeleceu no Vietnã, a terra prometida da indústria internacional de calçados, onde a maioria dos seus clientes -marcas globais, de Adidas a Timberland- estão cada vez mais tendo seus calçados fabricados. Schneider pesquisou inúmeros parques industriais antes de encontrar uma área próxima de Ho Chi Minh, antes conhecida como Saigon. A partir de agosto de 2009, 200 operários começarão a curtir couro para Schneider na nova instalação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schneider, que aprendeu a atividade de curtimento em Reutlingen, perto de Stuttgart, quase estabeleceu raízes na China. Ele desenvolveu um curtume em Taiwan e, no início dos anos 90, seguiu a indústria do couro para a China, o mais recente paraíso de baixos salários da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele agora opera um dos maiores curtumes da China em Guangdong, onde sua empresa, a ISA Tan Tec, desenvolveu sistemas de produção bons para o meio ambiente e fornece segurança e saúde ocupacional exemplares, revolucionando assim uma indústria notoriamente poluidora e insegura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora sua fábrica modelo enfrenta dificuldades. No ano passado, o governo em Pequim removeu as isenções de impostos para bens exportados como couro. Desde abril, a ISA Tan Tec começou a pagar perto de 18% do preço de venda em impostos para fornecer para fábricas de calçado do exterior. No passado, a sobretaxa era de pouco mais de 2%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aumentos gerais de preços -devido aos salários mais altos, taxa recorde de inflação de mais de 8% e a valorização do yuan- também complicaram as coisas. Mas a pior coisa na China, diz Schneider, é a incerteza, porque as autoridades em Pequim planejam as isenções de impostos ano a ano. Isto impossibilita para qualquer empresa planejar de forma confiável para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido aos altos custos, Schneider já reduziu sua força de trabalho em Guangdong de 1.000 para 800 funcionários. Até que a fábrica planejada no Vietnã esteja pronta para entrar em operação, ele já conta com couro produzido no Vietnã por outro curtume. Afinal, seus clientes não esperarão por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schneider também planeja seu novo endereço perto de Ho Chi Minh como uma fábrica modelo. Apesar de ser obrigado a pagar aos trabalhadores no Vietnã apenas metade do que paga aos trabalhadores na China -cerca de US$ 65 por mês- as exigências rígidas das empresas de calçados em relação à proteção ambiental e segurança se aplicam igualmente ali. Schneider não têm restrições em atender, porque seus métodos de produção bons para o meio ambiente são na verdade seu trunfo mais forte na luta contra sua concorrência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele até mesmo planeja reduzir a temperatura em sua fábrica usando uma bomba de calor. Além de reduzir as emissões de CO2, essas técnicas também permitem a Schneider reduzir seus custos de eletricidade. Os preços também estão subindo no Vietnã, onde a inflação está próxima de 20%. Durante uma visita de levantamento, Schneider ouviu histórias de outros chefes sobre quão dura é a disputa por pessoal qualificado. Após o Tet, o Ano Novo vietnamita, milhares de vietnamitas não voltaram aos seus empregos -eles os trocaram por empresas que pagam mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Schneider não tem escolha. A próxima etapa do jogo se passa no Vietnã -pelo menos até que seus clientes na indústria de calçados decidam que é hora de se mudar para o próximo país de salário baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;UOL/Der Spiegel/Alexander Jung e Wieland Wagner &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-7955803154206198793?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/7955803154206198793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=7955803154206198793&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/7955803154206198793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/7955803154206198793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/produtividade-caa-aos-baixos-salrios.html' title='Produtividade: A caça aos baixos salários'/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05459680145418268040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-8313864162431209145</id><published>2008-05-15T15:56:00.004-03:00</published><updated>2008-05-16T11:05:02.635-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Respostas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><title type='text'>Respostas do Grupo EUA para o Grupo Brasil (alterada!)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial; font-size: 13px; "&gt;&lt;div class="Ih2E3d" style="color: rgb(80, 0, 80); "&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt;Grau de investimento deverá diminuir juros e incentivar produção&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Verdana; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: auto; margin-right: 0cm; margin-bottom: auto; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Verdana; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: auto; margin-right: 0cm; margin-bottom: auto; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt;            A elevação do Brasil ao grau de investimento é motivo de comemoração para a economia nacional. Considerado confiável, o país passará a atrair investimentos mais conservadores, de longo prazo, como os feitos por fundos de pensões. Com a classificação de bom pagador, deixa de ser necessário para o país manter juros elevados par atrair capital.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: auto; margin-right: 0cm; margin-bottom: auto; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt;            A tendência é que a produção nacional se aqueça devido aos investimentos que têm sido feitos em bens de capital, agora incrementados pela maior oferta de capitais que o país desfruta com o grau de investimento. Dessa forma, o déficit da conta-corrente causado pela entrada de dólares poderá ser balanceado e a inflação diminuída.  &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Verdana; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: auto; margin-right: 0cm; margin-bottom: auto; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt;         &lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Num contexto em que se busca diminuir os impactos da disparada do real e evitar um desempenho fraco das exportações, o governo prepara a criação de um fundo soberano e a Política de Desenvolvimento Produtivo, que busca fomentar setores-chave da economia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Verdana; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: auto; margin-right: 0cm; margin-bottom: auto; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Verdana; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: auto; margin-right: 0cm; margin-bottom: auto; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Verdana; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: auto; margin-right: 0cm; margin-bottom: auto; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt;A agência classificadora Standart &amp;amp; Poor's elevou o Brasil ao chamado grau de investimento no início de maio. A partir de agora, o país passa a ser um atrativo para investimentos não especulativos, de maneira que os juros tenderão a cair a médio e longo prazo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Verdana; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: auto; margin-right: 0cm; margin-bottom: auto; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt;            'O risco do Brasil deve cair e as taxas de juros para os tomadores de crédito no país deverão cair. O efeito do grau de investimento é reduzir as taxas de juros, reduzir o custo de captação para o Brasil', afirmou o Ministro da Fazenda, Guido Mantega.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Verdana; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: auto; margin-right: 0cm; margin-bottom: auto; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt;            O grau de investimento reflete a confiabilidade de um país em relação ao pagamento de suas dívidas. Uma vez que agora a tendência de investimentos não especulativos no Brasil é maior, as taxas de juro devem deixar de ser ajustadas de acordo com a necessidade de atrair dólares para o pagamento da dívida externa e passarão a focar mais no controle da inflação. A aquisição de bens de capital será facilitada com o aumento dos investimentos externos que essa nova condição do país proporciona. Isso estimula a produção, que, por sua vez, deve contribuir no equilíbrio dos índices inflacionários provocados pela demanda.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Verdana; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: auto; margin-right: 0cm; margin-bottom: auto; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt;            Por outro lado, com a injeção de dólares na economia, o real é valorizado e as exportações acabam prejudicadas, contribuindo para uma conta-corrente deficitária. O incentivo à produção brasileira devido ao novo grau de investimento deve, no entanto, contribuir para as exportações assim como no saneamento da balança de pagamentos. Além disso, o ritmo de aquisição de bens de capital deve decair conforme vão sendo alcançadas as necessidades da economia, o que contribuirá na queda do déficit.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: auto; margin-right: 0cm; margin-bottom: auto; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt;            Ao mesmo tempo, para compensar a atual valorização do real, o governo elaborou a Política de Desenvolvimento Produtivo, que consiste no incentivo de setores-chave da economia (produção, emprego, exportações líquidas e formação de capitais) através de queda dos juros do BNDES, disponibilização de R$ 210 bi de crédito até 2011, desoneração de cerca de R$ 21 bi, entre outros. Além disso, o governo também começa a criar um fundo soberano para financiar investimentos de empresas nacionais no exterior, o que retirará dólares da economia, diminuindo a pressão no sentido de aumento da cotação do real.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Verdana; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: white; margin-top: auto; margin-right: 0cm; margin-bottom: auto; margin-left: 0cm; text-align: justify; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; "&gt;            A valorização do real frente ao dólar não é só fruto da notória depreciação que a moeda americana tem sofrido. Mais que isso, é fruto também da quantidade expressiva de dólares sendo investidos no Brasil. O desafio do real valorizado é efeito colateral de se ter uma economia atraente. O governo tem se mostrado atento a essa realidade através da tomada de medidas como a criação da Política de Desenvolvimento Produtivo e a criação do fundo soberano. A disposição do governo em lidar com a valorização do real torna a perspectiva de uma lenta caminhada para uma crise pouco provável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-8313864162431209145?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/8313864162431209145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=8313864162431209145&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8313864162431209145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8313864162431209145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/respostas-do-grupo-eua-para-o-grupo.html' title='Respostas do Grupo EUA para o Grupo Brasil (alterada!)'/><author><name>Adriana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14384410966682962174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-8277753424556179251</id><published>2008-05-15T12:08:00.004-03:00</published><updated>2008-05-16T02:31:26.742-03:00</updated><title type='text'>RESPOSTA - Grupo Brasil para grupo EUA</title><content type='html'>&lt;em&gt;1) Afinal, os Estados Unidos estão em recessão ou não? Há perspectivas de impedir que uma recessão ocorra em um futuro próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Para contornar a depressão de 1929, foram feitas mudanças que introduziram um maior controle do Estado na economia, no entanto, anos depois, o mercado financeiro encontrou formas de se liberalizar. Se a atual crise dos EUA for resolvida apenas com as medidas paliativas aplicadas pelo governo, será perdida a oportunidade de estabelecimento de mudanças estruturais mais definitivas para o controle do mercado?&lt;br /&gt;(Consultar a matéria: http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/o-risco-da-calmaria.html)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) A desvalorização do dólar pode ser vista como um contraponto à crise para os EUA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos não estão própriamente em recessão, mas pode-se dizer que estão caminhando rumo a este quadro. Já há diversos indicadores demonstrando quedas acima do esperado tanto na produção quanto no consumo de diversos setores industriais.&lt;br /&gt;Como ocorreu anteriormente, o FED acabou resolvendo a última crise com medidas paliativas, sem reestruturar a economia, mantendo os ganhos dos especuladores. Em um curtíssimo prazo, esta política parece ser eficiente, como foi no passado. Mas, se antes levou meio século para que outra crise aparecesse, agora é provável que em poucos anos o quadro se altere para um ambiente de crise acentuada e recessão econômica.&lt;br /&gt;É dito que a pior parte da crise sub-prime &lt;a href="http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/7059a76b34db379adc71e7.html"&gt;"ficou atrás de nós"&lt;/a&gt;, contudo suas causas perduram, principalmente a instabilidade.&lt;br /&gt;Adotando medidas como a desvalorização do dólar, o governo norte-americano apenas apresenta outra medida paliativa. Ele chama de volta parte do capital que deixa de ver vantagem em investimentos no exterior e até incentiva a produção e consumo internos, mas como a raíz dos problemas está na desregulamentação dos investimentos, e estes se dão tanto por capitais nacionais como extrangeiros, a ação será ineficiente.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-8277753424556179251?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/8277753424556179251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=8277753424556179251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8277753424556179251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8277753424556179251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/resposta-grupo-brasil-para-grupo-eua.html' title='RESPOSTA - Grupo Brasil para grupo EUA'/><author><name>Pedro Sibahi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13561654368857222346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_OqdgyYHj84k/RrT5jgYzSYI/AAAAAAAAAGU/Re-ty6w96Og/s200/IMG_2191.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-2076982094610369216</id><published>2008-05-15T11:48:00.009-03:00</published><updated>2008-05-15T17:01:26.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Respostas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='commodities'/><title type='text'>Roda-mundo, roda-gigante.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Resposta do Grupo Commodities às questões do Grupo China -&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É interessante notar, no quadro globalizado e feroz da economia atual, como pontos aparentemente distantes se ligam de tal maneira que torna-se impossível entender um problema sem abarcar uma série de outros, o que faz de toda resposta mera conjectura.&lt;br /&gt;A crise provocada pela bolha imobiliária estadunidense, onde deitava em berço esplêndido boa parte dos ativos financeiros, que agora assolam o mercado de commodities, é em boa parte responsável (parte, não todo, sejamos claros) pela inflação crescente na China, que agora se vê.&lt;br /&gt;Simples assim: quem estava perdendo com os subprimes yakees, resolveu pegar seu dinheirinho – mesmo que imaginário – e investir em ativos reais. E lá estavam, belas e vistosas, as commodities, vendendo horrores por conta da alta demanda de países emergentes, tais como China e Índia. Muita gente, muita comida, e lá foram os senhores especuladores, moçoilos dados à esperteza, intermediarem as compras e vendas nos mercados futuros.&lt;br /&gt;Aí, é a lógica: muita demanda, oferta menor, gente querendo lucrar. As commodities dispararam. O petróleo, esta semana, encostou os 126 dólares o barril, e pode chegar a 200 dólares, segundo especialistas.&lt;br /&gt;Na China, os preços ao consumidor no país subiram 8,5% em abril, na comparação com abril de 2007. O índice superou o registrado em março, quando os preços ao consumidor tiveram alta de 8,3% (em fevereiro, o índice subiu 8,7%, maior em 12 anos). A alta dos alimentos responde por parte considerável desse resultado - os preços na categoria subiram 22,1% no mês passado. Além dos alimentos, outros itens vêm pressionando a inflação, como petróleo e metais. O Banco do Povo da China (BC chinês) vem adotando medidas como elevações de juros para controlar os preços e desaquecer a economia.&lt;br /&gt;Mas...(e se há um...)&lt;br /&gt;O yuan, moeda chinesa, está se valorizando frente ao dólar, depois de mais de uma década de câmbio estável. Isso tem acontecido mais por causa do dólar, que se desvalorizou frente às outras moedas, do que propriamente por políticas cambiais da China. Se estas continuarem resistindo às pressões de valorização do yuan, a inflação, que já passou de 6%, vai continuar aumentando.&lt;br /&gt;O governo chinês deve manter o controle sobre a taxa de câmbio, permitindo uma valorização gradual em relação ao dólar. Com o yuan mantido desvalorizado em relação à moeda americana, os produtos chineses chegam aos mercados internacionais mais baratos que os americanos. O governo americano vem pressionando por uma maior flutuação da moeda chinesa.&lt;br /&gt;O BC chinês estabeleceu uma margem de 0,5% na qual o yuan pode flutuar em relação ao dólar.&lt;br /&gt;Moral da estória: é possível que as condições globais se tornem propícias, e permitam que a China ajuste o seu regime cambial sem prejudicar por demais o crescimento do PIB. Assim como existe um risco real de que um ajuste forçado tenha impacto negativo sobre o crescimento. Nessa segunda cena possível, segundo Michael Pettis, professor de Finanças da Universidade de Pequim, “Esse ajuste, de corte brusco do crescimento chinês e, com ele, da demanda chinesa por importações, poderá levar a uma queda repentina nos preços das commodities.”&lt;br /&gt;Não à toa, já há quem enxergue na questão das commodities potencial para desencadear toda uma nova crise, tal qual a bolha imobiliária.&lt;br /&gt;Pois que a ciranda começaria, tudo de novo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-2076982094610369216?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/2076982094610369216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=2076982094610369216&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/2076982094610369216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/2076982094610369216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/roda-mundo-roda-gigante_15.html' title='Roda-mundo, roda-gigante.'/><author><name>Theodoro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-8568896781717360355</id><published>2008-05-14T18:25:00.003-03:00</published><updated>2008-05-15T02:13:28.988-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Respostas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='commodities'/><title type='text'>Resposta - Grupo China para Grupo Commodities</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Contratos futuros e especulação influem nos preços das &lt;em&gt;commodities&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;  Os negócios em forma de contratos futuros através dos fundos hedge vêm sendo grandes responsáveis pela agravação da crise econômica que abala o mundo. As especulações que giram em torno do preço de &lt;em&gt;commodities&lt;/em&gt;, sejam elas produtos agrícolas ou o petróleo, as encarecem, fazendo essa crise entrar em um ciclo vicioso.&lt;br /&gt;  Essas negociações se assemelham ao investimento em opções, comum no mercado de ações. As operações de &lt;em&gt;hedge&lt;/em&gt; funcionam como proteção contra perda de dinheiro investido, usadas em investimentos de alto risco, sujeitos a grandes flutuações de preço. Uma certa &lt;em&gt;commoditie&lt;/em&gt; é adquirida através de contrato futuro a fim de se proteger dessas flutuações – o comprador garante que o preço daquele produto será o mesmo fixado no contrato. Este cenário funciona para o vendedor também, garantindo que o preço pelo qual vão comprar seu produto se mantenha, mesmo que seu valor venha a cair. Em caso de um eventual prejuízo que contrato futuro venha a causar, ele pode optar por não exercer a sua opção de venda, perdendo apenas o dinheiro gasto na aquisição do contrato futuro.&lt;br /&gt;  O grande problema que os negócios feitos por contratos futuros causam é a especulação. O especulador se antecipa a uma mudança futura de preços e consegue lucrar a partir da compra e venda de contratos, não se importando com as &lt;em&gt;commodities&lt;/em&gt; propriamente. Ele atua no ambiente da BM&amp;amp;F (Bolsa de Mercados e Futuros) e sai do mercado mais rapidamente do que o &lt;em&gt;hedger&lt;/em&gt; – produtor da &lt;em&gt;commoditie&lt;/em&gt; e seu comprador. Seu objetivo é conseguir lucros a curto prazo, tanto especulando uma baixa nos preços (comprando contratos de produtores) quanto uma alta (comprando de agroindústrias). Desse jeito, o especulador repassa o risco do agricultor ao mercado, vendendo os contratos a outros especuladores, que venderão a outros e assim sucessivamente.&lt;br /&gt;  No caso do petróleo, a situação se agrava ainda mais, pois é uma fonte de energia e países como a China precisam importar quantidades enormes. Com a alta do preço do barril, o governo chinês está se resguardando e fazendo uma grande quantidade de contratos futuros. Mas, nesse caso, a China atua como se fosse um especulador, gerando maior alta ainda dos preços. O que pode vir a seguir é um aumento no preço de tudo aquilo que necessita de petróleo – produção de alimentos, os transportes etc. Uma alternativa, já buscada por alguns países, mas não pela China, é o biocombustível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-8568896781717360355?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/8568896781717360355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=8568896781717360355&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8568896781717360355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8568896781717360355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/resposta-grupo-china-para-grupo.html' title='Resposta - Grupo China para Grupo Commodities'/><author><name>Butico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03869425848883678381</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_Zn6WmeucRig/SkDul0QJsII/AAAAAAAAAFQ/WkQTM8IHRm0/S220/Uhuhuhuhu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-3829324884819606441</id><published>2008-05-14T12:40:00.000-03:00</published><updated>2008-05-14T12:41:01.639-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conta corrente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>Brasil: conta corrente não assusta</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: rgb(0, 146, 134); font-family: Arial; font-size: 25px; font-weight: bold; line-height: 30px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: Verdana; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: 16px; "&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); 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scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;Depois de produzir saldos positivos durante cinco anos, a conta corrente do país voltou a gerar déficits e deve fechar o ano com saldo negativo bem superior à expectativa do Banco Central (BC), de US$ 12 bilhões. É possível que chegue ao dobro desse valor, o equivalente a 1,44% do PIB, e cresça um pouco mais em 2009. No passado, o Brasil entrou em crise nos momentos em que o déficit em conta corrente explodiu. A questão que se coloca agora é: dessa vez será diferente?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;Beneficiado pelo boom de commodities, as exportações brasileiras cresceram, desde 2002, a taxas espetaculares, gerando elevados superávits comerciais. Depois de amargar déficits em conta corrente, em proporção do PIB, de 4,32% em 1999 e 4,19% em 2001, o país entrou no azul em 2003 (superávit de 0,76%). Em 2004, obteve o melhor resultado em muitos anos - 1,76% do PIB. Em 2007, o saldo minguou para 0,11% do PIB e, no primeiro trimestre do ano, tornou-se negativo.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;Apenas entre janeiro e março, a conta corrente, que contabiliza os números da balança comercial, dos serviços (pagamento de juros, remessas de lucros etc.) e das transferências unilaterais, registrou déficit de US$ 10,7 bilhões, 89% do que o BC esperava para todo o ano. Essa rápida deterioração entrou na agenda do governo há dois meses como uma forte preocupação. Ao presidente Lula foi dito que ele corre o risco, inclusive, de entregar o país quebrado a seu sucessor em 2010. Será?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;Entre o alerta feito a Lula e o momento atual, o Brasil recebeu da agência&lt;empresa style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;Standard &amp;amp; Poor's&lt;/empresa&gt; o grau de investimento, ou seja, o selo de qualidade que retira do país a pecha de investimento especulativo. A classificação afasta, na prática, uma incerteza de médio e longo prazo a respeito da taxa de câmbio. Por causa da nova nota, nos próximos meses e anos haverá investidores dispostos a financiar o balanço de pagamentos do país.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;"Na medida em que o grau de investimento retira essa incerteza sobre o câmbio, afasta também uma incerteza sobre a taxa de juros no médio e longo prazo, tendo em vista que o BC vai ter que se preocupar apenas com a oferta e a demanda, e não vai ter aquela perseguição eterna do câmbio ameaçando a inflação. Isso favorece uma convergência rápida dos juros internos para a média mundial", sustenta Octávio de Barros, economista-chefe do &lt;empresa style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;Bradesco&lt;/empresa&gt;. "Mudou muito a análise que tem de ser feita sobre o comportamento da conta corrente antes e depois do grau de investimento."&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;Já se esperava que, com a retomada do crescimento da economia num ritmo mais forte, as importações avançariam numa velocidade superior à das exportações, diminuindo os superávits comerciais. A desvalorização do dólar frente ao real reduziu, por sua vez, os custos de capital das empresas brasileiras, na medida em que estimulou a importação de máquinas e equipamentos.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); 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scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; 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border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;Compra de petróleo pressiona conta externa&lt;/b&gt;&lt;hr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;"O agravamento do déficit em conta corrente tem sido a salvação da lavoura neste momento, na medida em que há um descompasso, muito provavelmente temporário, entre oferta e demanda no país", explica Barros. "O déficit evita pressões inflacionárias. É providencial no sentido de que permitiu que o Brasil registrasse trajetória inflacionária mais benigna do que a que se observa em outros países emergentes."&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;De fato, mesmo com a aceleração verificada nas últimas semanas, a inflação brasileira acumulada em 12 meses está abaixo da média dos países emergentes. O BC, que aparentemente entrou numa fase de transição ao elevar os juros para trazer a inflação de volta à meta, tinha, antes do grau de investimento, mais preocupações para administrar porque sabia que um déficit em conta corrente crescente poderia gerar, em algum momento, incertezas sobre o financiamento do país, o que levaria a uma depreciação do real, com impactos inflacionários. Diante da nova classificação, o BC se preocupa menos com esse efeito e se volta para o ajuste entre demanda e oferta.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;Barros conta que monitora, "com lente de aumento", o ritmo de expansão de oferta por meio de entrevistas mensais com 1.600 indústrias. Sua conclusão é que o atual ciclo de investimento é forte e abrangente. E mais: o ritmo de maturação vem se acelerando. "Verificamos que mais de 95% dos investimentos anunciados na mídia se concretizam", revela.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;Com a esperada elevação da oferta, a tendência é que as pressões inflacionárias provocadas por excesso de demanda diminuam. Um dos itens que mais têm pressionado as importações tem sido justamente o de bens de capital. Como as empresas estão investindo na ampliação da capacidade produtiva, por acreditarem no sucesso da economia adiante, esse ciclo deve permanecer forte por um tempo, mas não é algo que vá se perpetuar às taxas atuais de expansão. Será uma pressão a menos na conta corrente.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;Um dado interessante é que o saldo comercial da balança de petróleo e derivados, nos 12 meses terminados em abril, está deficitário em US$ 9,3 bilhões. Trata-se de um número expressivo. Um dos fatores que têm contribuído para essa situação é a importação de óleo combustível utilizado em usinas térmicas para geração de energia elétrica. Quando se retiram da balança a importação e a exportação de petróleo e derivados, a conta corrente fica ligeiramente superavitária. "Olhando para os próximos anos, tira o sono a conta-petróleo? Muito pelo contrário. O Brasil tende a ser um país altamente superavitário num futuro não muito distante nessa área. Então, esse componente negativo da conta corrente tende a desaparecer", prevê Barros.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;O economista acredita que o Brasil pode conviver tranqüilamente com um déficit em conta corrente em torno de até 2% do PIB, embora ele acredite que mesmo um valor superior a esse será financiado. "O que parece muito plausível é que, com o grau de investimento, o Brasil voltou para o radar dos investidores de todo tipo. Considerando que é um país percebido hoje como celeiro do mundo, grande exportador de commodities, com reservas de petróleo, é ingênuo imaginar que o investimento direto não financiar a conta corrente", afirma. "Vai financiar e possivelmente com alguma folga."&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;span id="ctl00_ContentInterna_lblColumnCurriculum" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;b style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;Cristiano Romero é repórter especial e escreve às quartas-feiras. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: Verdana; font-size: 12px; font-weight: bold; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: Verdana; line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Fonte: Valor Econômico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-3829324884819606441?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/3829324884819606441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=3829324884819606441&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3829324884819606441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3829324884819606441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/brasil-conta-corrente-no-assusta.html' title='Brasil: conta corrente não assusta'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-5279978681387602501</id><published>2008-05-14T12:12:00.000-03:00</published><updated>2008-05-14T12:14:06.415-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='petróleo'/><title type='text'>Terceiro choque do petróleo já ameaça a economia mundial</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(41, 41, 41); font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 11px; "&gt;&lt;div id="c" style="margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 10px; clear: both; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Brasil enfrenta riscos com a disparada dos preços, mas situação do País é mais confortável hoje graças ao álcool&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(112, 112, 112);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(112, 112, 112); font-size: 13px; line-height: normal; "&gt;A escalada dos preços do petróleo já leva muitos analistas a considerar factível uma hipótese que algum tempo atrás pareceria risível: que o mundo esteja caminhando para um terceiro choque da commodity. Seu impacto na economia global não seria tão forte como na década de 1970, quando ocorreram os dois choques anteriores. Mas uma redução no ritmo de crescimento é dada como certa. Se serve de consolo, o Brasil, segundo especialistas, está melhor preparado para enfrentar o cenário de águas turbulentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, o barril do tipo leve (WTI) para entrega em junho bateu recorde todos os dias na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Ao final da sexta-feira, valia US$ 125,96, o maior valor da história, mesmo em termos reais, ou seja, descontada a inflação. A alta na semana foi de 8,3%. Em 2008, chega a 33% e, nos últimos 12 meses, a 81%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já há até quem diga que a disparada pode ir mais longe. Na terça-feira, um relatório do Banco Goldman Sachs chacoalhou o mercado ao prever que a cotação pode bater nos US$ 200. "A chance de um barril entre US$ 150 e US$ 200 nos próximos 6 a 24 meses parece estar aumentando", afirmou um texto assinado pela equipe de analistas de petróleo. Os investidores prestaram atenção ao alarme porque esse mesmo time publicou um relatório em 2005 segundo o qual as cotações podiam alcançar US$ 105 nos anos seguintes - o que ocorreu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se estamos ou não vivendo o terceiro choque do petróleo depende da forma como conceituamos esse movimento", pondera o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), Adriano Pires. " Se considerarmos que em 1973 e 1979 os preços dispararam de um dia para o outro por causa da falta de oferta, a resposta é não", diz. "Mas, se interpretarmos esse nível de preço como conseqüência de oferta reprimida e da falta de novos investimentos em produção, seria um choque parecido com o de 1979."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ministro da Fazenda na época do primeiro choque, o professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e ex-deputado federal, Delfim Netto é menos cauteloso. "Provavelmente, sim", diz, em resposta à questão sobre o terceiro choque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma economia global que já sofre os efeitos da recessão nos Estados Unidos e da desaceleração na Europa e no Japão, a disparada do petróleo é uma má notícia. No entanto, os especialistas não acreditam em crises mundiais como as que se sucederam aos choques das décadas de 70. "Haverá alguma desaceleração, mas nada dramático", avalia o professor da USP Simão Silber. "O mundo, que estava crescendo na faixa de 5% ao ano, vai se expandir 3,5%." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recuo deve-se ao provável aumento das taxas de juros globais, como, aliás, já ocorreu no Chile e Austrália, entre outros países. Em todos, a inflação subiu, em parte por causa dos preços da energia. "É a resposta clássica quando os preços aceleram", diz Marcelo Moura, professor do Ibmec São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil hoje está em situação totalmente distinta se comparado aos anos 70: tem reservas próximas de US$ 200 bilhões e é quase auto-suficiente na produção de petróleo, entre outras vantagens. Em compensação, como é mais integrado ao resto do mundo, também deve diminuir o ritmo de expansão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(112, 112, 112); font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(112, 112, 112); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Fonte: Estado de São Paulo (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Lucida Grande'; white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080511/not_imp170805,0.php)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="grupoC2" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; float: left; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-5279978681387602501?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/5279978681387602501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=5279978681387602501&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5279978681387602501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5279978681387602501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/terceiro-choque-do-petrleo-j-ameaa.html' title='Terceiro choque do petróleo já ameaça a economia mundial'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-3325481823942033896</id><published>2008-05-14T11:38:00.000-03:00</published><updated>2008-05-14T11:40:24.274-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hipotecas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><title type='text'>Volume de pedidos de hipotecas nos EUA expandiu-se 2,9% na semana passada</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: Verdana; font-size: 11px; "&gt;SÃO PAULO - O volume de requisições de empréstimos imobiliários nos Estados Unidos teve alta de 2,9% na semana encerrada em 9 de maio na comparação com a anterior. O indicador que mede esses pedidos foi de 655,4 para 674,4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a mesma base, as solicitações de hipotecas para refinanciar empréstimo imobiliário já existentes subiram 6,5%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados fazem parte da pesquisa da Mortgage Bankers Association (MBA), localizada em Washington e representante da indústria de financiamento imobiliário dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parcela dos requerimentos de refinanciamento de hipotecas ampliou-se para 48,7% do total de pedidos, frente aos 47,1% de uma semana antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Fonte: Valor Online (&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; font-family: 'Lucida Grande'; white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;http://www.valoreconomico.com.br/valoronline/Geral/internacional/economia/Volume+de+pedidos+de+hipotecas+nos+EUA+expandiu-se+29+na+semana+passada,08145,,17,4928385.html)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-3325481823942033896?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/3325481823942033896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=3325481823942033896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3325481823942033896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3325481823942033896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/volume-de-pedidos-de-hipotecas-nos-eua.html' title='Volume de pedidos de hipotecas nos EUA expandiu-se 2,9% na semana passada'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-1150110352562062196</id><published>2008-05-13T19:31:00.008-03:00</published><updated>2008-05-14T18:24:26.353-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas'/><title type='text'>Observatório da Crise : as perguntas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Do Grupo China para o Grupo Commodities &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1) A elevação (de certa forma) dos padrões de vida nos países emergentes, as condições climáticas (como no caso da China, que é mais de 50% deserto e ainda tem que enfrentar tempestades de areia e secas) e a especulação fizeram com que o preço dos alimentos aumentasse. Esse aumento gera pressão inflacionária no mundo todo, inclusive na China, onde o índice de inflação já preocupa as autoridades. Como seria possível equilibrar os preços dos alimentos, reduzindo a pressão do aumento da inflação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;A China, por ora, não tem interesse por biocombustíveis. As terras do país – em sua maior parte grandes áreas áridas – não bastam nem para fornecer comida para toda a população. Por enquanto, a inflação está sendo segurada pelo "dumping social". Quais podem ser as conseqüências no crescimento se a crise dos alimentos piorar ainda mais a vida da população chinesa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;3) Qual é o principal meio de controle da inflação na China (que impede que ela não saia do controle)? Qual característica do país ajuda nisso?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do Grupo de Commodities para o Grupo da China &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1)Para se protegerem de “surpresas” desagradáveis, os produtores agrícolas de grande porte costumam vender seus produtos antes da safra através contratos futuros negociados em bolsas e freqüentemente adquiridos por fundos hedge. Explique como funcionam esses mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)Nesse contexto, qual a função dos especuladores nos contratos futuros? Como eles agem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Alguns economistas (chamados de pessimistas) fazem previsões de que o preço do barril de petróleo poderá alcançar a marca de U$200 em poucos meses. Se essa previsão se confirmar, a curto prazo, quais serão as conseqüências, sendo que países como a China já estão comprando essa commoditie em larga escala, como forma de estoque (e preparação para um possível agravamento da crise)?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do Grupo Brasil para o Grupo EUA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&lt;em&gt;) A notícia sobre a economia brasileira que mais repercutiu na mídia internacional nos últimos dias foi a do alcance do Grau de Investimento. Muitos analistas vêem isso como uma contramão histórica, já que o Brasil consegue atrair investimentos em um período de crise nos mercados internacionais. No entanto, há temores de que a conseqüente valorização do real afete drasticamente as exportações, em especial as de commodities e de manufaturados. Em vossa análise, o saldo final dessa nova situação brasileira será positivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Quais medidas deverão ser tomadas para que o produto brasileiro seja competitivo no Mercado Internacional, mesmo em tempos de moeda valorizada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Diante de da série de acontecimentos recentes, como a alta da inflação e a elevação da nota de risco do Brasil, como deverá ser a trajetória dos juros no país? Quais são os fatores envolvidos que explicam essa tendência, e qual suas implicações?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do grupo dos EUA para o grupo do Brasil &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1) Afinal, os Estados Unidos estão em recessão ou não? Há perspectivas de impedir que uma recessão ocorra em um futuro próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Para contornar a depressão de 1929, foram feitas mudanças que introduziram um maior controle do Estado na economia, no entanto, anos depois, o mercado financeiro encontrou formas de se liberalizar. Se a atual crise dos EUA for resolvida apenas com as medidas paliativas aplicadas pelo governo, será perdida a oportunidade de estabelecimento de mudanças estruturais mais definitivas para o controle do mercado?&lt;br /&gt;(Consultar a matéria: http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/o-risco-da-calmaria.html)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) A desvalorização do dólar pode ser vista como um contraponto à crise para os EUA? &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-1150110352562062196?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/1150110352562062196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=1150110352562062196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1150110352562062196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1150110352562062196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/observatrio-da-crise-as-perguntas.html' title='Observatório da Crise : as perguntas'/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05459680145418268040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-1274484913490490380</id><published>2008-05-13T16:27:00.004-03:00</published><updated>2008-05-14T11:26:21.294-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas'/><title type='text'>PERGUNTAS DO GRUPO DE COMMODITIES PARA O GRUPO DA CHINA</title><content type='html'>- Para se protegerem de “supresas” desagradáveis, os produtores agrícolas de grande porte costumam vender seus produtos nos&lt;em&gt; edge funds&lt;/em&gt; antes da safra (a partir de contratos futuros). Explique como funcionam esses mercados.&lt;br /&gt;- Nesse contexto, qual a função dos especuladores nos contratos futuros? Como eles agem?&lt;br /&gt;- Alguns economistas (chamados de pessimistas) fazem previsões de que o preço do barril de petróleo poderá alcançar a marca de U$200 em poucos meses. Se essa previsão se confirmar, a curto prazo, quais serão as conseqüências, sendo que países como a China já estão comprando essa commoditie em larga escala, como forma de estoque (e preparação para um possível agravamento da crise)?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-1274484913490490380?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/1274484913490490380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=1274484913490490380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1274484913490490380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1274484913490490380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/perguntas-do-grupo-de-commodities-para.html' title='PERGUNTAS DO GRUPO DE COMMODITIES PARA O GRUPO DA CHINA'/><author><name>Tatiane Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04303417250402591402</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-3764888421349608721</id><published>2008-05-13T13:53:00.004-03:00</published><updated>2008-05-13T14:03:33.997-03:00</updated><title type='text'>Redução na jornada: alternativa para geração de trabalho</title><content type='html'>&lt;strong&gt; &lt;em&gt;Entrevista com Cássio Calve, economista do DIEESE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(excertos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o empresariado encara a redução na jornada de trabalho?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São dois motivos que levam o empresário a se colocar contra a redução da jornada: um é a visão fragmentada da economia; a outra é o mando dentro da fábrica, ou seja, a democracia no Brasil pára no portão de entrada da fábrica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dentro da fábrica, a democracia não existe e o empresariado vê ameaçado o seu poder com a intervenção do Estado regulando a jornada de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto é a visão fragmentada da economia. Quando se fala em redução da jornada, o empresário vê apenas o aumento de custo que isso vai para sua empresa, o que é verdade, tem um pequeno aumento de custo. Apenas esse efeito o empresário consegue perceber. Ele não consegue perceber que a redução da jornada de trabalho, gerando novos postos de trabalho, vai aumentar a demanda da economia como um todo, e, por conseqüência, a demanda da sua empresa também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual era a situação no Brasil em 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Faz 20 anos e nenhuma empresa quebrou por conta disso. E mais, essa redução foi num período pouco indicado, a economia estava em recessão, era um período inflacionário e, mesmo assim, a redução na jornada de trabalho gerou postos de trabalho e não trouxe nenhum malefício alardeado pelos empresários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a diferença para o momento atual? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a gente vive um momento muito oportuno para a redução da jornada de trabalho. É verdade que, em 88, teve o benefício do aumento do tempo livre do trabalhador, teve o benefício da geração de postos de trabalho, pequeno, mas teve. Agora, a gente vive numa economia em crescimento, uma economia estabilizada, com grandes ganhos de produtividade. Os custos salariais, no custo total de produção são baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que fator permitiria reduzir a jornada sem  prejuízos ao empresariado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os avanços tecnológicos ao longo da história da humanidade. A redução da jornada de trabalho não vem acompanhando isso. Ou seja, a cada avanço tecnológico seria necessário, seria possível que isso se transformasse em melhoria na qualidade de vida para todo mundo. Entre o século 19 e o século 20 o ganho de produtividade foi enorme. Uma revolução tecnológica e a jornada de trabalho pouco se altera. Por quê? Justamente por uma disputa política pela apropriação deste ganho de produtividade. No Brasil e no mundo o capital se apropria cada vez mais de parcelas maiores da renda mundial e nacional.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como a redução da jornada de trabalho afeta as horas extras? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Jornada de trabalho não é apenas a jornada legal, é a jornada total, que é a jornada legal de 44 horas mais as horas extras. O Brasil é um dos poucos países que não tem limitação de horas extras. No Brasil, pode fazer quantas horas extras o empresário quiser, não existe uma limitação. Um dos problemas de 1988, quando se reduziu a jornada de 48 para 44 horas, é que muitos empresários acabaram optando pela contratação de horas extras e não pela contratação de novos trabalhadores. Então, a jornada efetivamente pouco diminuiu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Paula Cassandra /Agencia Chasque&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-3764888421349608721?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/3764888421349608721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=3764888421349608721&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3764888421349608721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/3764888421349608721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/reduo-na-jornada-alternativa-para-gerao.html' title='Redução na jornada: alternativa para geração de trabalho'/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05459680145418268040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-5200927568825002828</id><published>2008-05-13T11:36:00.000-03:00</published><updated>2008-05-13T11:38:34.163-03:00</updated><title type='text'>A frase do dia</title><content type='html'>&lt;em&gt;"...os preços agrícolas estão subindo por muitos motivos: 1) o mais &lt;br /&gt;importante talvez seja a desvalorização da unidade de conta do comércio &lt;br /&gt;internacional, o dólar; 2) pela redução dos estoques ,recomendação da &lt;br /&gt;própria OMC, porque com a "liberdade de comércio" eles seriam &lt;br /&gt;dispensáveis!; e 3) pela especulação desenfreada dos "hedges funds". O que &lt;br /&gt;restará disso? Primeiro, grandes conversas diplomáticas, lítero-musicais nos &lt;br /&gt;foros internacionais. Segundo, concretamente e por "baixo do pano", cada um &lt;br /&gt;vai buscar sua independência alimentar..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;( Delfim Netto 13-05, Valor Econômico)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-5200927568825002828?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/5200927568825002828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=5200927568825002828&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5200927568825002828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5200927568825002828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/frase-do-dia_13.html' title='A frase do dia'/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05459680145418268040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-5272728905420096988</id><published>2008-05-13T11:04:00.000-03:00</published><updated>2008-05-13T11:06:44.064-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='previdência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>Riscos e impactos para a Previdência Social</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Helmut Schwarzer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;13/05/2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O custo dos projetos aprovados no Senado - o PLS 296, que revoga o fator previdenciário e a média de cálculo desde 1994, e a emenda ao PLC 42, estendendo a todos os benefícios do INSS o reajuste dado ao salário mínimo - é insustentável para a Previdência Social. Hoje, sem alterar regras, a despesa do INSS em relação ao PIB já subirá de 7,11% em 2008 para 11,23% em 2050, apenas em função do rápido envelhecimento demográfico. Os projetos desviariam a trajetória de despesa do INSS para 26,49% do PIB na metade do Século XXI. Apenas no período 2008-2011, o impacto adicional para o país seria de R$ 61,2 bilhões, com tendência crescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que este impacto? A análise dos projetos tem de ser subdividida em três: 1) o fator previdenciário; 2) o cálculo de benefícios somente a partir dos últimos 36 meses de contribuições; e 3) o reajuste das aposentadorias conforme o salário mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fator previdenciário, criado em 1999 como substituto (imperfeito) para a idade mínima para aposentadoria, é aplicado obrigatoriamente apenas às aposentadorias por tempo de contribuição (ATC). Seu objetivo é desestimular que segurados se aposentem com idades reduzidas. As ATC, em março de 2008, representavam 15,7% do estoque de benefícios emitidos; e 28,5% do gasto global. Entre os benefícios novos, correspondem a 6% das concessões e 10,3% do valor concedido.&lt;br /&gt;As ATC são concedidas a quem tem 35 anos de contribuição formal (30 para as mulheres). Ou seja, como é necessária uma trajetória de formalidade, normalmente não são os mais pobres que se aposentam por tempo de contribuição. Estes se aposentam por idade aos 65, inclusive muitas mulheres que se aposentam aos 60 anos. Por isto, as ATC têm o valor médio comparativamente mais alto entre todos os benefícios do INSS (R$ 1.050,01 em março de 2008). Em outros termos, o fim do fator aumentaria apenas os benefícios de valor unitário mais elevado entre os pagos pelo INSS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PLS 296 também reintroduz o cálculo das aposentadorias pela média dos últimos 36 salários de contribuição, regra vigente antes de 1999. A experiência histórica com esta regra foi de prejuízos para a Previdência: contribuía-se sobre valores baixos e declarava-se a contribuição pelo teto nos últimos anos da trajetória profissional. Pior, pode haver outras injustiças redistributivas sérias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a PNAD 2006, os rendimentos das pessoas de escolaridade baixa têm, ao longo da vida, uma trajetória bastante diferente de quem possui escolaridade alta no Brasil. Enquanto o rendimento dos primeiros possui um formato de "U invertido", com queda ao final da vida de trabalho porque a capacidade física menor dificulta a inserção do idoso de baixa escolaridade no mercado de trabalho, quem possui escolaridade melhor apresenta tendência ascendente ao longo de toda a vida, provavelmente porque a experiência adiciona conhecimento e melhora as oportunidades profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A expansão do reajuste do salário mínimo aos demais benefícios pode inviabilizar a política de recuperação do mínimo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma "média curta" de 36 meses, pessoas de maior dificuldade no mercado de trabalho serão captadas no período descendente de suas trajetórias. Já segurados melhor posicionados terão o cálculo de suas aposentadorias somente pelas últimas remunerações, mais altas do que o restante da sua vida profissional. Quem tem menos, será punido pela regra dos 36 meses; quem tem mais (e tende a viver mais) será premiado muito acima do que contribuiu historicamente. É socialmente justo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Constituição estabelece uma regra clara para o reajuste dos benefícios previdenciários: salário mínimo como garantia de piso e reposição do poder de compra para quem ganha mais do que o salário mínimo. Isto significa aplicar um índice de inflação. Temos utilizado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do IBGE, mas poderíamos comparar os reajustes dados com qualquer outro indicador, seja o IPCA, seja o Índice de Preços ao Consumidor da 3º Idade IPC-3i.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é que houve o cumprimento estrito das regras constitucionais de reajuste, inclusive com ganhos reais para os aposentados acima do piso nacional. Ademais, a política de recuperação permanente do salário mínimo tem elevado seu valor acima da inflação. Assim, o valor dos demais benefícios diminui em número de salários mínimos, causando a ilusão matemática de perda de poder de compra entre os segurados. Mas isto nada tem a ver com o poder de compra das aposentadorias, que está mantido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda: os benefícios dos aposentados do INSS tiveram reajustes que superaram o crescimento dos salários dos trabalhadores do setor privado e, também, os dos funcionários públicos, conforme a RAIS (disponível até 2006). Enquanto o benefício médio subiu entre 1995 e 2006 em 322%, os funcionários públicos e os trabalhadores do setor privado tiveram aumentos de 268% e 161%, respectivamente. Isto é conseqüência da ampla proteção que a Constituição oferece aos aposentados contra as oscilações de custo de vida no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a expansão do reajuste do salário mínimo aos demais benefícios pode inviabilizar a política de recuperação do mínimo, prejudicando os mais pobres. Atualmente, os 16,8 milhões de benefícios que equivalem a um salário mínimo correspondem a 66% da quantidade e 44% do valor desembolsado. Um terço dos segurados, os que ganham acima do mínimo, consomem 56% do valor mensal da folha do INSS e têm recebido reajuste igual ou mesmo superior à inflação. É este grupo, responsável por mais da metade das despesas da previdência, que a emenda ao PLC 42 beneficiaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Previdência tem cumprido sua função e ajudado a reduzir a taxa de pobreza entre os idosos com idade de 60 anos ou mais. Enquanto esta é de 9,9% (conforme PNAD 2006), infelizmente a mesma taxa entre crianças até 10 anos é de 50,7%. Mesmo que tivéssemos recursos para aumentar os reajustes de aposentadorias, haveria grupos mais vulneráveis a serem priorizados. Os projetos em análise, além de insustentáveis na perspectiva fiscal e atuarial, não ajudam a reduzir a nossa desigualdade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Helmut Schwarzer é secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência Social.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Valor Econômico&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-5272728905420096988?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/5272728905420096988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=5272728905420096988&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5272728905420096988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/5272728905420096988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/riscos-e-impactos-para-previdncia.html' title='Riscos e impactos para a Previdência Social'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-6005337188753904464</id><published>2008-05-13T10:39:00.003-03:00</published><updated>2008-05-13T23:37:53.143-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fundo soberano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='análise'/><title type='text'>Para que serve um fundo soberano?</title><content type='html'>Os fundos soberanos são entidades relativamente recentes. O primeiro data da década de 50 (1953) e foi criado pelo governo do Kuwait. Até há pouco (1990) existiam apenas 15 fundos soberanos. De lá para cá o número de fundos cresceu muito. Hoje as nações que têm fundos soberanos já são 35 e o número destes fundos é 46.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fundos soberanos, como o próprio nome indica, são instituições dos governos dos países que os criaram. Todas as nações que possuem fundos soberanos têm (ou tiveram) um fluxo de recursos em moeda estrangeira muito elevado. E todos viam-se com o mesmo dilema. Por conta de sua situação externa, acabaram por acumular um volume de reservas internacionais grande. O uso das reservas foi durante muito tempo o de estabilizar o valor (ou o poder de compra em moeda estrangeira) da moeda do país. Por esta razão, as reservas internacionais eram tradicionalmente investidas em instrumentos de renda fixa. Estes possuem liquidez normalmente elevada e têm valor de mercado de determinação relativamente simples, especialmente se são títulos de curto prazo. Ocorre que os países que criaram fundos soberanos tinham uma situação especial. Todos, por um motivo ou outro, viram que não precisariam lançar mão da totalidade de suas reservas para fins de estabilizar a moeda nacional. Justamente por isso, os países que têm fundos soberanos têm fontes estáveis de geração de recursos em moeda estrangeira: ou são ricos em recursos naturais (como o petróleo), ou são receptores líquidos de investimentos estrangeiros, ou são superavitários no balanço em transações correntes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade do uso das reservas internacionais tem diminuído muito. Com efeito, os regimes de câmbio flutuante (e de metas para inflação) ficaram cada vez mais disseminados na década de 90. Reservas internacionais em regimes de câmbio flutuante têm bem menos utilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira, os países viram-se acumulando moeda estrangeira em volumes mais do que suficientes para suas funções macroeconômicas tradicionais. Portanto, parte destes recursos não precisariam mais ser aplicados em títulos de renda fixa de curto prazo. A conclusão óbvia é que outro tipo de investimento, mais ilíquido e de prazo mais longo de maturação, pode ser feito. A vantagem clara destes outros investimentos é terem rentabilidade maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note, no entanto, que as reservas internacionais fundamentalmente só existem para diversificar os ativos dos países: são recursos em moeda estrangeira. Mais ainda, são títulos que são representantes de aplicações do país no resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil está considerando a criação de um fundo soberano. Os primeiros anúncios foram feitos em outubro do ano passado. Uma vez que já temos quase US$ 200 bilhões em reservas, esta idéia é perfeitamente plausível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, pelo que foi divulgado, há vários problemas com a forma que o fundo soberano brasileiro terá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um fundo deve aplicar em ativos de outras partes do mundo, pois seu objetivo é ter uma fonte de recursos em moeda distinta da nacional &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, o fundo será constituído de parte das reservas internacionais, mas também de recursos orçamentários. Observe que isto é diferente do que ocorre em outros países e destoa das razões que levaram ao grande volume de recursos existente em fundos soberanos internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, o fundo teria cinco funções (pelo menos): (i) absorção de dólares que entram no país, para conter a valorização do real; (ii) obter retorno superior ao proporcionado atualmente pelas reservas do Banco Central; (iii) financiar investimentos de empresas brasileiras no exterior; (iv) fazê-lo de forma subsidiada, cobrando juros inferiores aos que as empresas obteriam no exterior e também inferiores às taxas cobradas pelo BNDES (que são referenciadas à TJLP); (v) adquirir debêntures (ou títulos) do BNDES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os objetivos (i) e (ii) são os que os fundos soberanos de outras nações têm. No entanto, os objetivos (iii), (iv) e (v) são inovações que são indesejáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, um fundo soberano deve aplicar em ativos em outras partes do mundo, pois seu objetivo é justamente ter uma fonte de recursos em moeda estrangeira que seja distinto do país de origem. Desta forma, ao investir em uma empresa (privada ou pública) brasileira, este fundo não estará cumprindo sua função básica de diversificar as aplicações para o resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, ao fazer investimentos subsidiados, o fundo novamente deixa de seguir a lógica básica de trabalhar para obter os retornos possíveis, e poderia conflitar com o objetivo (ii), de conseguir retornos mais elevados que as reservas hoje têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro, ao pretender que os financiamentos sejam inferiores às taxas atuais do BNDES, que são referenciadas em TJLP, cria-se uma inconsistência: a TJLP é uma referência em reais e não em moeda estrangeira. De novo, algo muito fora dos padrões dos fundos soberanos existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto, ao comprar debêntures (ou títulos emitidos no exterior) do BNDES, há o mesmo problema que foi mencionado anteriormente: o fundo não está cumprindo seu papel básico de diversificar as fontes de recursos em moeda estrangeira. Além disso, se o BNDES hoje precisa captar no exterior (ou mesmo no Brasil), basta emitir títulos. Com certeza há muito mercado para emissões que são do governo federal (e o BNDES é 100% da União), como ficou demonstrado pelo sucesso da reabertura do título de 2017 (que teve taxas de 5,299% ao ano em dólares). Não há nenhuma necessidade do fundo soberano prover recursos para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, pode ser que o governo tenha como estratégia aumentar recursos subsidiados a empresas nacionais (e ao BNDES). Isto já é feito através de fundos hoje existentes. Há mais de R$ 160 bilhões em fundos (constitucionais, de Desenvolvimento, de Amparo ao Trabalhador, FGTS, etc.) geridos pelo setor público federal. Destes, boa parte é emprestada para o BNDES ou para empresas a taxas subsidiadas. Ou seja, já há bastante incentivo deste tipo no Brasil. Se o governo deseja aumentar o recurso destes fundos (ou criar mais um outro), basta propor ao Congresso e aprová-lo. Mas não deve misturar a boa idéia de fazer um fundo soberano nos moldes que outras nações fizeram, com outros objetivos de natureza muito distinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Ribeiro da Costa Werlang, Vice presidente executivo do Banco Itaú e professor da Escola de Pós-graduação em Economia da FGV, escreve mensalmente às segundas-feiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-6005337188753904464?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/6005337188753904464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=6005337188753904464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/6005337188753904464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/6005337188753904464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/para-que-serve-um-fundo-soberano.html' title='Para que serve um fundo soberano?'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-1822941150581302240</id><published>2008-05-13T10:29:00.001-03:00</published><updated>2008-05-13T10:31:16.545-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inlação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><title type='text'>China aumenta preços em 13% e já 'exporta' inflação</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Raquel Landim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;13/05/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante mais de uma década, a China, que se tornou o chão de fábrica do planeta, garantiu o crescimento da economia mundial sem inflação, graças aos baixos custos de produção. A relação com o Brasil não foi diferente. De 1993, época da abertura da economia brasileira, até 2006, os preços dos produtos vindos da China recuaram 22%. Mas isso é passado. A China já exporta inflação para todo o mundo, inclusive para o Brasil. Os preços dos produtos importados da China subiram, em média, 4,7% no ano passado e 13% no primeiro trimestre em relação a janeiro-março de 2007 - em igual período, o real se valorizou 10,7%, ante o yuan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Funcex, a tendência se espalha por todos os setores. Para a Gulliver, fabricante de brinquedos que compra na China 70% do que vende no Brasil, os reajustes ficaram entre 15% e 18% no trimestre, provocados pela alta do custo da mão-de-obra chinesa e pela explosão do petróleo, matéria-prima do plástico dos brinquedos. Os preços dos equipamentos eletrônicos subiram 13% no período, enquanto as máquinas aumentaram 10%, os elementos químicos, 27%, têxteis, 15% e calçados, 11%. Na maioria dos setores, a valorização do real compensou apenas parte da perda e os produtos chineses devem ficar mais caros nas prateleiras do país, depois de um longo período de preços baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da alta dos preços acima da variação cambial, o Brasil segue comprando com apetite do fornecedor asiático, graças ao mercado interno aquecido. De janeiro a março, em relação ao primeiro trimestre de 2007, o volume de importações da China subiu 50%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reajuste de preços dos produtos chineses é conseqüência da inflação interna do país, que atingiu 8,5% em abril, e da alta do custo do frete. Fernando Ribeiro, economista da Funcex, explica que a inflação da China é provocada por vários fatores, como mão-de-obra mais cara, demanda interna aquecida e alta das commodities, que encarece os insumos. "A China vive uma inflação clássica e perigosa, que é alimentada por salários", diz Ribeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Valor Online (&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/China+aumenta+precos+em+13+e+ja+" highlight="'&amp;amp;newsid=" areaid="62&amp;amp;editionid="&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/China+aumenta+precos+em+13+e+ja+'exporta'+inflacao,,,62,4926864.html?highlight=&amp;amp;newsid=4926864&amp;amp;areaid=62&amp;amp;editionid=2005&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-1822941150581302240?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/1822941150581302240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=1822941150581302240&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1822941150581302240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1822941150581302240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/china-aumenta-preos-em-13-e-j-exporta.html' title='China aumenta preços em 13% e já &apos;exporta&apos; inflação'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-8118526422576757489</id><published>2008-05-12T22:28:00.002-03:00</published><updated>2008-05-13T10:32:43.148-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><title type='text'>Vista chinesa - 02</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A China que eu vejo da janela&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comecei a tirar as fotos deste post, tinha a idéia de mostrar a Pequim onde eu vivo, quase como uma redação infantil sobre a viagem a um lugar distante. Mas na medida em que fui fazendo as imagens, percebi que via das minhas janelas uma crônica da espetacular transformação na qual a China está mergulhada e dos problemas que a acompanham.&lt;br /&gt;Eu moro no mesmo condomínio onde vivi entre março de 2004 e março de 2005, na minha primeira passagem pela China. Nos três anos que se passaram desde então, a paisagem a meu redor mudou de maneira radical. Quando cheguei em 2004, meu condomínio ainda estava em construção e me instalei em um dos poucos prédios já prontos. A rua que vocês verão nas fotos abaixo tinha apenas uma mão em cada direção e o movimento de carros não era nem uma sombra do atual. Em frente a meu condomínio se iniciava um mega-complexo imobiliário, com sete edifícios residenciais, três torres comerciais e um shopping de luxo. No ano em que fiquei aqui, vi os sete prédios residenciais ficarem quase prontos. Agora, o shopping e as torres estão funcionando a todo o vapor.&lt;br /&gt;O condomínio que estava em construção atrás do meu também foi concluído e surgiram duas outras torres comerciais a algumas quadras. A pequena rua que dividia meu condomínio em duas partes se transformou em uma longa e larga avenida, que se espalha por várias quadras. O prédio que existia quase na perpendicular do meu condomínio foi demolido e deu lugar a uma das centenas de construções de Pequim.&lt;br /&gt;A cidade que era o reino das duas rodas hoje tem mais carros que bicicletas _3,3 milhões contra 2,4 milhões. A cada dia, 1.000 novos veículos se agregam à frota de Pequim. O resultado são congestionamentos crescentes e uma contribuição considerável à já preocupante poluição. Há dias lindos de céu azul em Pequim e eles são cada vez mais numerosos. Mas existem dias como hoje, em que a névoa e a poeira impedem uma visão nítida de tudo que esteja distante.&lt;br /&gt;Minha janela também me faz lembrar que Pequim vai sediar os Jogos Olímpicos daqui a 115 dias. No enorme telão digital que cobre quase toda a fachada do shopping, vejo todos os dias a contagem regressiva para o dia 8 de agosto de 2008, quando a Olimpíada começará.&lt;br /&gt;Aí vão as fotos (peço perdão novamente pelas que estão na horizontal, mas com a diferença de fuso horário, não tive tempo para resolver o problema técnico com o pessoal de São Paulo):&lt;br /&gt;Havia outro prédio no lugar do que está em construção na primeira vez em que morei aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;( NR) China em alta velocidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derrotado e destruído na Segunda Guerra Mundial, o Japão foi protagonista de uma ascensão meteórica dos anos 60 a 80, em uma trajetória semelhante à que a China percorre hoje, com altíssimas taxas de investimento e crescimento acelerado. O PIB japonês teve expansão média de 10% na década de 60, 5% na de 70 e 4% nos anos 80. Mesmo com a forte desaceleração registrada a partir da década de 90, o Japão mantém o posto de segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com uma renda per capita de US$ 34,3 mil, comparada a US$ 6,9 mil no Brasil.&lt;br /&gt;A China cresce a uma média de 10,6% ao ano há três décadas e logo vai superar o Japão no ranking das potências econômicas. O país comunista se parece com o seu vizinho de 40 anos atrás em outro aspecto: a decisão de investir em um sistema de trens de alta velocidade, algo que se discute no Brasil há anos e nunca sai do papel.&lt;br /&gt;No ano passado, a China aumentou para 200 km/h a velocidade dos trens em 6.000 km de linhas pré-existentes, com utilização de tecnologia canadense, japonesa, francesa ou alemã. Mas seu projeto mais ambicioso nessa área é a ferrovia que vai ligar as duas maiores cidades do país, Pequim e Xangai. A linha de 1.318 km começou a ser construída no dia 18 de abril e consumirá investimento de US$ 31,6 bilhões, o maior já realizado em uma obra de infra-estrutura desde a Revolução Comunista de 1949. O mais importante: o trem é totalmente construído na China, com tecnologia própria. A previsão do governo é que a obra esteja concluída em 2013, quando será possível viajar de Pequim a Xangai em cinco horas.&lt;br /&gt;No Japão, o chamado shinkansen liga o país de um extremo a outro. A distância entre as partidas é contada em minutos e é possível comprar as passagens quase na hora do embarque. Os trens andam a uma velocidade de 250 km/h a 300 km/h e os atrasos são praticamente inexistentes. Em 40 anos de operação, nunca houve um acidente importante com o shinkansen.&lt;br /&gt;Quando eu viajava no sábado de Kyoto para Tóquio a 300 km/h tive um choque de realidade e fui lembrada do quanto ainda estamos distante deste mundo que eliminou a pobreza e pode se dar ao luxo de ter privadas aquecidas. A seção internacional do Japan Times trazia uma enorme foto em preto e branco de uma favela de Recife, na qual um grupo de moradores aparecia ao redor do corpo de um homem morto a tiros. Na legenda, a informação de que a violência no Brasil não se restringe aos grandes centros urbanos do Sudeste e atinge índices alarmantes na capital pernambucana.&lt;br /&gt;O presidente francês visitou a China em novembro do ano passado e conseguiu fechar contratos no valor de US$ 30 bilhões para venda de aviões e reatores nucleares para o governo de Pequim. Só a Airbus, que tem sede na França, assinou contratos para entrega de 160 aeronaves, no valor de US$ 17,4 bilhões. A estatal francesa Areva vendeu reatores nucleares avaliados em US$ 11,9 bilhões.&lt;br /&gt;Com os setores aéreo e de infra-estrutura totalmente controlados pelo Estado, a China tem o poder de definir de quais países suas empresas vão comprar equipamentos de preços bilionários. E também pode romper contratos já assinados, desde que isso atenda a seus interesses políticos.&lt;br /&gt;O país asiático vai subir neste ano para o terceiro lugar no ranking das grandes economias do mundo, acima da Alemanha e atrás apenas de Estados Unidos e Japão.&lt;br /&gt;Ansiosos por abocanhar um pedaço desse mercado, empresas e investidores fazem concessões que dificilmente aceitariam em países menos relevantes do ponto de vista econômico. Google e Yahoo! se adaptaram às regras da censura chinesa e incluíram em seus dispositivos de busca mecanismos que bloqueiam as páginas vetadas pelo governo chinês. O Yahoo! foi mais longe e forneceu a Pequim informações que permitiram a identificação de um internauta que havia enviado um e-mail para um amigo em Nova York com cópia de um documento do Partido Comunista. Graças à ajuda do Yahoo!, o internauta chinês foi condenado a 10 anos de prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;por Cláudia Trevisan, correspondente do Estadão em Pequim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://blog.estadao.com.br/blog/claudia/&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-8118526422576757489?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/8118526422576757489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=8118526422576757489&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8118526422576757489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8118526422576757489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/vista-chinesa-02.html' title='Vista chinesa - 02'/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05459680145418268040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-1541466881103535191</id><published>2008-05-12T18:16:00.003-03:00</published><updated>2008-05-13T10:32:17.231-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><title type='text'>Vista chinesa</title><content type='html'>Os jornalões começam a tratar mais seriamente o assunto China. &lt;em&gt;Estadão, Folha e O Globo &lt;/em&gt;estão com correspondentes em Pequim. Mas a cobertura permanece um tanto distante da efervescência presumível na nova “oficina do mundo”. Uma forma de atenuar esse déficit é fuçar os blogs dos próprios correspondentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do filtro político de algumas postagens, muitas vezes elas trazem informações até mais interessantes do que as matérias publicadas por eles nos veículo impressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aí uma sugestão para o pessoal do Observatório da China. Os blogs ajudam a compor o quadro do que se passa na economia mais dinâmica do século XXI, onde vive 21% da população do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, endereço do blogo do Gilberto Scofield –correspondente de O Globo, em Pequim.&lt;br /&gt;Na página tem o email do jornalista. Dá até para entrevistá-lo, quem sabe. Não custa tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;http://oglobo.globo.com/blogs/gilberto/&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Algumas notas postadas nos últimos dias:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reservas: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reservas em moeda estrangeira da China alcançaram nada menos que US$ 1,68 trilhão no fim de março, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Ti méti!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Celulares para as massas, internet, Tiesto, Gucci, deng deng&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China adotou um interessantíssimo programa que busca ampliar o acesso das classes mais baixas nas áreas rurais a eletrodomésticos e eletrônicos de fabricação nacional, uma idéia que poderia ser copiada por outros países que precisam estimular o consumo interno. Para isso, o Ministério das Finanças fechou um acordo com 15 grandes fabricantes chineses e 21 grandes redes de varejo, que passaram a se dedicar à fabricação e comercialização de produtos mais baratos e de menor potência entre TVs coloridas, geladeiras e aparelhos de celular. Estes produtos serão vendidos a camponeses cadastrados em cooperativas rurais, inicialmente nas províncias de Shandong, Henan e Sichuan.&lt;br /&gt;Cada família pode comprar o produto com 13% de desconto, fatia que é paga aos fabricantes pelo governo. A idéia é reduzir a imensa distância entre o campo e a cidade na China, hoje um dos maiores problemas do país, efeito colateral do crescimento espantoso da economia. Quando você visita o interior chinês, não é raro que as famílias tenham casas até grandes para os padrões urbanos, mas sem quase nada em termos de eletrodomésticos. Legal, né?&lt;br /&gt;A gente já tinha falado disso há uns dois meses, mas agora é oficial: a Xinhua afirmou que a China tem oficialmente 221 milhões de usuários de internet, o que coloca o país em posição semelhante a dos EUA. O número representa um aumento de 61% em relação aos usuários do início de 2007. Mas é bom não perder de vista que esta fatia representa uma penetração da internet de apenas 16% no país, enquanto esta relação nos EUA é de 75%.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-1541466881103535191?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/1541466881103535191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=1541466881103535191&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1541466881103535191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1541466881103535191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/vista-chinesa.html' title='Vista chinesa'/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05459680145418268040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-1543736095575197238</id><published>2008-05-12T15:20:00.003-03:00</published><updated>2008-05-14T18:19:33.450-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas'/><title type='text'>Perguntas do Grupo China para o Grupo Commodities</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;1) A elevação (de certa forma) dos padrões de vida nos países emergentes, as condições climáticas (como no caso da China, que é mais de 50% deserto e ainda tem que enfrentar tempestades de areia e secas) e a especulação fizeram com que o preço dos alimentos aumentasse. Esse aumento gera pressão inflacionária no mundo todo, inclusive na China, onde o índice de inflação já preocupa as autoridades. Como seria possível equilibrar os preços dos alimentos, reduzindo a pressão do aumento da inflação?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;2) &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: georgia;"&gt;A China, por ora, não tem interesse por biocombustíveis. As terras do país – em sua maior parte grandes áreas áridas – não bastam nem para fornecer comida para toda a população. Por enquanto, a inflação está sendo segurada pelo "dumping social". Quais podem ser as conseqüências no crescimento se a crise dos alimentos piorar ainda mais a vida da população chinesa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;3) Qual é o principal meio de controle da inflação na China (que impede que ela não saia do controle)? Qual característica do país ajuda nisso?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-1543736095575197238?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/1543736095575197238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=1543736095575197238&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1543736095575197238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/1543736095575197238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/perguntas-do-grupo-china-para-o-grupo.html' title='Perguntas do Grupo China para o Grupo Commodities'/><author><name>Butico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03869425848883678381</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_Zn6WmeucRig/SkDul0QJsII/AAAAAAAAAFQ/WkQTM8IHRm0/S220/Uhuhuhuhu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-2312381325308490421</id><published>2008-05-11T12:48:00.005-03:00</published><updated>2008-05-14T11:24:22.112-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas'/><title type='text'>Perguntas do Grupo Brasil para o Grupo EUA</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;1) A notícia sobre a economia brasileira que mais repercutiu na mídia internacional nos últimos dias foi a do alcance do Grau de Investimento. Muitos analistas vêem isso como uma contramão histórica, já que o Brasil consegue atrair investimentos em um período de crise nos mercados internacionais. No entanto, há temores de que a conseqüente valorização do real afete drasticamente as exportações, em especial as de commodities e de manufaturados. Em vossa análise, o saldo final dessa nova situação brasileira será positivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Quais medidas deverão ser tomadas para que o produto brasileiro seja competitivo no Mercado Internacional, mesmo em tempos de moeda valorizada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Diante de da série de acontecimentos recentes, como a alta da inflação e a elevação da nota de risco do Brasil, como deverá ser a trajetória dos juros no país? Quais são os fatores envolvidos que explicam essa tendência, e qual suas implicações?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-2312381325308490421?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/2312381325308490421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=2312381325308490421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/2312381325308490421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/2312381325308490421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/perguntas-do-grupo-brasil-para-o-grupo.html' title='Perguntas do Grupo Brasil para o Grupo EUA'/><author><name>Ricardo Régener</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16900397650812613031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-498544629455651765</id><published>2008-05-10T12:10:00.002-03:00</published><updated>2008-05-10T12:14:41.201-03:00</updated><title type='text'>Observatório da crise - Fundamentos de Economia/Noturno</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Fontes primárias de dados para consulta dos grupos setoriais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.OMS ............ www.wfo.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.FMI .............www.imf.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.IFI  ............www.ifi.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.BIS ............ www.bis.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.UNCTAD ........www.unctad.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.FAO ..........www.rlc.fao.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.Financial market &lt;br /&gt;               www.fmcenter.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.CEPAL  .........www.cepal.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Portal da União Européia &lt;br /&gt;http://europa.eu/index_pt.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.FED&lt;br /&gt;http://www.federalreserve.gov/newsevents/default.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte de estudos acadêmicos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituto de Economia da Unicamp/ -Estudos Internacionais   &lt;br /&gt;http://www.eco.unicamp.br/pesquisa/CERI/index.php?itemID=Publicacoes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-498544629455651765?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/498544629455651765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=498544629455651765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/498544629455651765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/498544629455651765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/observatrio-da-crise-fundamentos-de.html' title='Observatório da crise - Fundamentos de Economia/Noturno'/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05459680145418268040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-7896465225413041069</id><published>2008-05-09T15:03:00.006-03:00</published><updated>2008-05-14T11:25:13.399-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise nos EUA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='recessão'/><title type='text'>Perguntas do grupo dos EUA para o grupo do Brasil</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;1)&lt;/span&gt; Afinal, os Estados Unidos estão em recessão ou não? Há perspectivas de impedir que uma recessão ocorra em um futuro próximo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;2)&lt;/span&gt; Para contornar a depressão de 1929, foram feitas mudanças que introduziram um maior controle do Estado na economia, no entanto, anos depois, o mercado financeiro encontrou formas de se liberalizar. Se a atual crise dos EUA for resolvida apenas com as medidas paliativas aplicadas pelo governo, será perdida a oportunidade de estabelecimento de mudanças estruturais mais definitivas para o controle do mercado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;(Consultar a matéria: http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/o-risco-da-calmaria.html)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;3)&lt;/span&gt; A desvalorização do dólar pode ser vista como um contraponto à crise para os EUA?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-7896465225413041069?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/7896465225413041069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=7896465225413041069&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/7896465225413041069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/7896465225413041069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/perguntas-do-grupo-dos-eua-para-o-grupo.html' title='Perguntas do grupo dos EUA para o grupo do Brasil'/><author><name>Bruna Escaleira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05060076586979747525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-8545829372298922790</id><published>2008-05-09T10:03:00.002-03:00</published><updated>2008-05-09T10:09:00.817-03:00</updated><title type='text'>Participação declinante</title><content type='html'>Estudo feito pelo Ipea sobre a situação do mercado de trabalho nos últimos 30 anos no país mostra que o rendimento do trabalhador cresceu menos que o PIB (Produto Interno Bruto).&lt;br /&gt;Enquanto o PIB cresceu em média 2,8% ao ano entre 1976 e 2006, o rendimento médio real dos trabalhadores ocupados aumentou 1,1%, em média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tivemos um período de regressão do ponto de vista da remuneração, em um cenário de elevado desemprego e precarização do trabalho", afirma o presidente do Ipea, Márcio Pochman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1979, o número de desempregados era de 1,2 milhão de pessoas, o que correspondia a 2,7% da população ocupada no Brasil, segundo dados da Pnad. Em 2006, esse número chegou a 8 milhões, o que equivalia a 8,7% dos ocupados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo também mostra que, em 1980, 50% da renda nacional era formada pelo rendimento do trabalho. Em 2005, esse percentual foi de 39,1%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Apesar de o rendimento médio real ter iniciado um movimento de recuperação nos últimos cinco anos, a trajetória para recuperar o poder de compra dos salários é longa", diz.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Proteção social do trabalho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, 48,8% das pessoas ocupadas tinham alguma proteção social mínima, como acesso à Previdência Social, considerando dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a economia brasileira mantiver crescimento até 2010 parecido com o do ano passado, de 5,4%, e o mercado de trabalho criar por ano 2,5 milhões de vagas, essa proporção pode subir para algo próximo a 50%, percentual parecido com o de 1980, de 50,3%. O que significa que há 30 anos a proporção de trabalhadores com proteção social não se alterou no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cálculos e as projeções foram feitas por Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Para ele, trabalhador com proteção social é aquele que tem ao menos acesso à Previdência Social, como o assalariado, o autônomo, o trabalhador por conta própria e também o funcionário público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De 1976 até 1980 houve aumento da proteção social. Com a crise da dívida externa brasileira, em 1980, a proporção de trabalhadores protegidos voltou a cair [para 47,4,%, em 1984]. Depois houve nova recuperação, mas, com a abertura do mercado brasileiro, voltou a cair [para 43%, em 1994]. A partir da década de 90 ganhou dimensão a geração de postos de trabalho precários, sem proteção social e trabalhista", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 2000, segundo Pochmann, com a mudança no regime cambial, a criação de ocupações com proteção social passou a ocorrer num ritmo maior do que a de postos de trabalho sem proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Essa tendência de recuperação ainda levará de dois a três anos para voltarmos ao percentual próximo de 50%. Nos últimos 30 anos o mercado de trabalho não foi favorável ao brasileiro", diz Pochmann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a economia continuar crescendo no ritmo de 2007, na avaliação Clemente Ganz Lucio, diretor técnico do Dieese, a tendência é de criação de empregos com proteção social ser maior do que a criação de empregos sem proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos 12 meses terminados em março deste ano, os postos de trabalho com carteira assinada cresceram 9,2% e as ocupações sem carteira, 5,7%, segundo a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), do Dieese, realizada em seis regiões metropolitanas do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas regiões metropolitanas a proteção social do trabalhador é maior, segundo Ganz Lucio. "Cerca de 60% dos trabalhadores têm proteção. No final dos anos 90 esse percentual era da ordem de 50%. E está melhorando cada vez mais. Em algumas regiões do país esse percentual chega a 65%", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande desafio do país hoje, na opinião do diretor técnico do Dieese, é a busca por mecanismos de proteção social para os trabalhadores que não são assalariados, como o trabalhador autônomo da construção civil e o trabalhador rural com várias ocupações no mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se um autônomo sofre um acidente e não é contribuinte da Previdência Social, fica sem renda. A idéia é fazer com que a proteção se estenda para mais trabalhadores", diz Ganz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;com dados Folha de S. Paulo, 09-05-2008&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-8545829372298922790?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/8545829372298922790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=8545829372298922790&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8545829372298922790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8545829372298922790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/participao-declinante.html' title='Participação declinante'/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05459680145418268040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-4691382823385952589</id><published>2008-05-08T12:03:00.001-03:00</published><updated>2008-05-08T12:21:17.799-03:00</updated><title type='text'>Alza en precios de los alimentos es por especulación, según ONU</title><content type='html'>GINEBRA — La reciente alza en los precios de los alimentos fue causada por la especulación del mercado, según funcionarios de las Naciones Unidas, quienes exhortaron a lanzar un esfuerzo internacional conjunto para asegurarse que los pobres del mundo puedan alimentarse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Actualmente tenemos suficiente comida en este planeta para alimentar a todos", afirmó el director del Programa para el Ambiente de la ONU, Achim Steiner, en una entrevista por teléfono a The Associated Press.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empero, agregó, "la forma en que los mercados y los suministros son influenciados actualmente por las percepciones de los mercados de futuros está deformando el acceso a esa comida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Las personas de verdad y las vidas de verdad están siendo afectadas por una dimensión que es esencialmente especulativa", agregó Steiner al subrayar que hay millones de pobres incapaces de paga por su comida desde que los precios empezaron a subir empinadamente a inicios del año.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La semana pasada, el Programa Mundial de Alimentos (PMA, una agencia especializada de las Naciones Unidas) pidió a 755 millones de dólares adicionales para cubrir un déficit de su presupuesto causado por los precios en alza y la creciente dependencia entre los pobres del mundo hacia la ayuda alimentaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En similitud con los comentarios de Steiner, el relator de la ONU para el Derecho a la Alimentación, Jean Ziegler, dijo que los altos precios de la comida estaban desestabilizando al mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En la oficina principal de la ONU en Ginebra, Ziegler dijo a reporteros el lunes que la "masacre diaria del hambre" estaba empeorando debido a intermediarios privados que buscan sacar ganancia de los altibajos en los precios de las materias primas en los mercados internacionales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La semana pasada, Bart Chilton, comisionado de la comisión reguladora del gobierno estadounidense para el mercado de futuros de las materias primas, rechazó la idea de que el comercio especulativo sea el culpable principal detrás de los crecientes precios del maíz, el trigo y otras cosechas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Según Chilton, los mercados de las materias primas estaban funcionando apropiadamente, y que la verdadera razón para el aumento sin precedentes de los precios eran el menor volumen de las cosechas, menores inventarios de granos y la devaluación del dólar frente a otras divisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;  Por FRANK JORDANS The Associated Press, 28 de abril, 2008&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-4691382823385952589?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/4691382823385952589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=4691382823385952589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4691382823385952589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/4691382823385952589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/alza-en-precios-de-los-alimentos-es-por.html' title='Alza en precios de los alimentos es por especulación, según ONU'/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05459680145418268040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-8850270984374697481</id><published>2008-05-07T13:46:00.003-03:00</published><updated>2008-05-07T13:51:15.254-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neoliberalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rússia'/><title type='text'>Frase do dia</title><content type='html'>PROPRIEDADE PRIVADA&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Propriedade privada é uma estrutura vital. Ela é parte dos direitos humanos. Se nós não aprendermos a respeitá-la e protegê-la, nós vamos continuar vivendo com atraso e desolação." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;ECONOMIA&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Nós devemos controlar a inflação com o que foi estipulado em nossa economia no final do ano passado... Esse é o preço que pagamos para participar do clube das nações em desenvolvimento. A conclusão é simples: nós precisamos desenvolver nossa própria economia e agricultura." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Dmitri Medvedev, novo presidente da Rússia, sobre política econômica que pretende seguir após 8 anos de Putin e de sua política econômica mais direcionada ao controle estatal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4190665382274514148-8850270984374697481?l=vozes-internas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozes-internas.blogspot.com/feeds/8850270984374697481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4190665382274514148&amp;postID=8850270984374697481&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8850270984374697481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4190665382274514148/posts/default/8850270984374697481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozes-internas.blogspot.com/2008/05/frase-do-dia.html' title='Frase do dia'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00172501596127625406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4190665382274514148.post-6118627734869891778</id><published>2008-05-07T09:56:00.000-03:00</published><updated>2008-05-07T09:57:20.988-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='câmbio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='commodities'/><title type='text'>A armadilha monetária da China</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: rgb(255, 161, 59); font-family: Arial; font-size: 11px; line-height: 16px; "&gt;Michael Pettis &lt;br /&gt;05/05/2008&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: rgb(255, 161, 59); font-family: Arial; font-size: 11px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: rgb(255, 161, 59); font-family: Arial; font-size: 11px; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: Verdana; font-size: 12px; "&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; 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Esse superaquecimento é quase certamente causado pelo regime cambial do país, ainda que não pelos motivos freqüentemente citados em grande parte do debate político, de que uma moeda subavaliada permite ao setor exportador da China expandir-se devido à subavaliação das mercadorias chinesas nos mercados mundiais, e esse setor exportador em expansão impulsiona crescimento e lucratividade no resto da economia. O regime cambial é a principal causa da expansão econômica chinesa atual, em grande parte devido ao seu impacto sobre as condições monetárias internas.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;No momento em que escrevo, o yuan é negociado a ligeiramente menos de 7 para o dólar dos EUA, uma apreciação de mais de 17% desde 21 de julho de 2005, quando a moeda nacional foi desvinculada do dólar americano. Para estabelecer o valor da moeda, o Banco do Povo da China (BPC) precisa comprar ou vender tantos dólares quantos o mercado solicitar. A elevada taxa de poupança da China e o veloz crescimento da produção industrial têm significado que o país precisa produzir um superávit na balança comercial, e o ingresso de dólares oriundo da conta da balança comercial tem sido dilatado por ingresso adicional na conta de capital, num momento em que investidores compravam ativos chineses para se aproveitarem dos preços baixos e do crescimento.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;Nos últimos anos, a conseqüência tem sido crescimento acelerado nas reservas, culminando na alta dessas reservas em mais de US$ 154 bilhões para os três primeiros meses de 2008 - que já representam praticamente um terço dos impressionantes US$ 464 bilhões do ano passado. Esse aumento nas reservas prendeu a China numa cilada monetária. As reservas em alta, alimentadas pela disparada no superávit da balança comercial, devem ser acompanhadas por crescimento no dinheiro local, enquanto o BPC provê os recursos para a compra dos dólares que entram no país com yuan e títulos do banco central.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;Essa geração de moeda acaba desembocando em grande parte no sistema bancário, no qual a maior parte da disparada na expansão do crédito alimenta produção, em vez de consumo. No momento em que a produção industrial chinesa se avoluma, o resultado é um aumento no superávit da balança comercial, que por si só provoca salto adicional nas reservas.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;O sistema financeiro da China é rígido, inexperiente em gestão de risco e, apesar das recentes tentativas de fazer uma faxina nos empréstimos não pagos, ainda está sobrecarregado com uma vasta e crescente quantidade de empréstimos irrecuperáveis, que será agravada por uma retração econômica ou por uma correção abrupta nos mercados imobiliários. O frágil sistema financeiro refreia gravemente as opções políticas do BPC, ao dificultar, por exemplo, a administração das taxas de juros. Permitir que as taxas de depósitos e de empréstimos aumentem de forma rápida demais quase certamente provocará dificuldades de crédito a uma grande quantidade de tomadores de empréstimos marginais, ainda que simultaneamente estimule ingressos especulativos adicionais.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tr style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;td style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); font: normal normal normal 11px/normal Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; background-position: initial initial; "&gt;O que as autoridades podem fazer? Há várias medidas convencionais que poderiam ser usadas para retomar o controle da política monetária - mais flexibilidade na taxa de câmbio, aumento nas exigências de reservas mínimas, reforma do sistema bancário e desregulamentação da taxa de juros. À exceção da última, as autoridades tentaram todas elas, mas parece que quase não surtiram efeito. Ao contrário, a maioria das medidas de crescimento aumentou nos anos passados.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="470px" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; text-decoration: none; scrollbar-face-color: rgb(244, 244, 244); scrollbar-highlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-3dlight-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-arrow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-darkshadow-color: rgb(255, 255, 255); scrollbar-track-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; "&gt;&lt;tbody style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-collapse: collapse; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; backgroun
